ato dois mil e doce.



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Então é ... Quase o fim de dezembro e cá estou a revisar minha lista-do-que-levar-na-mala. Irei fechar o ano com chave de ouro, viajando para o Nordeste e indo conhecer meus presentes - de natal, ano novo, carnaval e todos-os-feriados-e-desculpas-para-presentes! 
Como a vida gosta de gozar da nossa face, né? Eu nunca gostei de anos-pares, na verdade, eu sempre me dei (muito) mal e criei uma certa resistência. Daí vem o ano de 2012 e despedaça esse trauma em pedaços quase que imperceptíveis! 
Foi o ano que eu vive uma supremacia na minha vida, em todas as áreas - até na sentimental, acreditem se quiser! (risos) 
Realizei o sonho de ir até Brasília e Sápaulo. Comprei livros como se eu fosse uma leitora assídua. Li livros como se eu não tivesse aulas para planejar. Curti as noites de terça-feira (sô até capaz de dizer que deixei de odiar um pouco esse dia da semana) como se eu não tivesse que levantar 5:30 no dia seguinte. Conheci a sensação de aplicar uma prova. Fiz uma viagem só com a minha amiga - e em breve farei outra! Conheci pessoas que fizeram a vida e os esforços valerem todas as penas do maior galinheiro do mundo. Me apaixonei, me desapaixonei e me peguei gostando de alguém na vera. Vi o seriado da minha vida chegar ao fim. Encontrei bandas e músicas que embalaram os meus dias no transcol. Vi minha banda favorita comemorar 15 anos de longe, porque sou pobre e não consegui ir em nenhum show (espaço para os soluços e corizas). Fiz duas tatuagens e alarguei a orelha esquerda. Fui no cinema todos os meses e quase sempre acompanhada (acreditem se quiser). Experimentei comida mexicana e tomei tequila do jeito que aprendi nos seriados. Troquei o all star por sapatilhas - mas ainda os uso. Aboli o refrigerante da minha vida, sim incluindo a coca-cola! Voltei a tomar café como se o nescau tivesse deixado de existir. Mudei a operadora do celular só por causa do bofe. Dancei em público mesmo sem saber dançar. Aprendi a usar lentes de contato. Ganhei uma sobrinha - que é a coisinha mais linda e cabeluda do mundo todo! (espaço para a baba escorrendo). Cheguei a conclusão de que nasci para ser professora, não me vejo fazendo outra coisa. Entrei num curso técnico e ganhei um bonde(!). Assisti 'Titanic' no cinema como se fosse a primeira vez. Aprendi a baixar filmes/seriados usando torrent. Finalmente consegui assistir todos os episódios de House. Percebi que família a gente não escolhe, a gente ama e fim. Aprendi a usar uma HP 12C - leia-se calculadora financeira.
Como eu disse, tô de malas prontas - na teoria, porque na prática só domingo a noite - e contando os dias. Agradeço muito a Deus por me proporcionar cada alegria, cada tristeza, cada sorriso, cada lágrima, cada dia de sol, cada dia de chuva, cada abraço, cada beijo, cada carinho, cada briga, cada discussão, cada reconciliação, cada alto e baixo, cada vitória, cada derrota, cada conquista, cada sonho realizado, cada pessoa conhecida, cada pessoa esquecida, cada música, cada silêncio, cada tudo.
... vida que segue.

frase. /dezessete

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# Há casos sem acaso.

Vila Velha, 21 de Outubro de 2012.

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você se foi e o seu cheiro ficou, coisa boa viu? na verdade, bom seria se tu ficasse também, mas fazer o que se assim não pode ser? sua chegada não era aguardada e ainda sim tem sido bem apreciada por mim. não é por acaso que as pessoas dizem por aí que o inesperado é sempre mais aproveitado, porque não existe expectativa e nem decepção. tudo que acontece parece ser lucro e nunca prejuízo. abrir o celular e descobrir que tem uma mensagem sua é tão bom! melhor fica quando você me liga ou atende as minhas ligações, até mesmo quando eu penso que nosso papo não vai render. de onde tiramos tanto assunto? se eu gosto de conversar, você é a minha versão masculina e isso com certeza tem contribuído bastante para o crescimento do nosso relacionamento. nossos encontros esporádicos tem me feito bem, só pra constar. sei lá onde vamos parar e se vamos parar em algum lugar, o que tá valendo mesmo é a companhia. acho que eu estava mesmo precisando de alguém como você. e tô falando sério! ‘quero os seus problemas pra mim … quero você sem garantia e com defeito, para NUNCA mais te devolver ♪ <3
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continuo seguindo com a minha máscara de mocinha apaixonada, daquelas que vivem suspirando amor e exalando paixão pelos poros. quando a verdade é que tô mais vazia de sentimentos do que um balão de ar. nenhuma moça gosta de ser conhecida como uma pessoa fria e claro que dessa regra eu não fujo pra ser exceção. deixei minhas paixões de lado faz tempo, mas nunca confessei isso publicamente, até mesmo porque seria uma contradição berrante diante de tudo que venho publicando. tô sempre trazendo estórias românticas, diálogos fofos e contos com metades felizes - porque até hoje nenhum conto conseguiu o seu final. fato é que nunca quis ser do time daqueles que dizem que amor virou conto de fadas, do tipo inexistente e impossível de acontecer. eu sinto amor e vivo amor, mas não como eu descrevo. meu amor é prático, direto e sem declarações. passei tanto tempo vivendo nessa ilusão que nesse mar eu não caio mais. o problema é que nem todos querem ou aceitam um amor assim. mesmo negando, todos queremos melações e apelidos com nome de comida. ainda consigo fazer carinho - sem modéstia nenhuma, digo e afirmo que sou dona do melhor-carinho-da-cidade! - e até gosto de fazer, mas não é toda hora e nem em qualquer lugar, existe tempo e lugar para tudo, por incrível que pareça, até pro carinho! sei que há alguém por aí que vai aceitar-me assim, prática. deixo minhas melações para meus textos. não quero relacionamento sério e muito menos doce. quero algo divertido, salgado e sem compromisso com compromisso. as pessoas pesam tanto as coisas, principalmente eu. valorizam coisas e rótulos que não possuem valor algum, eu também tô nesse balaio de gato. começo a dar razão para quem diz que a voz final é da razão. não se sente e depois pensa ou se pensa e depois sente, as duas coisas acontecem simultaneamente e somos nós quem dizemos quem deve ficar em silêncio.
é.

ato noventa cinco.



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Bem, do mesmo jeito que fiz quando começamos a namorar, irei fazer agora: sem promessas. Não irei te prometer nada, porque nunca fui boa com promessas. 
Então, quebrando a regra e abrindo uma brecha para nós.
Tentarei te amar: com saúde ou doente; com dinheiro ou com dívidas; com viagem ou dentro de casa; durante a TPM e a menopausa; na chuva ou no sol; com humor bom ou negro; quando fizer calor e principalmente quando fizer frio; com música ou no silêncio; com sorriso ou lágrima; com poemas e xavecos;  com beijos e abraços; com palavras e ações; na fartura ou na dieta; durante o dia, a tarde e principalmente de madrugada e tentarei todos os dias, como se cada um fosse o primeiro. 


sem garantia e com defeito.




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Tudo sempre começa com uma brincadeira ou então com uma simples conversa. A amizade surge e a intimidade chega. Apelidos aparecem e o carinho é recebido de forma mais natural. A senhorita rotina passa bem longe, pois cada dia é como o primeiro. As semelhanças aparecem e um sentimento a mais é inserido no relacionamento. Tudo bem aos poucos, para que se possa aproveitar cada instante e novidade. Cada palavra é degustada com vontade. As diferenças são quase inexistentes, chega a se pensar que a lenda sobre metade-da-maçã-laranja é real. Tudo cheira a novo, tudo ainda é novo, ainda ...

entre.



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Dizem que quando estamos de cara com a morte, toda a nossa vida passa diante de nossos olhos. Como se fosse um trailer de filme. Você tem a oportunidade de reviver todos os seus momentos em alguns segundos e toda essa estória que o povo gosta de inventar. Acontece que Augusta não estava diante de sua morte literal, ela estava na porta da igreja e a caminho do altar.  O barulho da porta sendo aberta fez com que esse momento acontece, semelhante ao estalo de um tiro certeiro que iria atingi-la em poucos minutos. Foi apenas uma piscadela e então ela viu toda sua vida passar, do primeiro dia na creche até o instante em que ela saiu desceu da carruagem. Todas as perguntas improváveis apareceram em sua mente, todas as incertezas, todos os SEs, todos os 'por ques' e até o próprio ponto de interrogação apareceu sozinho. Para alguns ela estava realmente caminhando para a morte. Então como se tudo aquilo tivesse  pulado direto para o momento paraíso, Augusta ouviu a voz de seu amado. Trazendo ela de volta a vida, a convidando para se aproximar mais, espalhando toda aquela nuvem de perguntas e acalmando o circo que rolava dentro de sua cabeça. Ela ergueu os olhos, o caminho que antes parecia ser sem fim e direcionado para o precipício se transformou num caminho curto e com destino a felicidade. Augusta suspendeu o vestido, jogou o buquê antes da hora e correu para os braços de seu amado. 


ato duzentos.



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após dois anos - na verdade foram vinte e um meses mas eu sou do tipo que arredonda as coisas e na grande maioria para mais - de afastamento, ontem eu voltei a sentir o gosto amargo que só o café forte tem. tô pra conhecer aroma melhor, isso sem comentar sobre o sabor. sabor que não dura só enquanto o líquido preto escorre garganta a dentro, o gosto te acompanha até você escovar os dentes ou então chupar uma bala qualquer. ontem foi como um primeiro encontro, como o primeiro beijo. aquele que a gente fica revivendo a todo instante nos pensamentos, tá ligado? agora tô aqui, diante de uma big caneca de café com leite em pó, brincando com as bolhas que o leite forma sobre o líquido cor-de-burro-quando-foge. de ontem em diante posso frequentar qualquer cafeteria sem ficar procurando por bebidas descafeinadas. posso novamente me jogar nos braços do capuccino com chantili, coisa que farei amanhã e depois e depois de novo e mais uma vez. sim, isso aqui é um relato de uma viciada que volta ao vício ... 


sumemô!



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Daí que quando se é criança você fica imaginando como seria legal viajar só com a sua amiga, sem a vigilância excessiva da sua mãe e os olhares fofoqueiros de seus irmãos. Você não tá nem aí para os perigos, na verdade você resolve pagar de Simba e diz: - eu rio na cara do perigo!. Comigo foi assim, eu já andava rindo da cara do perigo desde a minha primeira viagem sem a companhia de meus responsáveis. Só que ainda faltava algo, viajar sozinha não traz a mesma emoção de viajar com uma amiga. Porque quando se está sozinha com quem você vai comentar que o preço da água no aeroporto é um roubo? Pra quem você vai perguntar se na placa tá escrito Motel ou Hotel? Quem vai te emprestar dinheiro e pegar emprestado logo em seguida? Quem vai compartilhar o choro de uma criança irritante no avião com você? Quem vai ficar jogada no saguão da sala de embarque com você? Pra quem você vai reclamar de fome ou sono depois de passar 6 horas no aeroporto? Vai jogar Stop com quem enquanto espera a hora de embarcar? Dizem por aí que eu sou a rainha do atraso, mas dessa vez não fui eu quem fiquei presa no detector de metal. Dizem também que eu sou o significado da palavra preguiça, mas não foi eu quem fiquei reclamando por ter andado metade da Paulista. Entre uma reclamação e outra, entre um sanduíche e outro, entre uma risada e outra, entre um metrô e outro, entre sucos e refrigerantes, entre fotos e observações, entre moambas e presentes. Uma coisa é você passar uma noite na casa de sua amiga, outra totalmente diferente é você morar com ela durante 5 dias. Se o amor não morrer é porque é pra valer. E esse é o nosso caso! A nossa diferença é o que nos une, só pode. Obrigada pela companhia, sis! Posso dizer que já encontrei uma super promoção para nossa próxima viagem? (:

amo you,sápreta! ♥

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acho que desaprendi o jeito de escrever. me esqueci como se faz para conjugar os verbos e escrever com coerência. logo eu, que sempre gostei de escrever, na verdade era a única coisa que eu sabia fazer. no começo eu entrei em pânico, pensando que agora não me restava nada além de lamúrias e sofrimentos acumulados dentro de minha pessoa. os dias se passaram e eu cheguei até aqui, mais viva do que antes. porque tenho vivido ao invés de escrever. ando sentindo ao invés de imaginar. o que não cancela a minha saudade pelas letras. é como dizem: não se pode ter tudo, no meio disso eu me perdi daqui e me encontrei ali.

faixa 73.



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- se for pra tudo dar errado, quero que seja com você! (♪)

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ato quarenta seis.



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Você é daquele tipo de carinha que quando eu olhei já sabia que iria rolar trocas … trocas de olhares, de mensagens e quem sabe de salivas. Porque você é daquele tipo feio que eu gosto e até começo achar bonito depois de algum tempo. Não, ainda não existe nenhuma música ou banda que me faça lembrar de você no meio do dia. Parece que todas as bandas e músicas que eu conheço já estão ocupadas pelos meus antigos casos, mas relaxa na boa que uma hora vai rolar e se não rolar melhor será. Pois se você for mesmo o carinha que eu penso que é, essa brincadeira não vai durar mais de três meses. Tá vendo, você descobriu o motivo, porque eu sou dessas que gosta de se auto-sabotar, que já pensa no fim antes mesmo de curtir o meio. Seu sotaque paulista me encanta, confesso. É tão legal ouvir você dizer goRdo ou compoRtado - sou capaz até de ouvir sua voz enquanto escrevo! É bom porque é uma coisa automática e não carregada, daí tu não fica com pinta de caipiRa, sacomé? (risos)


um dedo de prosa [55]



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Ela: irei me casar na Lua!
Ele: não esqueça de me convidar!
Ela: onde já se viu casamento sem noivo?
(oun)

ato cem e oito.




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a cada dia eu me afogo mais nesse mundo chamado: maior idade. mal acordo e meu dia já acabou, agenda lotada de compromissos, hora marcada até para escovar os dentes e o descanso só vem entre um intervalo e outro. a semana nem começou e eu já começo a me preocupar se terei tempo de fazer tudo na próxima segunda-feira. as horas se confundem com os minutos e eu fico perdida até com que dia é hoje - e olha que eu escrevo a data num quadro branco pelo menos quatro vezes! chego até pensar que minha memória está escorrendo pelos meus ouvidos. o tique-taque do relógio, que antes era uma coisa calma e controlada, agora faz mais barulho que uma escola de samba, de tão veloz! onde vou parar? quer dizer, eu vou parar? isso tudo vai parar? a pressa é tanta que já existe tempo para escrever as palavras por comple …


nove.




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A essa altura ela já estava no quarto, então só precisou se levantar da cama, colocar um short e pegar um casaco. Foi até o banheiro, para escovar os dentes e quase não reconheceu a imagem refletida no espelho, pois já havia esquecido do quanto a felicidade lhe caia bem. 
Ele ainda estava no sofá, apenas com a toalha presa na cintura. Ao invés de correr para o quarto e colocar uma roupa, ele ficou no mesmo lugar, relendo cada mensagem que ela havia lhe mandado. Se passaram quinze minutos, então ele resolveu mandar uma mensagem  antes de ir se arrumar.
Agora foi a vez dela de cronometrar o tempo e percebeu que ele demorou trinta e cinco minutos. Cinco minutos que valeram a pena esperar, porque ele parecia muito mais lindo agora do que há algumas horas atrás. 'Isso é possível, produção?' - seu subconsciente fazia cada pergunta besta. 
Ele saiu do carro e foi buscá-la na portaria.
- Sua mãe vai pensar que eu quero te sequestrar pra mim.
- E ela tá errada?
A risada dele combinava muito com a dela.
- O sol só nascerá daqui meia hora, até lá o que faremos?
- Ouviremos as estrelas conversarem.
- De qual livro você fugiu?
- De um bem chato que não tinha você!
Novamente ele abriu a porta do carro para ela. Foram para a praia pelo caminho mais longo e não ultrapassaram a velocidade de 40km/h.
Enquanto o sol nascia, ele a arrastou para perto da água. Era hora de colocar aquela última mensagem em prática, que dizia:
'quer ser minha?'


oito.



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O sorriso de ambos não estava relacionado ao conteúdo da mensagem e sim com o fato de existir uma mensagem. Era aquele tipo de sorriso que qualquer um/a abre quando olha o celular e ver que aquela pessoa se lembrou da gente, entende? 
Uma sms foi levando a outra e um novo diálogo surgiu entre eles, ela da varanda do apartamento e ele jogado no sofá de casa. Ela não sabia, mas ele não estava tão longe assim.
Papo vai e papo vem, o relógio marcou 4:30 da manhã. Ela deu um pulo da cama e foi olhar pela janela, não conseguia acreditar que já tinha mandado mais de cem mensagens para ele. 'De onde saia tanto assunto?' - era o que ela ficava se perguntando.
Como era madrugada de sábado, ela arriscou um convite, segue o diálogo:
 'vamos na praia?' 'mas você não gosta de praia' 'mas eu quero ir' 'quando?' 'daqui uma hora' 'chego em meia hora' 'eu disse daqui UMA hora' 'é pegar ou largar' 'te pego! hehe' 'se arruma que eu tô chegando' ...


entre as vistas.



bem, eu gosto de dormir, sabe? tô falando sério! gosto de pessoas também, mas confesso que prefiro dormir! isso não conta? como assim? então tá, deixa pensar em outra coisa ... gosto de ouvir música, mas não quando tem gente por perto, porque até hoje eu não aprendi a conversar ouvindo música, será que tenho algum problema? desculpa! desculpa! não sou eu quem faço as perguntas por aqui, tinha me esquecido. mentira, é que eu não consigo só responder, gosto de saber o que acontece do outro lado. se sou curiosa? coloque curiosa nisso! acho que é porque eu me importo, mas nem sempre foi assim. quer detalhes? ficará querendo! próxima pergunta. do que eu não gosto? de escrever com letra maiúscula. tu percebeu, né? que inteligente da sua parte. ah! eu não gosto de cereja e nem de água gelada. sim, eu danço enquanto tomo banho e também choro, porque variar faz parte. se eu disser que sou feliz, você vai pensar que eu vivo rindo? porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa! manias? eu tenho várias, a começar pelo tubo de creme-dental! não consigo ouvir 'o vencedor' apenas uma vez; colo adesivo ao invés de usar corretivo; lavo primeiro os copos e por último os talheres; como pão pelas beiradas, é pra continuar? porque eu não tô querendo parecer uma paranoica, sabe? sobre os livros? confesso que gosto mais de comprar do que ler. eu olho para a estante e imagino que tá rolando uma puta festa entre eles, ou coisa do tipo. é, eu tenho uma imaginação infantil fértil. bem, a minha relação com os números sempre foi exata - ria, por favor! -, já com as letras eu tenho um relacionamento nada sério, porque amor é amor, romance é romance e com o português é só um lance - você pode rir agora também. vai ficar me olhando assim? continuando. o que você perguntou mesmo? é verdade, eu gosto de ir no cinema sozinha, do mesmo jeito que eu gosto de ficar em casa sozinha e faxinar sozinha. às vezes eu prefiro assim, porque daí eu fico livre pra escolher o filme que eu quiser, pra ouvir a música que eu quiser e começar pelo cômodo que eu quiser. minha mãe diz que eu sou muito egoísta e pode ter certeza de que ela sabe o que diz. se eu aceito companhia? é claro! agora? assim? e o resto das perguntas? tudo bem, tudo bem. você é quem faz as perguntas! podemos ir?

lua cheia.



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Ela apertou o passo e pegou na mão esquerda dele, não se explicou e continuou andando normalmente. Antes dele fazer qualquer tipo de pergunta, uma voz gritou:
- PASSA! PASSA TUDO!
De começo ele pensou que ela também fazia parte, mas quando a olhou ela estava tremendo tanto quanto ele. Daí que ela jogou a bolsa no chão e disse que não possuía mais nada. Ele só tinha um molho de chaves - pois havia esquecido o celular e a carteira em casa. O ladrão nenhum pouco satisfeito, começou a vasculhar  a bolsa da moça e descobriu que só havia: um livro; um espelho; uma bala de melancia e o cartão do vale transporte - que ele ainda não sabia, mas estava zerado. Foi difícil saber do lado de quem o azar estava, até o ladrão gritar:
- NÃO VOU SAIR NO PREJUÍZO SOZINHO, VAMÔ TIRANDO A ROUPA!
Ele olhou pra cara dela e disse:
- Eu ouvi direito?
Ela olhou pra ele e deu de ombros, tirou a blusa e jogou na direção do ladrão, que torceu o nariz.
- Desculpa, era pra ser com emoção?
A risada dele saiu tão automaticamente que ele nem percebeu que o ladrão estava lhe encarando.
Enquanto ele tirava a camisa, ela já estava só com a roupa de baixo e meias - porque enquanto tirava as calças, ela disse que as meias ele não levaria! Passou-se dois minutos e meio e lá estavam os dois: de meias e roupa de baixo, sorte que era uma noite de lua cheia. 
O ladrão mandou eles olharem para o outro lado e sumiu como se tivesse evaporado no espaço.
Ela lhe desejou boa noite e foi andando como se nada tivesse acontecido. Ele apertou o passo e a puxou pelo braço. Antes mesmo de abrir a boca, ela foi logo dizendo:
- Já não basta perder as roupas, agora tu quer levar meu coração também?
Ele nem acreditou na pergunta, enquanto pensava numa maneira sensata de responder, ela evaporou - que nem o ladrão havia feito uns minutos antes.

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Se há vontade,
então fique à vontade.


prece.



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Não permita Deus que eu morra antes: de dar um passeio de balão; de me casar; de adotar uma criança; de aprender a fazer panquecas; de cantar loucamente 'O Vencedor' num show do Los Hermanos; deu conhecer o nordeste e o sul; de ser madrinha de casamento das minhas amigas; de ler todos os livros que eu tenho na lista do skoob; de participar de um flash mob; de tirar carteira de motorista; de contemplar a face do Chris Martin de perto; de comprar um fusca preto; de escrever um livreto; de ter uma coleção digna de all star; de ter todas as canecas legais que existem; de aprender a tocar violão; de provar todos os chocolates que existem; de comprar uma camisa no camiseteria; de ir na lua, amém!