segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ato quarenta três.



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eu te amo.
te amo na primavera e te amo no outono. te amo no frio e te amo no calor. te amo na quarta-feira e te amo no sábado. te amo no feriado. te amo em março e te amo em outubro. te com sol e te amo com chuva. te amo em pé e te amo sentada. te amo ontem e te amo hoje. te amo no baixo e te amo no alto. te amo com música e te amo no silêncio. te amo com beijo e te amo com abraço. te amo no começo e te amo no meio. te amo no escuro e te amo no claro. te amo com verde e te amo com cinza. te amo de salto e te amo de tênis. te amo de terno e te amo de bermuda. te amo na china e te amo em roma. te amo de tarde e te amo de madrugada. te amo dormindo e te amo acordada. te amo pra cima e te amo pra baixo. te amo feliz e te amo triste. 
só, te amo.

# sentimento quando é de verdade é de verdade e fim.

frase. /cinco



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# eu sou aquilo que você não consegue enxergar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

se mente.



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 Antiga Mente: eu era o amor e você a melodia.

 Atual Mente: eu sou a noite e você o dia.

 Antiga Mente: eu cantava e você escrevia.

 Atual Mente: eu sou melão e você a melancia.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

tenta ativa.



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Quando você deixa de fazer algo, você deixa por qual motivo?! Quer dizer, você tem um motivo pra não fazer ou é só medo?! Falta coragem ou falta a falta de vergonha na cara?! Complicado?! Não mesmo, é tão simples como comprar pão de sal no terminal.
Eu confesso, jogo nos dois times. Às vezes, tenho falta de coragem e às vezes o que me falta é a falta de vergonha na cara.
Somos programados pra termos pudor e sermos corretos, correto?! Não.! É claro e transparente que não. Se olharmos para os lados, veremos que somos programados pra fazer o contrário do certo, que nem sempre é o errado, enfim.
Tem coisas que deixo de fazer por medo do que os outros irão dizer ou pensar de mim, vai dizer que o mesmo não acontece contigo?! Por mais que tu grite no twitter/facebook/orkut/subnick-de-émessiene: FODA-SE OS OUTROS, você já se encontra preocupado/a. De um jeito ou de outro quer provar que não tá nem aí, quando a verdade é que você quer que todos te achem super. Posso contar um segredo?! Tu não é, e é só mais um no meio de tantos.
Tem jeito não, a opinião alheia vai sempre contar, vai sempre fazer barulho e vai sempre tentar foder com a gente. É pra isso que ela serve.
Não, não venha dizendo que eu disse que agora você tem que fazer sei-lá-o-que, eu não disse e se eu disse eu nego. 
Fato é, que eu só queria dizer que se você tá afim de fazer algo e só não faz por medo das repreensões e do mau olhado, você já tá errado só de querer fazer. Mas, uma coisa é você dizer não pra algo que você não concorda, que você realmente não quer, se esse for o caso, você tem meu respeito e direito a um brinde na saída.

# a dor é a melhor professora na escola da vida.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

frase. /quatro



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# Amor é a prática ação dos verbos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

vice e versa.



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Sei lá, mas quando eu conheço alguém ou passo a cobiçá-lo pra mim, eu quero ter só pra mim e fim. O problema é que, ambos corações já estão usados, sujos e bagunçados. Com conteúdos de um passado distante ou recente. É impossível negar o sentimento que chegou antes da gente ou do outro. Não é justo culpar a outra pessoa por ela ouvir uma música ou comer um doce e lembrar de um alguém que não é a gente. Ninguém tem o direito de cobrar exclusividade, já que não somos os primeiros a desbravar a selva daquele coração ou daquela alma. 
Não se entristeça ou pense que tu será só mais um/a na vida de tal pessoa. Com certeza você vai deixar suas pegadas nessa tal selva e até quem sabe marcar algumas árvores. Cabe a você e só a você fazer isso. Tanto para as coisas boas  como para as ruins, faz parte do pacote. Não é aceitável passar pela vida de alguém e não deixar um rastro, nem que seja de um perfume barato. E menos aceitável ainda é não permitir que outro/a nos marque.

# se perder pra se encontrar.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

um dedo de prosa [38]



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Ela: tô afim de namorar.
Ele: eu também.
Ela: me apresenta alguém?!
Ele: prazer, meu nome é quer-namorar-comigo?!
(risos)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

alheio.



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Não sei você, mas eu gosto de pegar os fatos da minha vida e transformá-los em teorias baratas e sem muita utilidade. Sendo assim, deixa eu contar a minha conclusão e vê se consigo fazer você enxergar como eu - se eu não conseguir, tô nem azul porque sou verde (rá). 

Semana passada o meu computador resolveu me dar uma lição de moral e com isso parou de funcionar tipo que do nada.! No primeiro instante eu não me descabelei ou fiquei nervosa, deixei pra lá e fui assistir televisão. Cinco dias se passaram e eu comecei a sentir falta dele, quer dizer do que tinha nele: minhas músicas, fotos dele e alguns endereços dos quais eu precisava. Tudo isso foi só uma introdução, porque vou entrar agora no assunto:

Fato é que ninguém sabe a hora que algo vai deixar de funcionar, isso não acontece só com aparelhos eletrônicos, acontece muito mais com relacionamentos. Às vezes, você pensa que está tudo bem, que tudo vai bem e do nada (PIMBA!) tudo começa a não funcionar como dantes. No primeiro instante você pensa que é só uma fase e depois percebe que não. Porque é assim que é, as coisas ou os relacionamentos (que seja!) precisam de manutenção e atenção. Não vou começar a dizer que a rotina corrói as coisas e que o tempo é tipo ácido, porque jogar a culpa no que tá de fora não melhora o que tem dentro. O meu computador teve conserto e eu só perdi algumas músicas/meus registros/meus favoritos do navegador/meus emoticons, nada tão grave. Aos poucos eu estou recuperando tudo - abençoado seja o 4shared que nunca me abandona. Infelizmente não existe um site onde eu possa baixar o que falta nos meus relacionamentos, não tem como fazer backup daquilo que eu deixei os dias carregarem. Ainda bem, porque se a vida lá fora fosse tão simples (?) como é por aqui, ela não teria graça ou sabor. Eu aprendi que preciso salvar minhas fotos e minhas músicas em algum CD ou pen drive, ou seja, preciso guardar meus bons momentos e de alguma maneira fazer com que eles durem o máximo possível.

# a arte de fingir não saber e descobrir mais.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

sobra tanta falta.

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Eu confesso, ou melhor, eu assumo: tô de saudade. A verdade verdadeira é que estou derretida de saudade, saudade de tanta gente e tanta coisa. Saudade do meu avô que morreu há dezesseis anos atrás, saudade de quando ele me colocava em cima da mesa e servia meu café. Saudade da professora da primeira série que sempre desenhava uma estrela no meu caderno e dizia que eu era muito inteligente. Saudade de ficar imitando sandy & júnior com a minha vizinha, porque eu sempre me aventurava em cima do muro. Saudade do Tiago, de quando íamos na sorveteria e ele pagava meu picolé de graviola, da época em que ele carregava o guarda-sol só pra eu aceitar ir na praia e dos pagodes que ele cantava pra mim. Saudade da amiga que eu conquistei na 6ª série e da vez que o vizinho dela aceitou ir na portaria conversar com a gente. Saudade da minha 8ª série, de quando eu era a nerd da sala e todos os meninos sentavam ao meu redor - pra pegar cola. Saudade de acordar aos sábados e ir pra feira comer quatro pastéis e tomar seis caldos de cana. Saudade da época em que eu chegava da escola, tomava banho e assistia malhação com o pão e café na mão. Saudade de trocar bilhetes com o André durante as aulas de química. Saudade de ficar cantando desafinado com a Manu dentro do ônibus e de como a gente se alegrava com uma sms. Saudade de ficar horas no telefone com o Layon e de como ele deixava eu falar mal de todas as meninas. Saudade da época que meu tio me levava de bicicleta pra escola e de ir em pé no bagageiro. Saudade de usar o troco do pão pra comprar chup-chup de coco. Saudade de passar as noites com meu pai, da noite que ele comprou pizza e aceitou dormir na sala pra me receber. Saudade de dividir a cama com a minha avó. Saudade das serenatas que a Parenta fazia pra mim no skype. Saudade de trocar depoimentos e recados com o Silas e da época em que planejávamos nos casar. Saudade do dia que eu dei o meu primeiro beijo e ganhei vários chocolates. Saudade da minha formatura da 8ª série que foi a primeira vez que eu subi num salto. Saudade do retiro que rolou pra Marechal Floriano e eu conheci o Léo, de como ele era divertido e das várias ligações que ele me fazia. Saudade de quando eu era a melhor amiga do Leandro e do jeito gentil e amável que ele me tratava. Saudade de escrever cartas mil pro Ju e pra Lu. Saudade de chamar o Bruno de irmão. Saudade de passar o domingo ensaiando na igreja. Saudade de comer miojo com nescau. Saudade de conversar com o cobrador do 605. Saudade da época em que eu chamava o Igor de ‘pão-com-ovo’. Saudade de copiar versos e poemas em folhas coloridas, de como eu gastava tinta de caneta e adesivo. Saudade de colecionar papéis de bala e chips. Saudade do dia em que eu consegui andar de bicicleta sozinha. Saudade de jantar com a Lívia no Panda San e comer um yakisoba frio e cheio de cenoura. Saudade de receber certos comentários e de alguns blogs que viraram pó. 

# Saudade da saudade.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

frase. /três


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# e uma saudade vai dando a mão pra outra e fazendo ciranda em volta do meu coração.

ato quarenta sete.




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Quando fico longe de você, eu fico bem. O que não quer dizer que fique feliz ou infeliz. Sei lá, não quero jogar nenhuma responsabilidade pra cima de você, não quero impor a sua presença ou a sua ausência. Eu confesso que estava derretida de saudade, com falta do seu cheiro e carente do brilho que seus olhos possuem. Sua presença me alegra, me deixa desajeitada e estampa um sorriso no meu rosto que dura até o próximo encontro. Não, eu não quero ter de esperar um mês pra te reencontrar novamente, quero te ver no final de semana e no meio da semana. Poderíamos marcar um encontro casual, o que você acha?! Olha, eu só sei que cada sinal me leva a te desejar mais, e eu não sei onde vamos parar. Ah, quem disse que precisamos parar em algum lugar?! Quero só seguir adiante, como se a estrada fosse um caminho sem fim e sem volta, fim.

# quando se quer, tudo é possível.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

faixa 34.



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- Eu não nego
Eu me entrego 
Você é meu grande amor ()


closer.


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O tempo pareceu voar e então alguém veio acordá-los. O coletivo havia chegado no ponto final e com isso ela tinha perdido a hora de saltar. Como ele tinha o sono mais leve, logo acordou e percebeu que ela nem se mexia. Então, disfarçadamente ele soltou a mão dela e a cutucou.
- Por alguns instantes pensei que você fosse a encarnação da bela adormecida.
- Obrigada pela elogio.
- Acho que sonhei com você.
- Nem venha com essa, eu sonhei com você.
Daí, um grito veio do banco do motorista. Os dois saltaram e então ela gritou:
- COMO VIM PARAR AQUI?!
- Quem mandou dormir demais?!
- Você é um inútil.
- No meu sonho você era mais gentil.
- No meu sonho você era de mentira.
Ela então saiu andando e nem disse 'tchau'. Precisava entrar dentro de outro coletivo pra voltar, já que o ponto final ficava muito longe de sua casa. Ele não se mexeu, ficou olhando ela ir embora. Daí, ele lembrou de que precisava de informações sobre a tal cantora e correu atrás dela.
- Onde eu consigo uma cópia dessa fita?!
- Em lugar nenhum.
- Então me empresta a sua?!
- De jeito nenhum.
- Prefiro você dormindo.
- Pra ficar segurando minha mão e pesquisando sobre minha vida?!
Logo depois dela dizer isso, o coletivo veio e ela entrou sem olhar pra trás.

Haveria um próximo encontro (...)

em fim.



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Em fim, a gente percebe a verdade.
Enfim, a realidade.

Em fim, a gente perde a vontade.
Enfim, a fatalidade.

Enfim em fim.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

um dedo de prosa [37]



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Ela: eu gosto de você.
Ele: eu gosto muito mais de você.
Ela: tem certeza?!
Ele: absoluta.!
Ela: melhor pra mim.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ato cinquenta quatro.



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de fato eu precisava desse tempo.
um tempo longe.
pra só observar e ignorar certas coisas e alguns atos.
sim, é ótimo poder participar da peça, mas algumas vezes, o que precisamos é só assistir.
reparar nos erros e acertos. 
olhar com outros olhos. 
ver por outro ângulo ou então fechar os olhos.
foi o que eu fiz, ou melhor, me levaram a fazer isso.
agradeço desde já.
às vezes, a ficha demora pra cair, mas sempre vem ao chão.
não vou dizer que sou outra, pois continuo a mesma - eu acho. 
fato é, que alguns não vão achar isso.
pois é na ausência que o tempo trabalha. é na ausência que tudo é (des)feito.
tudo bem, talvez eu tenha mudado aqui ou ali. 
acontece.

(23/06/10)

ps: esse texto foi copiado por algumas/ns e até jogado no pensador.info, mas só pra constar: é meu (:


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

aviso [3]:

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Pois bem, eu estou viva, com saúde e derretida de saudade de alguns.
Volto em breve, façam o favor de não me esquecer, obrigada.

# fim.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

pois é.


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Olivia era magra e tinha por codinome: palito. Não, ela não era magra, pelo contrário, era do tipo com carne nos lugares certos: coxas, barriga, seios e bunda. Usava aparelho fixo com elásticos coloridos e um óculos de sol - até mesmo de noite e na chuva. Poucas pessoas, melhor dizendo, só as de casa, conheciam a cor de seus olhos, os quais nem eu conhecia. Estava sempre com fone e carregava um sorriso largo. Caminhava pela rua dançando e só atravessava a rua contando os passos. 
Olivia era do tipo desligada, mas que prestava atenção tem tudo. Quando ela passava pela praça, sempre pulava uma cerca e quebrava os vasos de flores, não que ela fosse uma má menina, ela só acreditava que flor e planta foram feitas pra terem raízes e não pra ficarem presas em vasos ridículos com desenhos cafonas. Quando fazia isso, sempre vinha alguém gritando e mandando ela sair, mas nunca respondeu aos xingamentos. Sorria e acenava, depois seguia seu trajeto. Todos achavam isso estranho, porque ela não tinha cara de quem leva angu-com-caroço pra casa.
A resposta veio numa tarde de quarta feira, três de março de um ano qualquer. Olivia estava dançando na calçada, quando desceu pra contar seus passos e atravessar a rua, na metade do caminho ela perdeu as contas e resolveu voltar, foi quando se ouviu um silêncio e logo depois o barulho de uma sirene. Pela primeira vez, os olhos de Olivia foram vistos - eram cor-de-folha-seca e parecia uma represa, represa que se arrebentou, quando um de seus segredos foi revelado: ela era surda e usava os fones pra disfarçar.

- onde o destino não previu.