segunda-feira, 17 de junho de 2013

faixa 94.



.
- me dê a lua, que eu te faço adormecer. ()

terça-feira, 11 de junho de 2013

ato cem quatro.



.
a primeira vez que conheci o amor eu tinha oito anos, ele era moreno/magrelo/alto/sorriso largo/mãos grandes/criativo/romântico. eu recebia flores e cartas quase todos os dias, lembretes e cartões eram como o banho-de-cada-dia. a gente brigava e se amava constantemente. nosso amor era de verdade, puro e sincero, daqueles que se envergonham só de segurar a mão um do outro. 
então o tempo passou, quatro anos pra ser mais exata, e lá estava eu me reencontrando com o amor. dessa vez ele era branco/olhos verdes/baixinho/mãos e pés pequenos/sorriso radiante. não havia cartas, cartões e muito menos flores. a única coisa que eu recebia era carinho e de um jeito disfarçado. foi daquele tipo de amor que rola secretamente entre amigos (mas que toda a sociedade tem conhecimento). trabalhar era legal só porque 90% do meu tempo era no telefone com ele e quando era hora de ir embora eu sabia que ele estaria na esquina me esperando (é, eu também lembrei da música ~parado na esquina~). assim foi até deixar de ser.
o calendário correu mais uma vez e me colocou de frente com outro amor. barrigudinho/alto/cabelos cacheados/sobrancelhas grossas/sorriso maroto/amarelo/mãos grandes/aspirante ao cargo de cantor/sinistro violeiro e guitarrista. pratiquei todo o romance que eu havia aprendido com o primeiro amor. cartas/bilhetes/cartões/bombons. foi a minha fase mais romântica, pra não assumir que foi a única. telefonemas, saudades, mensagens e vários carinhos-com-beijinhos. 
já se passaram sete anos desde o meu último encontro convencional com o amor. nesse meio tempo eu encontrei, há cinco anos, um amor que veio pra ser o último. aquele que permanece intacto dentro de mim mesmo quando me pego apaixonada por estranhos na fila do mercado. aquele que é todos os amores em um. às vezes eu chego  perder a fé e penso que esse amor nunca vai se concretizar, mas daí ele vem e me mostra que é necessário manter a esperança acordada. não estamos firmados no contato físico, a nossa base é a fé e o amor. é pela certeza de que você será meu futuro que o medo se vai. obrigada por nunca desistir de mim e por me amar tanto assim. 

- you'll be mine and i'll be yours!

sábado, 8 de junho de 2013

daquela conversa.



.

'você me ama?' 'depende' 'depende do que?' 'depende se você me ama também' 'e se eu amar?' 'daí eu digo o mesmo' 'diz que se ama também?' 'digo que amo você' 'e se for o contrário?' 'eu guardo pra mim' 'e a gente fica como?' 'do jeito que estamos' 'por que você não dá o primeiro passo?' 'você vai comigo?' 'então é assim que funciona?' 'assim como?' 'você só faz se outro fizer primeiro?' 'basicamente' 'e se eu disser que te amo?' 'já era pra ter dito' 'por que?' 'porque foi você quem começou' 'comecei o sentimento ou a conversa?' 'acho que os dois' 'eu não te amo' 'então por que queria saber se eu te amava?' 'porque no momento é do que eu estou precisando' (...)