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gloriosamente apaixonados.


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03 de outubro: e eu sigo me sentindo honrada em compartilhar a vida com você. como é edificante viver ao seu lado. perceber que em todos esses anos juntos a gente já mudou tanto, mas o que importa segue sendo aprimorado. eu sou totalmente apaixonada por sua mente brilhante e prática (mesmo quando eu quero só que você concorde com as minhas conspirações). a sua generosidade me alcança todos os dias e me salva daqueles mais sombrios. eu adoro ouvir a sua risada e a sua empolgação para com os assuntos mais aleatórios que existem. sou imensamente grata pelo lar que construímos e mantemos juntos, um lugar acolhedor e o meu refúgio predileto. 

quero seguir acordando e escolhendo permanecer junto de ti. realizando todos os sonhos que eu tinha até medo de desejar, mas desde que você chegou a vida tem sido um mar de possibilidades. 

você seguirá ouvindo e conhecendo todas as músicas existentes da Taylor Swift. e eu vou continuar tentando melhorar o seu algoritmo no youtube. (e também as suas recomendações na amazon 🤭). vou seguir ouvindo os seus boletins de notícias do redit e seus desabafos dos trabalhos. te chamando pra dormir na hora que eu for pra cama - mesmo que seja 21hs e você esteja sem sono. iremos manter as trocas de reels e memes no direct e entre eles começar a falar sobre assuntos importantes. 

é um prazer imenso te amar e honrar a sua existência junto da minha. meu coração transborda de cafonice quando o assunto é à gente e rezo para que isso nunca tenha fim. 

💚🌻

It's a new (old) day.


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hoje, eu resolvi tentar uma coisa nova e estou bravamente lutando contra o pensamento "nossa, como eu sou HORRÍVEL nisso" e tentando o mantra "hoje é o meu pior dia nisso". não sei você, mas eu tenho uma imensa-GIGANTESCA dificuldade em aceitar os processos e etapas de aprendizagem das coisas. (sim, eu já sei de onde vem isso e travo batalhas diárias para que isso não me paralise mais). esse ano eu não fiz a minha habitual lista-de-resolução-de-ano-novo, porque eu queria tentar coisas novas e fiz um visual board e me propus a tentar coisas diferentes e fora do meu curso-natural-de-autossabotagem. estou com medo e minha mente ferve de pensamentos, mas estou buscando um meio de seguir me arriscando - seja com publicações sobre as minhas leituras, os meus textos com possíveis erros de ortografia, minhas produções manuais, uma receita nova que vi no youtube ou projetos externos. então, isso aqui é só para lembrar que tá tudo bem ser horrível nessa coisa nova que estou tentando, porque quando eu estiver muito boa nela eu irei me subjugar e dizer que nem é tão dificil assim (apesar da luta interna que estou enfrentando agora) e que qualquer um no meu lugar faria melhor. (mesmo sabendo que isso tudo é mentira).

wood

última imagem como solteiros rs

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há cinco anos o mundo estava completamente incerto, não tínhamos vacina e o medo fungava nosso cangote. mas o que me importava mesmo era a decisão de te passar pro meu nome, invalidar nossa certidão de nascimento e assumir publicamente o quanto eu estava comprometida em construir um lar com você. e não existiu um dia sequer que você não tenha sido a minha prioridade, porque numa sociedade que propaga o casamento como prisão, a gente vive a liberdade de se acolher e se escolher diariamente. para uma viciada em romance, eu vivo a realidade do sonho de ter ao meu lado alguém que me ama, me deseja, me respeita, me valoriza, me defende e me escolhe. 

eu te amo, mas só dizer isso não é suficiente, então eu vou citar uma das minhas escritoras favoritas:

 "Você é a minha alma gêmea. Eu vou te encontrar na próxima vida. Como encontrei nessa." 

(Abby Jimenez)

ato qualquer. {3}


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você já conseguiu abraçar a sua magnitude? eu falo de reconhecer e se sentir bem por ser quem se é. por anos eu lutei contra a minha própria existência, deixando que as infelizes vozes do passado me fizessem sentir vergonha por ser tanto. por mais que eu tentasse, a minha presença não passa desapercebida pelos locais que frequento. sou naturalmente um pessoa que se esparrama, ocupo os lugares e a atenção dos presentes, sempre na intenção de extrair o que cada um tem para oferecer. ao mesmo tempo que a minha voz se propaga pelo recinto e meus gestos atraem os olhares curiosos, meus ouvidos estão sempre atentos a ouvir e acolher. sempre fui um poço de segredos alheios, sejam dos meus amigos ou de desconhecidos numa fila qualquer. até ontem, eu sempre saí de casa com a (impossível) missão de ser só mais uma na multidão, mas em todas eu falhava miseravelmente e isso me trazia uma caminhada-de-vergonha ao retornar pro meu lar. achava que eu tinha sido demais, que mais uma vez eu tinha passado do ponto. até perceber que os retornos eram sempre positivos, os convites sempre estavam de volta e minha presença seguia sendo celebrada. deveria ter sido fácil, qual é o problema em ser uma pessoa expansivamente acolhedora? ainda bem que consegui reconhecer isso em tempo. em tempo de seguir me esparramando por onde eu passar, de seguir sendo a alma de algumas festas e ponto de segurança daqueles que em mim confiam. 

I'm still so strange and wild ♫



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há pouco tempo eu percebi porque eu demorei tanto para me enxergar como adulta - sim, a raiz desse problema nasceu no meu núcleo familiar, como (quase) todas as outras questões da minha existência. mas fato é que nossos traumas só vão prolongar suas amarras se a gente não tomar as rédeas da situação - algo que demanda um processo longo, sofrido e corajoso. 

mas quando meus olhos-adultos se abriram, eu percebi que não precisava mais das vergonhas que me acompanharam durante a adolescência. acho que esse é o melhor aprendizado: se permitir gostar do que te deixa feliz e não se importar com as opiniões externas. 

eu sou completamente não crítica com filmes/séries, se me prendeu o suficiente para eu não perceber a passagem do tempo, se teve uma trilha sonora condizente com as cenas, se me atravessou em algum lugar, se me fez fugir da realidade: eu gostei, ponto final. eu consigo gostar de trocentos gêneros musicais e me entregar ao vício que surgi quando eu adoto um/a cantor/a novo e obrigo o Eric a ouvir as músicas num loop infinito. (claro que não esqueço dos meu favoritos, que eu escuto como se fossem a primeira vez). devoro livros do gênero gemidão-do-zap e compartilho com pessoas próximas e estranhos na internet, porque ler romances é minha religião como leitora - mesmo que eu intercale com thrillers, mistério, fantasia, distopia, drama ou biografia. 

o meu entretenimento poderia ser apenas isso, mas a minha mente gosta de mergulhar nas coisas. buscar sentido - mesmo que ele nem exista de modo explícito -, às vezes, um livro "bobinho" me atravessa de tal maneira, que só falar dele com Eric não é suficiente e eu preciso levar pra terapia - sim, eu uso minhas leituras como pauta orientadora no meu processo terapêutico. músicas duvidosas me fazem questionar o sistema social que vivemos e como os preconceitos são alimentados diariamente. 

pós-créditos.


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sim, terminei de ler mais um livro de romance e é impossível não sentir vontade de vir aqui e escrever sobre você e para você. que é a pessoa mais importante da minha vida há pouco mais de uma década.

dia desses eu vi na internet um vídeo que dizia "alerta de spoiler: o que vem depois do felizes-para-sempre é a cena do casal cheirando amaciante no supermercado" e eu sorri, enquanto dava seguimento nessa lista com as nossas cenas: conta de luz com o nosso nome; trato e distrato de aluguel; a adoção dos nossos primeiros gatos e aqueles que vieram pelo golpe-do-lar-temporário; marcar a opção "casada(o)" nos formulários da vida; sair pra jantar, comer e ir embora (porque não existe mais despedidas); escolher cores para as paredes que juramos saber pintar; maratonar vídeos de review antes de comprar qualquer eletrodoméstico; celebrar a existência da lava louças que nos permite mais tempo de sofá; transformar tudo legal em tradição; sentar na porta do banheiro enquanto o outro atende os chamados da natureza; discutir quantas luzes precisamos acesas para eu ficar feliz; comemorar os dias de terapia; me ouvir resenhar todos os livros que eu devoro e opinar sobre (mesmo que só tenha a minha versão como orientação); ouvir relatos do reddit como se fossem notícias de jornal; assistir os memes compartilhados durante o café-da-manhã e tantas outras.

seguir amando você e caminhando ao seu lado é a melhor escolha da minha vida, te amo Passarinho. 

end of beginning.



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eu gosto muito de escrever, sempre gostei. seja copiando estórias infantis no caderno de caligrafia (sim, eu era obrigada pela minha mãe a fazer isso quase que diariamente) ou então gastando os cadernos da escola copiando as letras de músicas que eu gostava de ouvir na rádio. a minha letra é muito bonita e eu me orgulho de vê-la em papeis, confesso. 

mas houve um momento que eu cansei de apenas copiar e passei a criar minhas próprias narrativas: contos, crônicas, testemunhos, resenhas literárias, diálogos imaginários, teorias baratas de como o mundo funciona (pelo menos na minha cabeça), desabafos, declarações - de amor e ódio -, entre outras categorias.

ao passo que ia permitindo que outros lessem o que se passava aqui dentro, o medo veio surgindo numa velocidade um pouco maior. por muito tempo eu pensei que o medo era do julgamento e das críticas alheias, foi quando percebi que nenhum estranho poderia me subjugar mais do que eu mesma. a verdade é que eu sou (e acredito que sempre serei) a minha maior algoz, não consigo olhar com misericórdia para meus fracassos - principalmente àqueles que estão no passado e eu nada posso fazer para mudá-los. apesar de todo esse clima pesado, eu comecei a buscar novas respostas para tanto medo e fui percebendo que talvez eu não tenha tanto orgulho de quem eu já fui. sim, aqui nesse site é possível encontrar uma outra versão minha, que eu poderia apagar e fingir que ela nunca existiu e eu nunca consegui porque foi essa versão que me permitiu chegar onde estou hoje. grata pelo processo terapêutico que me abriu novas perspectivas de vida, possibilitando novas criações pelas quais eu sou completamente apaixonada. eu gosto de me ler (mesmo quando não consigo acreditar que já fui uma pessoa que odiava gatos rs), e eu sou muito boa nisso.

rever(ber)ação



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"você tem o dom de se destacar, mas tem medo do reconhecimento. sabe de onde vem isso?"

"você sustenta vários rompimentos, mas ainda mantém relação com quem alimenta suas inseguranças, por quê?"

"quando você vai aprender a ser gentil com você?"

"você não quer se comprometer por que você sabe que vai mergulhar de cabeça e se dedicar?"

"será que ser esposa troféu realmente vai te deixar feliz?" 

"você não QUER fracassar ou NÃO PODE?"

"até quando a validação de quem não tem nada pra te oferecer será relevante?"

"você já percebeu que se tornou a adulta que queria ter tido por perto quando era criança?"

die with a smile.

 



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acabei de ler mais um romance e como sempre eu fico tão feliz, 1) eu ADORO história/estória de amor - tem coisa que não muda mesmo -, 2) eu vivo uma maravilhosa história de amor. {insira aqui uma pausa para um suspiro}

durante alguns anos essas leituras me traziam a esperança e o desejo de vivenciar algo parecido e talvez essa tenha sido a principal justificativa para viver tantos lances românticos. nunca deixei passar a oportunidade de flertar com alguém, até conhecer o Eric eu colecionei paixões - que sempre terão espaço na minha memória, nos meus textos, nas músicas que escuto, nas cartas que guardo e nas fotos que o drive armazena. {insira aqui a gratidão de poder guardar tudo isso em paz}

foi a mistura de leituras e coleções que me prepararam para o que vivencio há dez anos com o cara mais incrível que eu poderia ter ao meu lado - até algumas das minhas paixões são apaixonadas por ele, é inevitável porque o meu companheiro é um ser totalmente apaixonante. minhas leituras me emocionam porque me trazem a realidade, eu não vivo um conto de fadas e sim um conto de possibilidades. ao lado do meu amado eu posso ser quem sou e seguir sendo amada e respeitada - sim, nada demais pra alguns e tudo para quem sempre precisou ser agradável para conseguir permanecer.

de onde venho a minha realidade é uma utopia, preciso me lembrar todos os dias que sou completamente merecedora de todo amor - não como um mero sentimento, mas na sua totalidade: que cuida, zela, protege, acolhe, demonstra, transborda e permanece.

não é a primeira vez que protagonizo o Eric num texto - NUM SERÁ A ÚTIMA TAMBÉM -, e a cada texto eu percebo como o tempo foi nos aprimorando e mostrando que sempre cabe espaço para uma nova demonstração de afeto, porque revisitar os bons sentimentos enquanto eles acontecem reduz as chances do endurecimento proveniente do cotidiano ordinário.

Your destiny may keep you warm.

 


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estou a alguns passos de um novo ciclo e o inferno astral tá naquele pique. a mente fervendo de questionamentos e receios, será um ciclo com grandes realizações e eu não tô tendo estômago para suportar tamanha ansiedade - um combo de refluxo & gastrite que não tem omeprazol que dê conta.

o ciclo 34 trouxe tanta reviravolta que se rolar mais uma eu viro vilã. na verdade, acho que eu já virei pra alguns. foi o ciclo que eu realmente aprendi a dizer não e estabelecer limites que protegem a minha saúde - física, mental e espiritual. resolvi quebrar a minha máquina-de-agradar-e-ser-legal. parei de ser tão disponível e percebi que quem quer ajuda tem que saber pedir. aceitei que as relações mudam e nem sempre isso é significado de fim - ainda tô em fase de teste, mas tô indo. confirmei que respeitar os processos de aprendizagem me permite perceber o quanto eu aprendi e avancei. retomei o prazer da escrita sem a cobrança de trocentas produções. priorizei tempo de leitura e isso me rendeu todos os troféus no skoob. acolhi as minhas dores e me permiti chorar em qualquer lugar - porque segurar lágrimas não estava sendo saudável. 

eu sempre fui uma pessoa saudosa, que gosta de visitar o passado e reviver algumas lembranças. mas no próximo ciclo eu vou levar o melhor aprendizado que desbloqueei:  nenhum passado vai me compensar as vivências que só o presente me proporciona. 

seguir, pois tenho:

 


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 reels engraçados e motivais que recebo no meu direct. um grupo de amigas pra fofocar, partilhar e acolher. uma sobrinha que tá virando adolescente e eu preciso acompanhar mais essa fase. uma gata chamada Mafalda que ODEIA pessoas mas sempre me faz massagem. uma jornada de trabalho que me permite ter uma vida fora dele. consultas regulares com uma psicóloga maravilhosa. um gato chamado Marvin que sempre me responde quando eu falo com ele. um marido funcional que tá sempre disposto a realizar meus sonhos. um afilhado super esperto. futuros sobrinhxs por parte das minhas amigas. uma gata chamada Melina que aprendeu a gostar de carinho e mia que nem bebê (ela já tem mais de 5 anos). máquinas para produzir os cadernos que vão me permitir trocar de emprego. um catatau de livros no meu kindle. uma gata chamada Princesa que é uma máquina de ronronar. um lorenzetti que me permite banhos escaldantes no fim do dia. pijamas confortáveis que posso ir onde eu quiser. mais 8 mil fases vencidas no candy crush. uma gata chamada Shuri que é puro charme e chamego. uma lista de filmes&séries pra assistir ainda nesse plano. viver é muito bom.

um pouquinho mais.


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às vezes, eu me leio e fico espantada de como eu consigo me fazer entender por meio das palavras. às vezes, eu me leio e fico agradecida por ter me dado oportunidade de expandir os pensamentos para além do meu próprio umbigo. às vezes, eu me leio e me pergunto como ainda não perceberam que eu sou uma grande fraude. às vezes, eu me leio e questiono onde eu poderia ter ido se o medo não tivesse me paralisado. às vezes, eu me leio e percebo que ainda mantenho algumas manias (vide o ponto no início e as letras minúsculas). às vezes, eu me leio e eu queria que tivesse mais pra ler. 

to run.



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o último radar ficou para trás, agora posso acelerar o quanto eu quiser e o carro aguentar. o velocímetro começa a girar, saindo do limite de 80km/h e indo em direção a casa de três dígitos. a reta é curta e em apenas alguns metros uma curva acentuada me aguarda. mas e se eu quiser ir reto, me encontrar com a mureta e deixar que ela conduza o destino final. quantas voltas no ar eu consigo antes de cair de casco ao contrário? será que o barulho seria alto suficiente para silenciar minha mente fervilhante? é suficiente para acabar com toda essa dor e insatisfação internalizada após tantos "quase" que a vida sempre ofereceu? estou quase lá, preciso me decidir. posso ouvir o silêncio e piso mais fundo no acelerador. faço a curva e agradeço pelos motivos que me ajudaram escolher aguentar um pouco mais.  

até aqui.

 


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qualquer amor serve quando se nasce em um lar disfuncional e desorganizado. qualquer amor serve quando abusos são parte do seu cotidiano. qualquer amor serve quando qualquer queixa é vista como manifestação de ingratidão. qualquer amor serve quando se cresce tendo todos os sentimentos invalidados. qualquer amor serve quando o silêncio é a única opção possível de te proteger das agressões disfarçadas de ensinamentos. qualquer amor serve quando seu histórico é marcado por abandono e negligência. qualquer amor serve quando você não quer ficar a sós com seus próprios pensamentos. qualquer amor serve quando não se sabe do que você realmente precisa.  qualquer amor serve quando você acredita nas mentiras de finais felizes. qualquer amor serve até você mandar todos tomarem no centro da tarraqueta do cu.

in for túnel.


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não direi que o chão se abriu, pois o mesmo já nem existia. dizem que desgraça pouca é bobagem, por isso sinto que minha vida é uma avalanche atrás da outra e o que me resta são breves intervalos para recuperar o fôlego. eu já cheguei até cogitar que não sei ser feliz, estou sempre alerta para o próximo baque e isso não é pessimismo é só a minha realidade. talvez seja pra combinar com a minha áurea melancólica, que se agarra em qualquer bote de sofrimento. autossabotagem sempre foi uma especialidade da casa, mas parece que a cada fase eu me torno mais especialista no assunto. os alertas de gatilhos são convites irrecusáveis, mesmo sabendo que irei sentir a alma se despedaçar mais um pouco, eu aceito. será que é porque me sinto acolhida na desgraça alheia? àquela coisa de se sentir pertencente, mesmo que seja no clube-dos-fodidos-ponto-com. a barragem de fio de palha que segurava todas as minhas lágrimas foi rompida, não existe saco lacrimal que seja capaz de conter toda comitiva de sentimentos que me transbordam. é cansaço. é desilusão. é recomeço. é revolta. é desânimo. é saudade. é esperança. é amor. é ansiedade. é alegria. é vergonha. é inveja. é tédio. (é tantos outros que já deu pra entender, né mesmo?). não é a primeira constatação e nem será a última. enquanto houver fôlego irei seguir a trilha das desgraças existências e sei que não estarei só.

capítulo 2014.



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às vezes, devorar livros de romances fazem a gente pensar que o amor nunca será tão emocionante ou meloso para nós. os casais são improváveis, alguns clichês da moça destrambelhada que cativa o afeto do popular da escola ou então aquela amiga romanticamente invisível que traz um despertar ao coração do seu quase-irmão. 

eu já desejei incontáveis vezes viver algo assim. uma realidade que fugisse do padrão, que fizesse o coração saltear todas às vezes. vivenciei romances virtuais surreais de caóticos, porque eram fundamentados no campo das ideias (risos). mas a autossabotagem sempre chegava com o pé na porta. e eu que sempre gostei de sofrer, abraçava a oportunidade com todas as minhas forças. colecionando cacos de corações alheios, pois o meu já era apenas farelos. 

e um dia, após alguns matchs e muitos beijos-sem-compromisso: encontrei um rapaz. no ano que ganhou o título de pior-ano-possível. mostrando que nem sempre a luz no fim do túnel é um trem. claro que uma pessoa que suspira pessimismo e desesperança, vivi os meses seguintes no aguardo de mais um abandono pra conta (relaxa que a terapia tá em dia). eu só não contava que toda a reciprocidade recebida já tinha me convencido de que agora-é-diferente. e fiz a arriscada pergunta: me namora?

nota: ré.

 



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e cá estou, colocando em prática uma resolução de ano de novo: voltar a transcrever meus sentimentos e soltar minha imaginação.

em algum momento do passado eu achei que tinha perdido o jeito com as palavras, talvez por me encontrar cercada por pessoas que escrevem muito bem e deixar que a comparação levasse embora algo que sempre me foi necessário: escrever. 

eu comecei o meu blog como um diário, quem tá aqui desde o início sabe bem do que estou falando. com o passar do tempo eu fui percebendo que dava pra transformar a realidade (paralela) em crônicas, diálogos, contos e teorias. por meses, quem esteve a frente dessas publicações era a Maria Elis (suspiros de saudades). não que eu tivesse vergonha das minhas publicações, mas parecia ser mais leve ser outra pessoa na hora de escrever, acho que as coisas saíam de um jeito mais sincero. quando o má-gramática surgiu, resolvi que iria deixar Maria descansar e assumir as rédeas que eu mesma havia criado.

se eu deixasse pra voltar somente quando tivesse um conto pronto isso não iria acontecer, é preciso voltar como tá. com linhas desordenadas e conjugações inventadas. tem coisa que não muda: como minha resistência com as letras maiúsculas e sempre começa com um ponto.



ato libertário.

 


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dizem que o fim dói, que o buraco que se abre em nossa alma jamais fechará e que melhor seria reatar. dizem também que é melhor ser só do que tá mal acompanhado. 

há quem darei ouvidos?

há cada rompimento fica mais complicado de acreditar que ainda podemos confiar, principalmente quando o rompimento se dá por  um abandono inusitado - ou talvez eu não tenha me atentado aos sinais. me cobram um respeito e consideração ao mesmo tempo que tratam como se não me conhecessem.  questionam a minha maturidade enquanto se comportam como crianças mimadas. me acusam de ir embora sem motivos quando na verdade estou sendo convidada a me retirar. como lidar?

sigo em frente, abrindo mão de tudo que me prende embaixo de uma opressão disfarçada de cuidado. não há instituição que se coloque acima da vida, principalmente da minha. 

aquela dos 30.



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aos trinta eu:

  • fiz novas amizades;
  • findei com algumas amizades;
  • marquei a data do meu casamento;
  • chorei com os orçamentos que recebi;
  • chorei sem motivo aparente;
  • chorei de saudade;
  • chorei com seriados e filmes;
  • chorei de emoção e alegria;
  • já disse que chorei?
  • voltei a fazer terapia;
  • comecei um tratamento com antidepressivos;
  • fechei com fornecedores que me ajudarão a ter o casamento dos sonhos;
  • aprendi coisas novas sobre meus amigos;
  • fiz um isolamento social porque o mundo foi acometido por uma pandemia;
  • cansei de assistir lives;
  • ouvi repetidamente alguns álbuns;
  • comprei muitos livros;
  • li 24 livros (até a data dessa postagem);
  • iniciei uma especialização;
  • me apaixonei ainda mais pelo Eric;
  • saí pra jantar com algumas amigas;
  • compartilhei as dores e alegrias da vida com pessoas gloriosas;
  • montei um 'bride squad' que aquece meu coração diariamente;
  • lecionei aulas de matemática por vídeo chamada e presencialmente;
  • comprei as primeiras coisas do nosso futuro lar;
  • comprei jogos de tabuleiro;
  • ganhei um celular novo;
  • ganhei um super Nintendo;
  • ganhei afeto e ombro pra chorar;
  • comecei a fazer skin care;
  • comprei minhas primeiras maquiagens;
  • fiz minha primeira compra no site da China;
  • aprendi a fazer vela aromática e ponto cruz;
  • cortei as unhas pra tocar ukulele;
  • experimentei os milagres do casamento;
  • comemorei novas conquistas dos amigos;
  • orei pela cura e renovação dos meus amados;
  • eu percebi que a vida ainda tem muito pra ser vivida;
  • compartilhei o momento de devocional durante o café da manhã;
  • fiz chamadas de vídeo que alimentaram a minha alma;
  • recebi abraços que me trouxeram cura;
  • vivenciei o cuidado e amor de Deus diariamente.

inês, parada.



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a gente demorou trinta e seis dias para se encontrar pela primeira vez. porque é preciso um tempo hábil para stalkear a pessoa com quem estamos conversando. mais alguns dias e o primeiro beijo também estava liberado. 
parecia os jogos que tenho no celular, em que é preciso uma vivência para desbloquear novos níveis. foram quase 4 meses até alcançar um nível de compromisso chamado: namoro. 38 meses + uma semana + 2 dias depois estamos na etapa: noivado. ao olhar alheio essa etapa precisa durar somente alguns meses, por mera formalidade. porém, estávamos sem pressa. queríamos planejar minunciosamente os ajustes, principalmente na nossa mente. 
um atalho não previsto apareceu e a gente se viu compartilhando o mesmo teto e a mesma cama. repartindo os serviços domésticos e testando várias receitas. ainda estamos num fase beta, com direito a vários bugs e premiações extras. e a cada circuito realizado, tenho certeza de que encontrei o companheiro certo.