sexta-feira, 28 de outubro de 2011

nega em ação.

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Não gosto de óculos de sol e nem de relógio. Tenho medo de robôs, lâminas e agulhas. Não ando descalça e nem de salto. Não penteio meus cabelos e nem passo perfume. Uso adesivo no lugar de corretivo e lápis no lugar de caneta. Não gosto de dar as mãos para ninguém. Uso mochila no lugar de bolsa. Não gosto de carregar coisas na mão. Não sei passar batom e até pouco tempo não sabia o que era delineador. Não durmo sem edredom. Não gosto de ventilador ou ar condicionado. Não gosto de legenda branca. Prefiro ouvir música no youtube do que no WMP. Não gosto de carne de porco e nem como linguiça. Troco qualquer doce por um prato de purê-de-batata. Não tenho preconceito com música. Não discuto religião. Não gosto de gente que debocha da fé alheia. Não acredito que Osama bin Laden morreu. Tenho medo de fazer um cruzeiro. Nunca repito leitura de livro. Não gosto de saber o que vai acontecer no filme/seriado/livro. Não tenho vergonha de falar sozinha e nem de rir dentro do ônibus. Não sigo conselhos. Não sei desenhar. Não consigo decorar as coisas. 

# não, não somos iguais, mesmo com as semelhanças.

domingo, 23 de outubro de 2011

vem e vai.



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aí, você se depara com aquela antiga cicatriz.tão antiga você nem se lembra o que te causou aquilo. só que por um motivo desconhecido, chamado música, ela começa a doer, faz você reparar nela e tentar se lembrar do que aconteceu. ondas de lembranças chegam até a praia da sua memória, trazendo desorganização e confusão. tudo ia tão bem, até o sangramento recomeçar. ‘como pode uma antiga cicatriz sangrar?!’. nessa vida tudo é possível e acontece quando a gente menos espera. tenta-se usar o mesmo remédio que foi usado quando a ferida estava aberta e fresca, mas nada adianta. não se trata de um novo ferimento e sim de uma cicatriz, que deveria está selada e guardada como recompensa de guerra. o jeito é deixar sem jeito, quem sabe a antiga cicatriz não se torne uma cicatriz nova. lembrando-se de que mesmo sendo nova, o lacre pode se romper e o sangue pode voltar a jorrar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

faixa 84.



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- I dream of para-para-paradise. ()

frase. /onze.



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# a gente não esquece, a gente ignora.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

arroz e feijão.



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Colocou um sapato de algodão.
Chegou sem fazer barulho ou chamar a atenção. 
Com um passo de cada vez, foi conquistando  meu coração. 
Cada olhar fazia aumentar a emoção.
Carícias que aceleravam a palpitação.
Carregava um desejo de paixão.
Com início, meio e continuação.

domingo, 16 de outubro de 2011

medo.



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 A palavra por si só já traz consigo vários sinônimos. 
O medo é tipo roupa preta, pode ser usado em qualquer situação que ninguém vai estranhar. É como sal, sempre usado para temperar os relacionamentos. Pode ser visto como um sapato apertado, que mesmo trazendo incômodo nunca é deixado de lado.
Todos possuímos medo, é um ingrediente usado na nossa formação. Cada um com o seu e ninguém tem o direito de se meter. Medo é mais particular do que sms de celular. Alguns são até aceitáveis, como o medo de morrer ou então o medo de amar. Tem aqueles que são vistos como ridículos e desnecessários, como medo de robô ou medo de lâminas. Volto a dizer que ninguém tem o direito e tão pouco a liberdade de tentar privar as pessoas de seus próprios medos.
Tem gente que tem o disparate de dizer que medo é sinônimo de fraqueza. Fraco é aquele que pensa não ter medo de nada, ele carrega o pior dos medo: o medo de ter medo.
O fato de você conseguir encarar uma coisa que te trazia medo, não quer dizer que ele deixou de existir, só prova que agora o seu medo é menor do que a sua vontade de fazer aquilo. De experimentar coisas novas ou usadas.
Não, eu não estou dizendo que agora você deve esconder o medo no canto do quarto e sair por aí quebrando a cara e o coração, ou talvez seja isso mesmo. Pelo menos agora você vai quebrar a cara e o coração de outro jeito, porque ignorante é aquele que pensa que o medo só te livra das coisas. Enquanto só ele existe dentro de você, ele vai fazendo o trabalho de te tornar uma pessoa oca - como os cupins fazem com as madeiras.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

alheio.

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Passou tão rápido e ainda ficou restando coisa para fazer, era com essa sensação que ela encerrava os dias. Colocava a cabeça no colchão - porque travesseiro só servia para colocar entre as pernas - e ficava planejando o dia seguinte, mas logo se esquecia de tudo e entrava no mudo dos sonhos, porque não existia problema nenhum capaz de lhe roubar o sono - sono diferente da hora de comer era uma coisa sagrada.
Outro dia nascia, ela se levantava da cama, mas só acordava depois do almoço. Carregava um meio sorriso dentro do ônibus e pregava que dentro de coletivo não poderia existir reclamação. Coletivo, o nome já dizia tudo, mas ninguém enfiava isso na cabeça dela, porque sempre jogava as pernas no banco do lado e só tirava quando aquele assento se tornava único disponível. 
Sua vida era um rotina imprevisível. Fazia listas diárias e as rasgava antes mesmo do sol nascer, porque ainda existia pendência da lista anterior. 
Sonhava em ter uma vida em ordem, mas não conseguia nem manter a ordem dentro dos bolsos de seus jeans. 
Se justificava dizendo que tudo que fazia parecia ser prioritário no momento em que foi feito e ponto final.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

someome like you.


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A melhor companhia de todos os momentos, quer dizer, a única companhia que tenho em todos os momentos - até mesmo naqueles em que o melhor seria ficar longe. 
Mesmo possuindo os defeitos mais comuns, eu nunca vou encontrar alguém igual. Suas raras qualidades - as quais todas são dádivas de Deus - sempre me enche de orgulho. Hoje foi um dia, na verdade isso já vem acontecendo há algum tempo - que eu não sei como começou.
Todos passamos por mudanças e quando se tem companhia parece que o novo já é algo conhecido - mesmo sendo novo para ambas partes.
É aquele brilho que eu encontro no meio da escuridão. Um sorriso que se abre no meio do choro. 
Meu baú, meu divã, meu amor eterno, meu presente-futuro-e-passado, minha playlist, meu sorriso, meu suspiro,  minha vida e minha alma. 

Sou narcisista sim, 
me amo sim 
e vai ser sempre assim.

sábado, 8 de outubro de 2011

com fiança.



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A palavra é um pouco forte e o seu significado mais ainda. Confiança.
É àquela coisa que nem o tempo trás, porque eu duvido que todos os seus conhecidos/amigos antigos saibam de sua vida com detalhes. Mas sempre há de existir um que saberá, aquele/a em que você encontrou abrigo. Posso dizer que ele/ tem uma função de baú, para problemas/segredos/felicidades. Ali não existe condenação ou julgamentos. Não há espaço para pré conceitos ou sermão. Podemos ser nós mesmos, podemos falar a primeira coisa que vem na cabeça, podemos tudo.
Sempre gostei de segredos, desde 1989. 
Às vezes, me sinto como um baú - velho e usado - recheado de segredos, alguns meus e outros tantos alheios. 
Uma vez, coloquei no subnick do msn: "clique aqui e conte-me um segredo", e assim descobri que tinha chances com um menino - do qual todos já estão cansado de ouvir (?) falar. Tente você também, quem sabe não seja a sua deixa para uma alegria momentânea?!
Claro que todos temos aqueles segredos que ficam no fundo do baú, que só um bom pirata vai descobrir e usufruir. Lembrando que para isso, eles vão precisar de um mapa.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

um dedo de prosa [47]



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Ele: vou te contar um segredo.
Ela: me conta.
Ele: eu gosto de você.
Ela: faz tempo que isso deixou de ser segredo.
Ele: quem te contou?!
Ela: o seu olhar.
(oun)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

frase. /dez.



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# Quem ama quer sempre tá por perto, mesmo que longe.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ato oitenta um.



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Ontem, eu dei um chute na boca-do-estômago do senhor orgulho. Resolvi abaixar a guarda e tentar consertar algumas coisas do passado.
 As pessoas dizem que o passado deve ficar para trás, mas tem coisas do presente - e até do futuro - que dependem de um passado bem resolvido. Não podemos ignorar alguns fatos, alguns relacionamentos e nem mesmo alguns desentendimentos. 
É claro que custa caro revirar nossas vergonhas, dói ao tocar nas nossas  feridas, é assustador reanimar alguns fantasmas e o pior de tudo: reconhecer nossas fraquezas e mazelas. Precisa-se de força de vontade, necessita-se de coragem e requer muita MUITA humildade. Porque não é brinquedo não. 
Ainda não venci essa guerra que se encontra travada dentro de mim, ainda tenho muito o que fazer, muitas coisas a dizer e mais ainda pra fazer. Como diria meu querido Marinho da Vila: É devagar! É devagar! É devagar, é devagar. Devagarinho

# um passo de cada vez e logo estaremos na metade do caminho.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

faixa 22.



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- Sometimes I'm gonna have to lose. ()


domingo, 2 de outubro de 2011

ato oitenta sete.



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Hoje é domingo - por favor, não cantem aquela música que te ensinaram na escola. Sinal de que mais uma semana está começando e mais uma vez eu a começo com o mesmo desejo: você.
Talvez eu seja orgulhosa demais para admitir isso olhando nos seus olhos, talvez um escambau porque eu de fato sou. Por isso e por outros motivos eu estou escrevendo, pra vê se alivia aqui dentro. Dizem que os sonhos nascem no nosso subconsciente, mas gato você é rei nos meus pensamentos. Estranho seria passar o dia pensando em você e sonhar com as aulas que eu tenho de preparar. Não tem lógica, o que também não tem lógica é essa separação. Eu sei, eu sei e por favor não venham me lembrar que a culpa é minha. Me perdoei por isso quando percebi que ainda tenho tempo para fazer tudo diferente.
Até ontem eu gostava de te chamar de idiota - achava carinhoso - e olha como estou hoje, te chamando de querido/xuxuzinho/docinho/amado/gato todos acompanhados de um pronome possessivo na frente, porque eu quero deixar claro que você é MEU.
Agora é hora de me jogar na cama, colocar um travesseiro na cabeça e outro no meio das pernas. Jogar o cobertor sobre o corpo e esperar você me visitar. Como eu sei?! É só fechar os olhos que todos os meus desejos são realizados e eu não vejo a hora do mesmo acontecer quando eles estiverem abertos.

# a pressa é inimiga do prazer


sábado, 1 de outubro de 2011

inundação.



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Não sei quem foi que inventou que lágrima é sinônimo de tristeza e que choro é confirmação de dor. Com certeza foi uma pessoa que nunca experimentou daquela alegria, sim àquela que de tão boa transborda e escorre pelos olhos. Trazendo um brilho eterno que dura frações de segundos. Louco seria se um dia essa coisa de choro e riso trocasse de lugar, se ao invés de chorar a pessoa desse um sorriso e se ao invés de sorrir ela chorasse. Tenho absoluta certeza de infelizmente teríamos mais sorrisos do que lágrimas, porque não tá fácil pra ninguém.