terça-feira, 28 de setembro de 2010

Verbo.

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Hoje eu acordei amável, sim, com vontade de amar o próximo e o distante. Acordei sentindo uma necessidade enorme de expor aquilo que meu coração e minha alma carregam e tentam - por vezes- esconder. 
Tem gente que acorda assim todos os dias, eu não tenho essa mesma sorte, por isso estou aproveitando minha oportunidade. 
Hoje acordei com um brilho diferente no olhar e com um sorriso sincero. Acordei de bom humor e com vontade de abraçar o mundo.
Percebo que amar é bom, muito bom. Tem gente que diz que por amar demais sofre, preciso dizer que discordo totalmente?! Caramba, o amor só faz bem, tanto pra pele como para o fígado. Se você sofre, você não ama de verdade, seu sentimento tem outro nome. Não quero julgar ninguém, só estou deixando aqui meu ponto de vista.
Meu desejo é poder acordar assim todos os dias, principalmente depois que eu me casar ... quero amar o meu marido todos os dias e mais, quero poder demonstrar isso todos os dias.
Tem gente que usa da desculpa de que 'eu te amo' virou 'bom dia' e assim deixa de dizer. Ei, você é um/a ridículo/a, pois dizer 'eu te amo' é apenas o começo e mesmo que seja a novo modo de dizer 'bom dia', o que custa ser educado/a?! 
Pois é ... tem dias que eu acordo assim: amando e sendo amada. ♥

# amor é verbo e verbo a gente pratica.

Era uma vez ...

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 uma via de mão-única.
O tempo se passou
(...)
 e
ela se tornou uma vida de mão-dupla

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

introducing me.

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Sou fresca pra comida, mas como qualquer pessoa comum e popular, amo batata e bacon. Tomo coca-cola sem gás e quente. Mantenho um vício chamado café e não recuso uma xícara de cappuccino com canela-em-pó. Tenho uma família estranhamente comum e brasileira, com direito a Maria e José. Sou a irmã mais velha de três meninos/duas meninas e a única netA da minha avó materna. A vida sorriu pra mim e me deu dois pais, um preto e um branco. Dou aula particular de matemática e, às vezes, quebro-o-galho com física. Não sei contar piada e nem assoviar. Sou dona de uma risada bem escandalosa e tenho voz de pato. Meu sorriso seduz e meus dentes são pequenos, ainda possuo um de leite. Sou péssima pra desenhar e sou mestre na arte de colorir. Andar de ônibus é sempre uma aventura, seja dormindo ou ouvindo conversa alheia. Quando estou afim sou muito simpática e educada, caso contrário sou um bicho-do-mato. Vou no cinema sozinha e sempre tomo um litro de coca-cola. Não tenho banda/cantor/música favorita, a cada dia é um/a. Tento seguir os exemplos de Cristo, principalmente na arte de amar o próximo. Uso alargador e tenho uma clave de sol atrás da orelha direita. Gosto de escrever cartas e de receber e-mails. Perco noção de tempo e espaço quando estou no telefone. Converso e canto embaixo do chuveiro. Invento estórias românticas e mexicanas. Choro com comerciais fofos e quando recebo alguma demonstração de afeto. Sou carinhosa e carente. Meu sorvete favorito é chocomenta e gosto de balas moles. Sinto frio com qualquer vento e sempre durmo com dois travesseiros. Tenho um peixe chamado Carlos Eduardo e não gosto de gatos. Não como granola e acho que açaí só é gostoso com leite-em-pó. Meu suco predileto é de graviola e a melhor fruta é manga. Leite quente me dá dor de barriga e nescau - pra mim - é melhor que toddy. Coleciono amigos/as virtuais e penso em rodar o país até conhecer/abraçar todos/as. Escrevo por prazer e diversão.

- gonna let you see everything.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ato dez.


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Troca-se o nome, o título e o jeito de escrever. passa a começar as frases com letra Maiúscula e a fazer uso dos acentos. O jeito de contar a vida por páginas é abandonado num canto qualquer. tenta usar o cabelo solto e sorrisos, para deixar a foto melhor. Se enrosca nas redes-sociais e por aí vai. fato é que nada disso resolve, é impossível deixar de ser quem se é, compreende?! 
Sua casca (?) pode até ser importante, afinal de contas ela é a sua primeira impressão. só que você também precisa lembrar que a casca se desgasta com o tempo, não dura pra sempre e sem conteúdo tudo vira nada. Mesmo sabendo que o exterior não conta e não mudará quem sou, continuo tentando. numa tentativa de ser alguém mais interessante e legal, abri mão do comodismo e mudei. Não estou arrependida, só estou me tocando de que não posso negar quem sou. tem gente que só de lê algumas frases já sabem que são minhas, pois elas possuem o meu cheiro. 
Cansei de ser uma farça, um pseudônimo qualquer, eu tenho identidade e personalidade. sempre quis mudar o mundo, mas nunca sai do meu quarto. Para não me sentir fracassada, eu vivo a trocar as coisas no meu mundo e no mundo de alguns. 
agora sim, cartas na mesa, peças encontradas, vou ali me remontar e deixar essa crise-de-emo-identidade no armário.

# tem coisas que eu finjo não vê e outras que eu realmente não vejo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

um dedo de prosa [25]

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ele: posso te pedir um favor?!
ela: até dois.
ele: me apresenta uma amiga igual você?!
ela: eu não sirvo?!
ele: prazer, meu nome é Henrique.
(risos)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

coisas da vida.


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Sinto saudade dos meus cadernos com capa mole, onde eu escrevia sempre. Quando estava feliz, triste, nervosa, ansiosa ou até mesmo no meu estado normal. Sinto saudade da época que meu dedo indicador ficava com calo e meu punho dormente. Sinto falta da época em que eu escrevia tudo em código e da arte de escrever com o caderno ao contrário. Cada linha era preciosa e cada folha valorizada, mesmo quando eu só escrevia na parte da frente. Era ali, na simplicidade da caneta bic e do papel amarelo, que nascia minhas fantasias e meus desejos ganhavam nomes fictícios. Quando eu estava de bom humor ou nervosa, minha letra era redonda e legível, nos dias de chuva e vento, ela ficava desorganizada e bonita. Eu não usava pseudônimo ou coisa semelhante, ali eu era só Francielle - com dois 'elis' e 'ê' no final. Dava a cara pra bater, mentira, pois sempre escondia-o embaixo no colchão. Saudades eu tenho dos cadernos de capa mole, em que o desenho era uma paisagem qualquer em um lugar distante. Fato é, que ele nunca voltará. É só o tempo deu me acostumar com as folhas coloridas e bordadas, com as canetas de cheiro e com os cadeados de chave. Não lembro mais do meu antigo código, já não sei o que aquelas linhas tortas carregam, mas sempre que meus dedos correm por elas, ouço as letras se juntarem e ganharem sentido. 

# a arte de ir e vir.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Over It.

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# Siga em frente marujo, 
pois nesse mar-de-sentimento, 
existem vários cais e portos aguardando sua chegada.

Probabilidade.


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Talvez a minha motivação venha do mistério. O fato de não saber o que me espera e o que pode acontecer, é decisivo. Isso não quer dizer que estou livre do medo ou da preocupação, isso quer dizer que esses dois elementos são menores do que a minha curiosidade. Preciso de respostas e preciso procurar por elas. Cansei de usar a minha imaginação, quero algo concreto. Quero me basear em fatos reais, não na minha fértil imaginação. A probabilidade de tudo dar certo é de 50%, a probabilidade de tudo dar errado é de 40% e a probabilidade deu desistir no meio do caminho é de 10%. Eu sei o que eu quero, mas preciso lembrar que o meu querer nem sempre é o certo. Dizem que a verdade dói, quem diz isso é porque nunca sentiu a dor da ilusão. Enfim, eu só precisava de ter algo escrito, pra quando eu voltar, continuar. 

# sonhar, é ter ao alcance das mãos quem queremos.

(03/08/10)

sábado, 18 de setembro de 2010

um dedo de prosa [24]

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ela: daqui a pouco o povo vai pensar (...)
ele: pensar o que?!
ela: que eu estou afim de você.
ele: e não está?!
ela: oi?! ._.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sap(atos)

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Eu costumo dizer que me agradar é uma das coisas mais fáceis do mundo, pois sou do tipo vira-lata que se alegra com qualquer sorriso ou pedaço de chocolate. Me deixo levar com qualquer música ou cantada barata. Uma sms no meio do dia faz eu recuperar o meu humor e elogio bem feito me torna a mulher mais realizada do mundo. O que poucos sabem ou percebem é que eu sou feita disso, meus relacionamentos são feitos disso: detalhes. Todos estão sempre por aí dizendo que os detalhes é que são importantes, mas sempre se esquecem deles. Não digo que não gosto de coisas grandes, pois eu gosto e não é pouco, todos gostam. Existem detalhes que são como areia que entram no seu sapato - nesse caso, no seu relacionamento -, apesar de ser pequena, causa um puta incômodo. Às vezes, é bom/necessário parar, tirar o sapato - conversar -, lavar os pés - renovar os votos -, sacudi o sapato - jogar as cartas na mesa - e então calçá-lo novamente - começar de novo. Lembrando que nem sempre o sapato será o mesmo, às vezes, encontramos outro que nos deixam mais confortáveis.

#  a cada dia, mergulhamos mais.

Diário-mente.

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Jogo no time dos que se apaixonam todos os dias, seja pela mesma pessoa ou por um estranho. Tem paixões que começam no ponto-de-ônibus e terminam quando o primeiro ônibus passa, tem algumas que já duram uma 'viagem' de vinte minutos e outras que só duram segundos. Já perdi as contas de quantas vezes eu me apaixonei dentro do ônibus, tenho certeza de que até me casar essa lista terá triplicado de tamanho. Me apaixono quando caminho na praia ou quando estou indo no mercado. Acho que isso acontece porque eu não tenho um padrão definido de homem, daí me apaixono por qualquer um. Tem quem se apaixone dentro do elevador e outros que se apaixonam por manequim-de-shopping. Todos temos histórias e fatos pra contar, todos temos vergonhas de reconhecer certas paixonites e todos temos/teremos paixões que duraram até o último fôlego de vida. Dizem que paixão não dura pra sempre, eu não concordo. Tem quem diga que paixão não sustenta relacionamento, eu não concordo. A cada paixão que vem e vai, eu revejo meu conceito. Não acredito que paixão seja a mesma coisa que amor, mas acredito fielmente que amor tem paixão. Guardarei meu conceito de paixão para uma próxima oportunidade. Tenho um amigo que diz que eu preciso ser conquistada todos os dias, porque só assim eu irei me apaixonar todos os dias pela mesma pessoa, talvez ele tenha razão, nunca tinha parado pra pensar que esse é motivo de tamanha rotatividade. 

- Me veja como eu realmente sou, eu tenho falhas e às vezes eu peco.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Gostos.

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Gosto de mim.
Gosto de você em mim.
Gosto de você.
Gosto de mim em você.
# eu gosto de números, são mais exatos que letras.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Certos Detalhes.



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Sempre vejo por aí textos e reclamações, pessoas que se lamentam porque criaram expectativas sobre alguém ou sobre algo. Pessoas que se arrependem de se apaixonar, pois tem como argumento que o/a outro/a não lhe correspondeu com o mesmo sentimento. Confesso que eu também jogo nesse time ou jogava, até parar pra pensar que eu estava agindo de modo errado. Quando eu resolvo entrar em algum relacionamento eu tenho que jogar as expectativas sobre mim e não sobre a outra pessoa. Tenho que tentar superar meus traumas e as minhas feridas. Tenho que acreditar que posso fazer o meu melhor pra agradar o outro e assim me agradar. Preciso lembrar dos meus pontos fortes e fracos, romper a barreira do medo e mostrar meu lado frágil. Não posso cobrar isso de uma pessoa que não seja eu. Tenho que procurar manter a chama acesa dentro de mim. Não posso deixar as coisas caírem na mesmice e na chatice. Basta de jogar as responsabilidades e culpas para cima do próximo, quando eu entro em algum relacionamento é por minha conta e risco.

- uma história acabada com continuação.

sábado, 11 de setembro de 2010

Maria.Elis



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Bem, é sempre complicado falar de alguém e pra alguém. No meu caso, eu irei falar sobre Maria Elis. Ela fez estórias e distribuiu contos-sem-ponto-final por esse mundo a fora. Escrevia com a alma, transportava os sentimentos do coração para as letras, gostava de fazer as pessoas se sentirem amadas e odiadas. Maria mandava indiretas e fazia declarações.  Elis gostava de se expor e de esconder as pessoas. Inventava musicais, curtia numerais e sempre tinha um dedo-de-prosa.  Era Maria pra Alguns, Elis pra outros e Fran para os íntimos. Maria colecionava romances e figuras. Tinha até uma girafa chamada Alice. Maria Elis foi amada, odiada e plagiada por alguns. Tinha o mal costume de misturar a vida pessoal com os desejos. Estava sempre trocando as cores, os títulos e as combinações. Não gostava de rotina. Deixava todos saberem de suas mudanças e de suas fases, mas sempre escondendo a face. Elis, separava a vida por páginas. Compartilhava sua rotina e projetos. Maria era péssima pra títulos e sempre deixava uma frase solta. Seguindo a ordem natural das coisas: Maria nasceu, cresceu - e virou Elis -, reproduziu e morreu.


- quem ama vive a sonhar de dia.


oi, cara de boi.

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Começar nunca é fácil, sempre rola o receio de errar e a preocupação com a primeira impressão. O que deve ser dito ou escondido no primeiro texto, será que só um parágrafo basta?! Talvez ele seja a minha apresentação, apesar de que não irei dizer nada sobre mim. Aos poucos eu irei me mostrar e te expor aqui. Sou cheia de páginas rabiscadas e em branco. Tenho algumas teorias e várias práticas. Contos e dedos de prosa. Musicais e numerais.

# sintonias e sintomas.