sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

pluralidade singular.



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quem me vê sorrindo nem imagina todo o maquinário que há por trás. a maioria só repara na quantidade de dentes que consigo mostrar. nem todos conseguem notar a chama que se acende nos meus olhos, talvez porque não seja qualquer um que consiga fazê-la se acender. só os íntimos conseguem perceber os saltos ornamentais que meus rins dão.
cada sorriso exige voltas e mais voltas de várias rodas gigantes existentes dentro de meu pequeno corpo. uma pra cada órgão do corpo. já que sorriso de verdade vem de dentro pra fora, pois os dentes são meros manequins do que temos no coração.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

nota mental. /4




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saudade não tem nome. não tem data de óbito. não mede distância. não segue a linha do tempo. vem antes, depois e durante as lembranças. não tem raça. não tem cor. não se pode padronizar. saudade não se evita. saudade não pede licença. saudade é saudade independente da idade. 

thinking out loud.




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por favor, sente-se. tome uma, duas ou três xícaras de chá, café ou suco de maracujá. não se preocupe com a hora, farei-te o favor de jogar fora todos os relógios. posso te garantir que o tempo é relativo, assim como o sentimento cardíaco que estou a cultivar dentro de mim. me dê a sua mão, pois o calor que ela emana aquece meus pulmões solitários. seu sorriso se mistura com os brilhos dos seus olhos e então meus rins mostram as canjicas amareladas de vergonha. quero te abraçar e dançar ao som do seu coração descompassado.
por favor, entre e faça de mim sua morada.