sábado, 4 de março de 2017

estar ágil.



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relacionamentos quando chegam ao fim passam por estágios diferentes, independente dos motivos e razões que nos levaram ao fim. 
no primeiro estágio: ficamos procurando os culpados, justificamos todas as nossas ações, temos uma boa desculpa na ponta da língua, mas a verdade é que a gente ainda não sabe bem o que aconteceu de fato.
e percebemos que estamos no segundo estágio: quando não queremos ouvir falar da pessoa com quem rompemos os laços afetivos, não suportamos lembrar do tempo vivido ao lado daquela pessoa, nos sentimos estúpidos e culpados por ter se enfiado numa relação como aquela. o coração vai se enchendo de rancor e arrependimentos.
mas o terceiro estágio chega e então: deixamos todo líquido de escuridão escorrer, seja pelos olhos ou pelo suor. percebemos que ouvir falar da tal pessoa já não nos causa nenhum efeito, estamos livres dos remorsos e até conseguimos rir dos desastres.
e quando achamos que já tá tudo massa, vem o quarto ou último estágio: conseguimos reconhecer todas as coisas boas que aquela relação nos trouxe. lembramos dos perrengues que nos tornaram mais pacientes. agradecemos por sermos mais humanos e menos mesquinhos. o coração sorrir ao recordar os bons momentos.
enfim, o fim nos conduz aos bons começos.