terça-feira, 24 de abril de 2012

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~ beija mim.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

ato noventa três.



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Saudade é coisa pouca diante daquilo que tenho vivido. Não é só questão de falta ou desejo de voltar a ter, vai além disso. Muito além do que qualquer clichê comprado e desvalorizado. Até perdi a noção de como devo escrever as palavras e conjugar os verbos, chego até pensar que tô ficando enferrujada, mas daí vem esse maremoto de sensações e eu percebo tudo não passou de uma ilusão. 

(- Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio. )

Paixão é coisa pouca diante daquilo que tenho sentido. Não é só questão de sentir  falta de ar ou uma rave rolando na boca do estômago, vai além disso. Muito além de qualquer filme hollywoodiano e previsível. Até comecei a encontrar sentido nos pagodes cantados com caixa-de-fósforo, chego até pensar que tô ficando mais brega do que de costume.

(- Eu podia estar agora sem você, mas eu não quero, não quero. )

Felicidade é coisa pouca diante daquilo que tenho vivido. Não é só questão de acordar sorrindo ou achando graça de tudo que se vê, vai além disso. Muito além de não reclamar que segunda chegou ou de não se importar com o tamanho da fila no banco. Até comecei a conversar com as paredes, tipo Marisa Monte em 'Amor I Love You', chego até pensar que tô perdendo o bom senso, mas daí vem novamente aquele maremoto de sensações e eu percebo que tô no caminho certo.

(- Por isso, não vá embora. )


domingo, 8 de abril de 2012

sobre viver.



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Nascer
sem pressa de chegar.
Aprender
que nem sempre se pode ganhar.
Reconhecer
a necessidade de chorar.
Crescer
para os sonhos conquistar.
Amadurecer
sem deixar estragar.
Compreender
antes mesmo de acabar.
Morrer
sem deixar de lutar.






quarta-feira, 4 de abril de 2012

ato cem e cinco.



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e de repente é hora de dizer 'adeus'. isso mesmo, nada de tchau ou até breve, é o fim. alguns iludidos dizem que todo fim pode ter um recomeço, mas sabemos que isso é uma exceção e não a regra. o coração parece ficar menor que um grão de mostarda, a garganta mais seca que o deserto do Saara, uma malemolência afeta as nossas pernas, enquanto nossas mãos tremem como se estivéssemos com parkinson. temos a sensação de que o controle saiu das nossas mãos, sendo que na verdade ele nunca chegou até elas. 
e de repente é hora de dizer 'adeus' ...