domingo, 30 de novembro de 2014

estatística mente.



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os dados comprovam que o ano de dois mile catorze foi assim:

  • 39 sessões de cinema; (em sua maioria na segundas, cadique promoção é promoção)
  • 35 sessões de sofá/cama/tapete; (sessões da tarde e afins não foram inclusos por motivo de amnésia)
  • 15 livros; (os outros eu deixei pra terminar em outro momento da vida)
  • 3 novos nomes na lista do beijo; (teve nome repetido, mas todos conhecem o ditado, né?)
  • alguns álbuns pra chamar de favorito; (eu nunca lembro de anotar, tomarei como meta pro ano que vem).
o que os dados não mostram é a chuva de forninhos que passou sobre meu telhado quando eu rompi com o Jean e quando eu resolvi abrir mão do Marcos Felipe. os dados também não mostram como a amizade do Marco Antônio foi um dos maiores presentes de aniversário adiantado que eu ganhei. eles não conseguem expressar a felicidade que eu senti ao ter o Marcus Vinícios de volta a minha vida e de bônus me trouxe um convívio maior com a Camila, o Gutinha, a tia Dadá e o sr. Gentil - fora o bônus bônus que foi o inserimento da Virgínia no conjunto. dados não conseguem expressar a gratidão que sinto por viver natal todos os domingos com as minhas tias, meus primos, meus avós e minha mãe. seria complicado demonstrar em gráficos minhas batidas cardíacas ao receber uma mensagem/uma ligação/ ou qualquer contato vindo do nordeste através do Berg, do Etiópia, da Day, da Bela, da Will, da Nana ou de Thamires. as sessões cinema não teriam pipoca se não fosse o João pra bancar a conta e a companhia. o álbum do sorriso não estaria completo sem as fotas que, finalmente, eu consegui tirar ao lado da Bell e da Dái - porque com o Deni eu já tinha fota, meio que juntos. os meses teriam se arrastado mais ainda se eu não tivesse a Pâmella e Rebeca, minhas fontes de apoio/sermão/fofocas/apelidos/amizade - ainda tem o Victor que é o melhor 'cunhado' até o momento. poderia ser só mais um fato nas estatísticas, se meu reatamento com a Nathana e com a Thami fosse só um alívio da consciência. conexão faz parte de qualquer viagem, mas almoçar com a Haya fez valer cada volta no relógio. meu visual não teria mudado se o Michel não tivesse o contato de quem tinha o contato do contato para fazer os meus dreads. conhecer o Juan, o Eduardo, o Gui, o Jeff e o Matheus, deixou meus diálogos mais animados e musicais. voltar a ter notícias do senhor Heitor e do Eric nunca poderia ser visto só como uma reconciliação, porque o sentimento vai sempre além do nível banal das coisas. encontrei ninho na comunidade âncora, onde passarinhos como o Eric, o Pedro, o Gustavo, a Jú e a Leo são tão acolhedores como carinho de mãe. as geladas e os cafés com o John também não cabem em meros gráficos circulares. os meses não seriam riscados com tanto prazer se eu não tivesse o Thon me esperando no Chile. assistir filme e saber que o Siller é de verdade também não tem como só jogar nas tabelas.
apesar de não gostar de anos pares, posso afirmar que o saldo foi positivo. mesmo sabendo que ainda temos alguns dias pendentes, mas fecho a conta agora e agradeço a todos os envolvidos. obrigada, de nada. e ar maria, me amem!

carta aberta - volume único.



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olar!
eu quase deixei de te escrever, como fiz na semana passada. porque queria de alguma forma deixar isso pra lá. mas hoje eu, finalmente, terminei de assistir HIMYM e MEODEOS! me diz que tu também não gostou, que o final alternativo é que deveria ser o final oficial. como que eles mataram a mulher do cara? o homi passou a vida esperando por aquele romance perfeito e ... acabo de me tocar que a vida num pode e nunca é como a gente planeja. (shit!)
ah! aproveitando que já estou aqui, tu já ouviu o novo cd da onze:20? te cantaria metade daquelas músicas, na verdade eu as mandaria via sms porque todos sabemos que cantar não é meu forte. você é o lado musical de nosso ex-relacionamento. 
pra alguns o ano acaba no dia 31 de dezembro, mas pra mim ele termina hoje. dezembro sempre foi bônus, mês de já começar a organizar os próximos meses. 
essa carta é a nossa season finale.

domingo, 16 de novembro de 2014

carta aberta - volume II.



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hoje, eu não senti vontade de te ligar. não estava ansiando por ouvir seu sotaque e nem o som da sua risada. hoje, a minha vontade era de ficar abraçada com você. de te contar sobre meu primeiro dia de vendas-de-brigadeiro. comentar que meu pastor eric fez um ótimo trabalho de garoto propaganda. descansar nos seus braços, pois mal consigo sentir os meus. ouvir o ritmo descompassado do seu coração e sentir sua respiração nos meus cabelos. ligar a vitrola e te mostrar mais um álbum que eu conheci. todas as minhas experiências e rotinas eu quero compartilhar com você, e tenho medo de quando isso passar. essa semana me peguei não pensando em você e isso me assustou um pouco.  me senti esquecendo do medo que tenho de te esquecer.
eu sei, eu só venho aqui e escrevo sobre as minhas vontades, sobre meus desejos, sobre o que me aconteceu ou deixou de acontecer. a verdade, é que fico receosa de perguntar sobre você, pois o silêncio e a ausência de respostas já dilaceraram bastante o meu coração de papel, mas fique a vontade pra responder e se manifestar. qualquer manifestação sua já faz a escola de samba, que existe no meu estômago, adiantar o carnaval. teje avisado!


sábado, 15 de novembro de 2014

linhas de expressão.



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em algumas semanas estarei fechando o ciclo dos vinte quatro anos e vou confessar que até hoje a ficha não caiu. me sinto presa no tempo e ao mesmo tempo com uma bagagem de histórias bem pesadinha. talvez seja porque aos doze anos eu me imaginava uma adulta como minha tia caçula, que já morava sozinha e fazia coisas diferentes das que faço hoje. 
sinto que em algumas semanas a cobrança infernal por um relacionamento amoroso irá aumentar, porque ninguém tem mais o direito de só beijar na boca e fim. é claro que eu quero um romance mamão-com-açúcar, mas eu passei quase que o ano todo querendo uma mesma pessoa que ainda não tô sabendo escolher outra, deixar a catraca girar ou qualquer coisa semelhante. melhor do que ter uma boca pra beijar, é ter braços pra me apertar e orelhas preu acariciar - mas não é esse o assunto de agora.
minha avó não cansa de me cobrar um emprego com horário pra entrar, sair, comer e ir no banheiro. e sei que essa cobrança só tende a pesar mais ainda no meu saco-sem-paciência. pensando bem, às vezes até eu me cobro isso, não do mesmo jeito que ela, me cobro não ter uma profissão definida. gosto de lecionar, mas preciso de um diploma de licenciatura e não tenho feito muito pra conseguir. quem sabe depois do sisu? quem sabe depois que eu fugir pro nordeste? 
não invejo quem já tem a sua vida toda traçada, objetivos alcançados e casa própria. diferente do que pensam as minhas tias, eu nunca fui muito de seguir o fluxo. não tenho pressa em me estabilizar, porque isso me traz a sensação de que ficarei presa. quero a liberdade de dormir e acordar em lugares diferentes, mas antes eu preciso me desapegar.
acho que tô vivendo aquele inferno astral antes de completar mais um ano de vida. aceitando que a vida pode ser maravilhosamente diferente daquilo que planejo. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

carta aberta - volume I.



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hoje eu pensei em te ligar. na verdade, eu localizei seu nome na agenda e ao invés de apertar o verde, eu voltei atrás e coloquei o celular de volta no bolso. queria te ligar, mas não era seu aniversário - por que tu não faz aniversário todos os dias e assim me facilita a vida na hora do alô? queria te ligar e contar que hoje eu consegui ficar acordada enquanto fazia a prova do enem. contar que hoje, diferente de ontem, eu coloquei um tênis e escondi as meias antes de sair de casa. mas não achei que seria o suficiente para uma ligação. quis te ligar e contar que o álbum 'rose ave' pode entrar pra nossa trilha sonora, mas daí lembrei que o nós já não existe mais. procurei desculpas para te ligar e isso me fez pensar que no final das contas eu só queria ouvir a sua voz. não tinha assunto algum, só aquela saudade que me visita diariamente. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

marvin.




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Marvin, a vida é pra valer 
eu fiz o meu melhor
e o seu destino eu sei de cor!



depois daquele julho de dois mile oito eu sabia que as coisas entre a gente não iriam continuar como de costume. e cá estamos, seis anos depois e com uma cumplicidade que é trocentas vezes maior que a distância que nos separa. nos últimos meses os laços só foram estreitando, a ponto deu perder toda e qualquer vergonha de lhe contar sobre minha tão bagunçada vida. melhor do que ter em quem confiar, é saber que o outro também confia na gente. 
seriados. bandas. filmes. músicas. livros. cervejas. lugares. temos tanto e tão pouco em comum. diferenças e semelhanças que nos aproximam e nos misturam. 
a vida adulta tá só começando, temos tanto pra viver e pra aprender. tenho orgulho de você, mesmo te achando um tanto quanto chata e metida a sabichona. mas gosto de olhar nossas conversas e encontrar uma variedade de temas, que nos rende conversa para cada dia da semana. 
sem você, eu não saberia da vida dos artistas. sem você, eu não teria conhecido breaking bad ou got. sem você, quem seria o meu secret? sem você, eu não teria o box da banda mais badalada de meu latfm. sem você, meus bofes não teriam os melhores pseudônimos do universo. sem você, quem iria compartilhar as atualizações de meu signo? sem você, eu não saberia stalkear fotas no facebook. sem você, a vida teria menos graça do que tem. 
obrigada pelos conselhos - mesmo sabendo que não irei segui-los. obrigada pelo apoio e pelo colo. obrigada por jogar a verdade na minha cara e ainda sim me ajudar a sonhar. obrigada pelas dicas de música-filme-seriado. obrigada por me deixar entrar e bagunçar o seu mundo e por ajeitar o meu. 

com amor e com afeto, 
eu amo você, Mc Rebis