segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

casos e há casos.


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Um encontro pra lá de casual. Ela perdeu o ônibus e ficou criando raízes no ponto-de-ônibus. Ele chegou minutos depois, todo cheiroso; descabelado e sem camisa. Ela não disfarçou a satisfação que teve ao olhar aqueles cachos úmidos, pregou os olhos e não tirou mais! Ele pareceu ter ficado acanhado, então vestiu a camisa, do uniforme, que estava dentro da mochila - a qual trouxe outra satisfação: ele era mais novo! Foi golpe baixo, ela ficou tão inquieta e para sua sorte o ônibus, finalmente, apareceu. Ela chegou bem perto dele e sussurrou:
- me permite?
A vergonha e a timidez ficaram estampadas na cara do rapaz. 
- sinta-se à vontade.
Ela não perdeu tempo, meteu a mão na nuca dele e ajeitou a etiqueta. Rodou a roleta e foi se sentar no último banco.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

frase. /quinze



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# não sei muito sobre o futuro, mas uma coisa é certa: você já faz parte dele.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

good life.



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eu te amo.
te amo na primavera e te amo no outono. te amo no frio e te amo no calor. te amo na quarta-feira e te amo no sábado. te amo no feriado. te amo em março e te amo em outubro. te com sol e te amo com chuva. te amo em pé e te amo sentada. te amo ontem e te amo hoje. te amo no baixo e te amo no alto. te amo com música e te amo no silêncio. te amo com beijo e te amo com abraço. te amo no começo e te amo no meio. te amo no escuro e te amo no claro. te amo com verde e te amo com cinza. te amo de salto e te amo de tênis. te amo de terno e te amo de bermuda. te amo na china e te amo em roma. te amo de tarde e te amo de madrugada. te amo dormindo e te amo acordada. te amo pra cima e te amo pra baixo. te amo feliz e te amo triste. 
só, te amo.




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012



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foi por saber que não duraria para sempre que ela aceitou, não que ela fosse do tipo que fugia do compromisso, esse era o jeito dela e fim. aceitou de coração e alma aberta, ignorou todas as feridas e espantou todos os fantasmas! não arrumou bagunça e nem separou um lugar especial, queria que tudo fosse acontecendo no seu natural. recusou todo e qualquer conselho, àquele era o seu momento e de mais ninguém. em vez de ter um sorriso estampado, ela derramava lágrimas! lágrimas doces, que faziam seus olhos brilharem. lágrimas que demonstravam satisfação e realização. sabia que não iria durar para sempre, fazia questão de sempre se lembrar disso e por nunca se esquecer é que nunca acabou!


seis.



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Antes dele fazer qualquer piadinha ou comentário, ela se virou e entrou. Enquanto isso, sua consciência e sua emoção dialogavam dentro de sua mente: 'quando será que ele vai ligar?' 'se é que ele vai ligar, né?', para colocar fim naquela conversa ela abriu a porta e e correu para o banheiro, precisava de um banho.
Mesmo acreditando na ousadia dela, ele resolveu conferir e procurar o número dela. Pesquisou por 'Dora' e não encontrou nada, por alguns minutos perdeu a esperança e chegou até imaginar que ela havia mentido para ele. 
A água morna caia pelo seu corpo e ela repassava repetidamente as cenas daquela tarde insólita por sua mente. Aproveitou que estava sozinha e colocou a banheira para encher, não tinha a menor pressa de sair do banheiro.
Ele por sua vez jogou o celular no banco do carona e seguiu rumo. O som da gargalhada dela não saia da sua cabeça, então ele resolveu ligar o som no máximo!
Entre espumas e patinhos de borracha, ela se divertia no banho. Criando diálogos e evitando as expectativas.
E lá estava ele, com o carro estacionado e o celular na mão. Foi quando finalmente a sua ficha caiu.
Suas mãos e seus pés pareciam pertencer a uma mulher de 101 anos, então ela se enrolou na toalha e foi para o quarto. Antes de procurar uma roupa, ela foi procurar pelo celular e quando o encontrou, sorriu.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

aviso [4]:


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 A folia rola do outro lado da avenida!
:*

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

cinco.



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Dizem que quando a coisa é boa, a gente não percebe a correria dos ponteiros pelo relógio. Foi exatamente o que aconteceu com eles naquela tarde. 
- Eu nunca tomei tanto suco na vida!
- Aconselho a senhorita a dormir de fraldas hoje.
- É o que você faz?
- Às vezes.
Entre sucos e risos, eles foram se conhecendo. Ela descobriu que ele era filho único e três anos mais velho. Já ele percebeu que ela sempre batia nos joelhos ao sorrir e mordia o canto dos lábios quando ficava em silêncio.
- Você sempre sai com estranhos?
- Você sempre convida estranhas pra sair?
- Só as que eu encontro descalças pelos elevadores.
- Sei ... sei.
- Acho que a senhorita bebeu demais, vamos pra casa?
- Só mais um e nós podemos ir.
A verdade é que ela acabou tomando mais quatro sucos, faltou pouco pra ela experimentar todos os sucos do cardápio. Enquanto ela foi no banheiro - pela nona vez - ele foi pagar a conta.
Enquanto ela fechava a porta do carro, ele não se aguentou e perguntou:
- Não vai me passar seu número?
- Ele já tá salvo no seu celular.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

um dedo de prosa [52]



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Ele: wow.!
Ela: o que?!
Ele: como você cresceu.!
Ela: é o sutiã novo.
(risos)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

já é sensação!



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viajei dentro de um balão,
com você segurando a minha mão.

viajei dentro de um balão,
levando comigo a esperança e o coração.

viajei dentro de um balão,
comendo açúcar e mamão.

viajei dentro de um balão,
precisava tirar os pés do chão.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

quatro.



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Mil coisas se passaram na cabeça dela. Ela não sabia o que responder, porque pensava não saber do que ele estava falando. 
- Andou pesquisando a minha vida na internet?
Soltou um sorrisinho, porque não queria nenhum clima ruim.
- Quase. A verdade é que eu ouvi sua mãe gritar seu nome completo, segundos antes de você entrar no elevador.
Ele também riu, porque não queria deixá-la constrangida.
- Touché. Vinhemos aqui pra beber ou pra conversar?
- Podemos fazer os dois, se você não se importar.
- Você vem sempre aqui?
- Só todos os dias.
- Alguma dica?
- Você seria capaz de confiar em um estranho?
- Surpreenda-me!
Uma piscadela e a garçonete já estava de prontidão para anotar os pedidos. 
- Pronto, agora a gente pode conversar?