terça-feira, 31 de janeiro de 2012

faixa 85



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- I dare you to let me be your, your one and only. ()


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

ato noventa dois.



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É, mais uma noite estou indo para cama sem a sua companhia. Me pergunto até quando será assim? Até quando o travesseiro irá ocupar o lugar que é só seu?
Ah, como eu te quero aqui comigo. Aqui no lado esquerdo da minha cama, porque o lado esquerdo do meu peito você já ocupa faz meses! 
Eu não sei explicar o que é o amor, mas com certeza ele tem alguma coisa a ver com isso que eu sinto quando lembro de você. Ele deve ser a mistura desse cheiro bom que vem de você. 
Não se preocupe, meu querido. O que é nosso o tempo não pode levar!

A nossa noite vai chegar e quando ela chegar seremos só nós três: eu, o amor e você!



três.



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O paraíso, na verdade, era uma loja de sucos. Era o lugar que ele mais frequentava, depois da livraria.
- Primeiro as damas.
Era a primeira vez que ela entrava naquele lugar, apesar de conhecer a fama dos bons sucos que eram vendidos ali. Sempre que passava em frente dizia que iria voltar no dia seguinte, mas nunca voltou.
Uma garçonete apareceu e o abraçou calorosamente e disse:
- Pedro, sua mesa está vaga.
Ele agradeceu e lhe ofereceu um sorriso.
- É por ali.
Quando eles se sentaram, ela não perdeu tempo.
- Afinal de contas, qual é o seu nome?
- Como assim?
- Aquela moça te chamou de Pedro e você se apresentou como Guilherme pra mim.
- Do mesmo jeito que você se apresentou como Dora.
- O que você quer dizer?
- Que eu não sou o único a esconder o nome completo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

frase. /catorze



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# às vezes, não é o sentimento e sim a necessidade que nos leva à certos relacionamentos.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

dois.



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Na verdade, ela demorou dezesseis minutos - sim, ele cronometrou o tempo.
Foi o tempo de procurar uma blusa qualquer e calçar o mesmo tênis de sempre.
- Onde você pensa que vai, senhorita?
- Mãe, o cara do elevador me chamou pra sair.
- Que cara?
- O que eu encontrei no elevador, enquanto fugia de você.
- VOCÊ FICOU NO ELEVADOR COM O RAPAZ? SÓ DE SUTIÃ?
- E descalça!
Ela respondia tudo com uma naturalidade tão grande, que sua mãe ficou sem saber se acreditava ou se lamentava. O motivo da fuga foi esquecido, ela bateu a porta e entrou no elevador. Assim que saiu, seus olhos o localizaram e ela foi em sua direção.
- Prazer, me chamo Dora.
Um sorriso amarelo e uma mão estendida, essa era a cena capturada por quem passava pela praça.
- Me chamo Guilherme e  na minha terra a gente cumprimenta as pessoas assim.
Ele estendeu a mão e a puxou pra perto, deu-lhe um abraço e três beijos nas bochechas. Antes dela ficar com vergonha, ele abriu a porta do carro.
- Onde vamos?
- Ao paraíso!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

um.



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Tudo começou dentro do elevador, ela fugia da mãe e ele estava saindo para o trabalho - pelo menos foi o que ela pensou. Durante a fuga ela saiu somente de sutiã e short, entrou dentro do elevador sem reparar na existência dele, até que ele comentou:
- Tá calor, né?
Antes mesmo de conseguir pensar numa resposta, seu rosto já estava mais vermelho que tomate maduro. Ela olhou para trás e tentou agir como se estivesse completamente vestida.
- Pois é. 
- Você sempre vai pra rua assim?
- Assim como?
- Descalça.
Ele começou a rir e como não tinha jeito, ela riu junto. As risadas se misturaram e quando perceberam já estavam no térreo. A porta se abriu e ela foi caminhando junto com ele, sem se importar que lhe faltava a parte de cima da roupa e um calçado. O carro dele estava estacionado perto da praça, ele não falou nada, mas percebeu a companhia dela.
- Quer uma carona?
- Não não! A verdade é que eu preciso voltar pra casa, antes que a minha mãe me veja na rua assim, descalça.
Mais uma dose de risos e então uma pergunta inesperada.
- Aceita sair comigo?
- Quando?
- Eu diria agora, mas espero você ir se calçar primeiro.
- Volto em vinte minutos.


sábado, 21 de janeiro de 2012

ato dois mil e doze.



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A minha lista de objetivos/metas está sendo montada, e é claro que como boa - e velha - brasileira eu só irei colocá-la em prática depois do carnaval. Sim, sou dessas que leva janeiro como se ele fosse o décimo terceiro mês do ano anterior - e você não pode me julgar!

Todos dizem que é preciso abrir mão das coisas velhas e criar desapego por tudo aquilo que atrasa a nossa vida, eu não discordo e nem assino embaixo. Eu gosto dos meus apegos, mesmo quando eles não retribuem. E não será uma virada de ano que me fará pensar o contrário. Daquelas que não curtem sair do comodismo, contudo eu não fico presa numa rotina só.

Pra alguns é um dia como outro qualquer, pra mim é o início da continuação. Devemos continuar com tudo aquilo que nos fez chegar até aqui. Não podemos querer e muito menos desejar só felicidade e riqueza. Todos precisamos de um dia triste, de passar por um sufoco e afins. Porque é assim que valorizamos a simplicidade de um dia nublado sem chuva. 

Fato é que tanto eu como você, precisamos de um ponta pé inicial e não existe nenhum melhor do que janeiro. Você também não precisa levar tudo a risca, nem se cobrar muito. O amanhã tá ai pra mudar as nossas ideias, trocar a roupa dos nossos sentimentos, reverter os conceitos, renovar os objetivos e jogar tudo pro alto. Não, eu não tô dizendo que você não precisa ter compromisso, apenas tô oferecendo a opção de ser livre.

É um dia de cada vez, bebê.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

um dedo de prosa [51]



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Ela: você sabe, né?
Ele: sei o que?
Ela: que eu te amo.
Ele: não, eu sinto.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

Hey Oh, Let's Go! [2]



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E olha eu aqui outra vez, com os pulmões cheios de alegria e o coração batendo no ritmo da felicidade. Pois é, parece que foi ontem que eu escrevi o 'Hey Oh, Let's Go!' e na verdade já faz um ano! 
Veja bem, meu bem. Mais doze meses correram pelo calendário e o meu afeto por você continua aqui. Forte, intacto e firmado no Senhor.
Hoje é o nosso dia de ações de graça, porque tanto fez, faz e fará o Senhor por nós. Fico tão satisfeita por saber que Ele ele ouviu aquela oração feita no ano passado, por Ele nos ter permitido comemorar mais um ano 'juntas'.
Sim, ainda trocamos emails, hoje com uma frequência menor, em compensação é um ensaio de livro por e-mail (risos). Já disse que nossos emails dão um livro, né?! Pensarei melhor a respeito disso ;)
Amiga, você esteve presente - mesmo que de longe - nos meus momentos mais críticos do ano passado. Acho, melhor, eu tenho certeza de que não teria conseguido passar por tudo se você não estivesse aí pra mim. Com seus conselhos sábios, com sua paciência e disponibilidade. Sabe o que eu mais gosto na gente?! A confiança que temos uma na outra! Gosto muito disso. É bom saber que posso confiar a você meus segredos; medos; dúvidas; desejos; sonhos; acontecimentos sem o medo do julgamento. E é melhor ainda saber que você também pensa assim.
Obrigada pelas orações, obrigada pelos compartilhamentos, obrigada pelo afeto, obrigada por me deixar fazer parte da sua vida.
Então, quando o dia 'catorze de janeiro de 2013' chegar - porque o mundo não acabará nesse ano! - voltarei aqui. Com a certeza de que terei mais coisas a te dizer.
Te amo, minha little big sister! <3

- Des mots insensés que tu comprendras


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

ato oitenta seis.



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Vai vê é melhor largar pra lá e deixar o tempo cuidar. Não tenho paciência para justificativas injustificáveis, essa é a verdade. Odeio mentiras e principalmente aquelas inventadas para acobertar a covardia. Ninguém é obrigado a ser gentil ou ao menos educado/a, cada é um livre para fazer o que quiser, principalmente para arcar com as consequências. Não, eu não quero ninguém correndo atrás de mim. Procuro por gente para caminhar ao meu lado, fazendo sol ou chuva, na solidão e principalmente diante da multidão. Discutir por algo - ou alguém - só é valido quando fazemos questão de ter, caso contrário é só seguir em frente. Sim, como se nada tivesse acontecido, como se aquele breve relacionamento fosse só um acidente de percurso. Pode soar radical, mas a vida é assim e nos cobra a sermos assim. Ou é pau ou é pedra, meio termo não satisfaz e nem completa o prazer de ninguém.


frase. /treze



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# singularidade às vezes faz som de plural.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

feel this.



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A verdade é que eu não tenho paciência para assistir o mesmo filme várias vezes e não sou de reler livro algum. Porque nada será como foi da primeira vez, detalhes não visto a primeira vista perdem o valor no segundo encontro - e o mesmo serve para as pessoas.
Mas - contudo, entretanto, porém, todavia - como tudo nessa vida exige uma exceção, aqui está a minha: ONE TREE HILL! <3
Ontem saiu o primeiro episódio da (suposta) última temporada - só de pensar nisso tenho taquicardia - e só hoje eu fui assistir. Alguns dizem que já passou da hora de colocarem um ponto final, alegando que o seriado perdeu o sentido ou coisas do tipo. (Preciso mandar essas pessoas se danarem?!)
É preciso assistir com o coração aberto, é preciso entender os detalhes de cara, sentir o que cada música que dizer - porque nem Glee ganha de OTH no quesito trilha sonora - e enxergar além do que se vê.
Acho que eu já assisti as 8 temporadas umas 5 vezes - isso sem contar com as vezes que repeti meus episódios favoritos - e sei que esse número de repetições só tende a aumentar!
De um jeito ou de outro cada episódio tem seu encaixe perfeito.  Mesmo quando tudo parece se repetir desnecessariamente, se você olhar bem perceberá que as mesmas repetições acontecem nas nossas vidas.
Não tenho vergonha de dizer que choro com (quase) todos os episódios. Não tenho vergonha de passar horas a fio diante do computador assistindo os mesmos episódios.
Ao final de cada episódio fico com aquela sensação de saudade e quero mais.
Acho que já está estampado aqui a minha admiração pelo Mark Schwahn (seu lindo!) s2

- I don't wanna be anything other than me ()

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

faixa 97.



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- e mesmo com o desencontro a gente se escolheu. ()


domingo, 8 de janeiro de 2012

despertar a dor.



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O tal dia chegou e para ela era apenas mais um dia qualquer. Ignorou todos os toques do despertador e continuou a dormir, sem nenhum peso na consciência. Até que alguém arromba a porta e abre as cortinas, sim era sua mãe. Estava num desespero incomum, parecia que a casa estava em chamas.
- TU PRETENDE DORMIR ATÉ QUE HORAS, PRINCESA?
- com você gritando assim, eu pretendo hibernar até o próximo outono.
- não vá me dizer que tu se esqueceu.
- é claro que não. do que você tá falando?!
- JESUS MARIA JOSÉ!
- amém! amém!
Ela se sentou na cama e ficou observando a mãe desarrumar todo o seu guarda-roupa. Não queria se levantar e nem se esforçava pra lembrar do que ela havia esquecido.
- VAI CONTINUAR AÍ?
- só pra constar: eu tô sonolenta, NÃO SURDA!
Foi nesse momento que a mãe lhe jogou um vestido na cara e ordenou que ela fosse se trocar. Sem nenhuma empolgação ela saiu da cama e caiu pra dentro do banheiro. Abriu o chuveiro e ficou olhando a água cair e esquentar. Antes de entrar embaixo d'água ela foi até o som, colocou no modo aleatório e apertou o play.
Quando a décima música estava começando a tocar, ela sentiu um arrepio lhe correr pelo corpo e então a ficha caiu.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

we.


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Hoje, eles são a mistura do doce com o amargo. Ele sempre otimista e ela sempre tentando colocar os seus pés no chão. Enquanto ela idealizava um futuro perfeito, ele só preocupava com o hoje. Cada dia era o seu dia. Rotina era o que eles faziam para não cair na rotina. Ele chorava com comerciais e ela ria das lutas livres. Eram a contradição de que o semelhante não funciona. De uma forma ou outra eles se completavam e assim ficavam a poucos passos da perfeição. Tinham lá os seus dias nublados, mas o vento do amor sempre afastava as más nuvens. O olhar dele era o mais apaixonado que existia, enquanto ela exalava a paixão através do sorriso. A distância veio e tentou acabar com tudo, o problema é que ela não sabia onde estava se metendo. O que ligava ela a ele e ele a ela não era a presença de ambos. Não existia só ele ou só ela. Eles eram a mistura um do outro e assim seriam até o último suspiro.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

solta, roda e vira.


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O ano virou e eu continuo alimentando meu medo por robôs. 
O ano virou e eu continuo não gostando de acordar cedo.
O ano virou e eu continuo encalhada.
O ano virou e eu continuo com a mania de tomar banho de chinelo.
O ano virou e eu continuo achando que pijama é a melhor roupa.
O ano virou e eu continuo fazendo falsas promessas.
O ano virou e eu continuo fugindo dos relacionamentos.
O ano virou e eu continuo esperando por algumas respostas.
O ano virou e eu continuo usando o mesmo nome no blog.
O ano virou e eu continuo com a mesma foto.
O ano virou e eu continuo com preguiça de textos grandes.
O ano virou e eu continuo tentando fazer valer algumas pessoas.
O ano virou e eu continuo com as mesmas amizades.
O ano virou e eu continuo acreditando que Jesus é o melhor amigo do homem.
O ano virou e eu continuo a escrever coisas nonsense
O ano virou e eu continuo querendo realizar desejos antigos.
O ano virou e eu continuo usando o mesmo cabelo.
O ano virou e eu continuo deixando tudo pra mais tarde.
O ano virou e eu continuo usando o mesmo óculos.
O ano virou e eu continuo ouvindo as músicas de sempre.
O ano virou e o sorriso dele ainda é o mais belo.
O ano virou e eu continuo com a minha voz de pato.
O ano virou e eu continuo dormindo com dois travesseiros.
O ano virou e eu continuo gostando de assistir desenhos.
O ano virou e eu continuo preferindo chuva ao sol.

O ano virou e eu continuo continuando a continuação.