pluralidade singular.



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quem me vê sorrindo nem imagina todo o maquinário que há por trás. a maioria só repara na quantidade de dentes que consigo mostrar. nem todos conseguem notar a chama que se acende nos meus olhos, talvez porque não seja qualquer um que consiga fazê-la se acender. só os íntimos conseguem perceber os saltos ornamentais que meus rins dão.
cada sorriso exige voltas e mais voltas de várias rodas gigantes existentes dentro de meu pequeno corpo. uma pra cada órgão do corpo. já que sorriso de verdade vem de dentro pra fora, pois os dentes são meros manequins do que temos no coração.

nota mental. /4




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saudade não tem nome. não tem data de óbito. não mede distância. não segue a linha do tempo. vem antes, depois e durante as lembranças. não tem raça. não tem cor. não se pode padronizar. saudade não se evita. saudade não pede licença. saudade é saudade independente da idade. 

thinking out loud.




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por favor, sente-se. tome uma, duas ou três xícaras de chá, café ou suco de maracujá. não se preocupe com a hora, farei-te o favor de jogar fora todos os relógios. posso te garantir que o tempo é relativo, assim como o sentimento cardíaco que estou a cultivar dentro de mim. me dê a sua mão, pois o calor que ela emana aquece meus pulmões solitários. seu sorriso se mistura com os brilhos dos seus olhos e então meus rins mostram as canjicas amareladas de vergonha. quero te abraçar e dançar ao som do seu coração descompassado.
por favor, entre e faça de mim sua morada.

feliz pra cachorro.




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você já sentiu uma alegria invadir o seu corpo de forma tão avassaladora que foi capaz de derrubar todos os muros de concretos chamados: mas.? já sentiu suas bochechas doerem e ainda sim não conseguir colocá-las no jeito convencional de sempre? já sorriu tão abertamente que sentiu os lábios racharem por causa da largura de seu sorriso? já se sentiu um ganhador de mega sena e ao invés de dinheiros tu ganhou coleções de motivos pra sorrir? tu já sentiu o alívio quié deixar os pré requisitos de lado e só carregar o peso da felicidade no lugar? já guardou as preocupações futuras no baú e foi dançar com o otimismo do hoje? sabe quando seu sorriso troca de remetente?

guerra fria.




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a idealização vem de berço, impregnada com nosso DNA e talvez seja por isso que sofremos tantas decepções nesse mar de vida. ela alcança todos os patamares e andares de nossas vidas, não há quem possa se salvar. 
cada decepção causa um arranhão em nossa alma, que com o passar dos dias são transformados em cascas e naturalmente se tornam meras cicatrizes de batalha. o problema é que uma cicatriz se cicatriza em cima de outra e daí a pele fica fraca e se rasga novamente. são tantos ferimentos que chega um momento em que eles deixam de causar dor, nos anestesiamos de tal forma que nenhum sentimento é sentido mais. os prazeres se tornam meras atividades automáticas. os desejos são apenas fonte de energia solar, pra queimar nosso espírito com remorsos. 
a tendência sempre é piorar, piora tanto que a gente enxerga tudo como uma forma de crescimento. a gente cresce e não aparece, porque a cada queda somos levados a usar armaduras de desculpas, escudos de preconceitos, lanças de preocupações futuras e capacetes de caramiolas.

estatística mente.



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os dados comprovam que o ano de dois mile catorze foi assim:

  • 39 sessões de cinema; (em sua maioria na segundas, cadique promoção é promoção)
  • 35 sessões de sofá/cama/tapete; (sessões da tarde e afins não foram inclusos por motivo de amnésia)
  • 15 livros; (os outros eu deixei pra terminar em outro momento da vida)
  • 3 novos nomes na lista do beijo; (teve nome repetido, mas todos conhecem o ditado, né?)
  • alguns álbuns pra chamar de favorito; (eu nunca lembro de anotar, tomarei como meta pro ano que vem).
o que os dados não mostram é a chuva de forninhos que passou sobre meu telhado quando eu rompi com o Jean e quando eu resolvi abrir mão do Marcos Felipe. os dados também não mostram como a amizade do Marco Antônio foi um dos maiores presentes de aniversário adiantado que eu ganhei. eles não conseguem expressar a felicidade que eu senti ao ter o Marcus Vinícios de volta a minha vida e de bônus me trouxe um convívio maior com a Camila, o Gutinha, a tia Dadá e o sr. Gentil - fora o bônus bônus que foi o inserimento da Virgínia no conjunto. dados não conseguem expressar a gratidão que sinto por viver natal todos os domingos com as minhas tias, meus primos, meus avós e minha mãe. seria complicado demonstrar em gráficos minhas batidas cardíacas ao receber uma mensagem/uma ligação/ ou qualquer contato vindo do nordeste através do Berg, do Etiópia, da Day, da Bela, da Will, da Nana ou de Thamires. as sessões cinema não teriam pipoca se não fosse o João pra bancar a conta e a companhia. o álbum do sorriso não estaria completo sem as fotas que, finalmente, eu consegui tirar ao lado da Bell e da Dái - porque com o Deni eu já tinha fota, meio que juntos. os meses teriam se arrastado mais ainda se eu não tivesse a Pâmella e Rebeca, minhas fontes de apoio/sermão/fofocas/apelidos/amizade - ainda tem o Victor que é o melhor 'cunhado' até o momento. poderia ser só mais um fato nas estatísticas, se meu reatamento com a Nathana e com a Thami fosse só um alívio da consciência. conexão faz parte de qualquer viagem, mas almoçar com a Haya fez valer cada volta no relógio. meu visual não teria mudado se o Michel não tivesse o contato de quem tinha o contato do contato para fazer os meus dreads. conhecer o Juan, o Eduardo, o Gui, o Jeff e o Matheus, deixou meus diálogos mais animados e musicais. voltar a ter notícias do senhor Heitor e do Eric nunca poderia ser visto só como uma reconciliação, porque o sentimento vai sempre além do nível banal das coisas. encontrei ninho na comunidade âncora, onde passarinhos como o Eric, o Pedro, o Gustavo, a Jú e a Leo são tão acolhedores como carinho de mãe. as geladas e os cafés com o John também não cabem em meros gráficos circulares. os meses não seriam riscados com tanto prazer se eu não tivesse o Thon me esperando no Chile. assistir filme e saber que o Siller é de verdade também não tem como só jogar nas tabelas.
apesar de não gostar de anos pares, posso afirmar que o saldo foi positivo. mesmo sabendo que ainda temos alguns dias pendentes, mas fecho a conta agora e agradeço a todos os envolvidos. obrigada, de nada. e ar maria, me amem! ♥

carta aberta - volume único.



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olar!
eu quase deixei de te escrever, como fiz na semana passada. porque queria de alguma forma deixar isso pra lá. mas hoje eu, finalmente, terminei de assistir HIMYM e MEODEOS! me diz que tu também não gostou, que o final alternativo é que deveria ser o final oficial. como que eles mataram a mulher do cara? o homi passou a vida esperando por aquele romance perfeito e ... acabo de me tocar que a vida num pode e nunca é como a gente planeja. (shit!)
ah! aproveitando que já estou aqui, tu já ouviu o novo cd da onze:20? te cantaria metade daquelas músicas, na verdade eu as mandaria via sms porque todos sabemos que cantar não é meu forte. você é o lado musical de nosso ex-relacionamento. 
pra alguns o ano acaba no dia 31 de dezembro, mas pra mim ele termina hoje. dezembro sempre foi bônus, mês de já começar a organizar os próximos meses. 
essa carta é a nossa season finale.

carta aberta - volume II.



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hoje, eu não senti vontade de te ligar. não estava ansiando por ouvir seu sotaque e nem o som da sua risada. hoje, a minha vontade era de ficar abraçada com você. de te contar sobre meu primeiro dia de vendas-de-brigadeiro. comentar que meu pastor eric fez um ótimo trabalho de garoto propaganda. descansar nos seus braços, pois mal consigo sentir os meus. ouvir o ritmo descompassado do seu coração e sentir sua respiração nos meus cabelos. ligar a vitrola e te mostrar mais um álbum que eu conheci. todas as minhas experiências e rotinas eu quero compartilhar com você, e tenho medo de quando isso passar. essa semana me peguei não pensando em você e isso me assustou um pouco.  me senti esquecendo do medo que tenho de te esquecer.
eu sei, eu só venho aqui e escrevo sobre as minhas vontades, sobre meus desejos, sobre o que me aconteceu ou deixou de acontecer. a verdade, é que fico receosa de perguntar sobre você, pois o silêncio e a ausência de respostas já dilaceraram bastante o meu coração de papel, mas fique a vontade pra responder e se manifestar. qualquer manifestação sua já faz a escola de samba, que existe no meu estômago, adiantar o carnaval. teje avisado!


linhas de expressão.



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em algumas semanas estarei fechando o ciclo dos vinte quatro anos e vou confessar que até hoje a ficha não caiu. me sinto presa no tempo e ao mesmo tempo com uma bagagem de histórias bem pesadinha. talvez seja porque aos doze anos eu me imaginava uma adulta como minha tia caçula, que já morava sozinha e fazia coisas diferentes das que faço hoje. 
sinto que em algumas semanas a cobrança infernal por um relacionamento amoroso irá aumentar, porque ninguém tem mais o direito de só beijar na boca e fim. é claro que eu quero um romance mamão-com-açúcar, mas eu passei quase que o ano todo querendo uma mesma pessoa que ainda não tô sabendo escolher outra, deixar a catraca girar ou qualquer coisa semelhante. melhor do que ter uma boca pra beijar, é ter braços pra me apertar e orelhas preu acariciar - mas não é esse o assunto de agora.
minha avó não cansa de me cobrar um emprego com horário pra entrar, sair, comer e ir no banheiro. e sei que essa cobrança só tende a pesar mais ainda no meu saco-sem-paciência. pensando bem, às vezes até eu me cobro isso, não do mesmo jeito que ela, me cobro não ter uma profissão definida. gosto de lecionar, mas preciso de um diploma de licenciatura e não tenho feito muito pra conseguir. quem sabe depois do sisu? quem sabe depois que eu fugir pro nordeste? 
não invejo quem já tem a sua vida toda traçada, objetivos alcançados e casa própria. diferente do que pensam as minhas tias, eu nunca fui muito de seguir o fluxo. não tenho pressa em me estabilizar, porque isso me traz a sensação de que ficarei presa. quero a liberdade de dormir e acordar em lugares diferentes, mas antes eu preciso me desapegar.
acho que tô vivendo aquele inferno astral antes de completar mais um ano de vida. aceitando que a vida pode ser maravilhosamente diferente daquilo que planejo. 

carta aberta - volume I.



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hoje eu pensei em te ligar. na verdade, eu localizei seu nome na agenda e ao invés de apertar o verde, eu voltei atrás e coloquei o celular de volta no bolso. queria te ligar, mas não era seu aniversário - por que tu não faz aniversário todos os dias e assim me facilita a vida na hora do alô? queria te ligar e contar que hoje eu consegui ficar acordada enquanto fazia a prova do enem. contar que hoje, diferente de ontem, eu coloquei um tênis e escondi as meias antes de sair de casa. mas não achei que seria o suficiente para uma ligação. quis te ligar e contar que o álbum 'rose ave' pode entrar pra nossa trilha sonora, mas daí lembrei que o nós já não existe mais. procurei desculpas para te ligar e isso me fez pensar que no final das contas eu só queria ouvir a sua voz. não tinha assunto algum, só aquela saudade que me visita diariamente. 

marvin.




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Marvin, a vida é pra valer 
eu fiz o meu melhor
e o seu destino eu sei de cor!



depois daquele julho de dois mile oito eu sabia que as coisas entre a gente não iriam continuar como de costume. e cá estamos, seis anos depois e com uma cumplicidade que é trocentas vezes maior que a distância que nos separa. nos últimos meses os laços só foram estreitando, a ponto deu perder toda e qualquer vergonha de lhe contar sobre minha tão bagunçada vida. melhor do que ter em quem confiar, é saber que o outro também confia na gente. 
seriados. bandas. filmes. músicas. livros. cervejas. lugares. temos tanto e tão pouco em comum. diferenças e semelhanças que nos aproximam e nos misturam. 
a vida adulta tá só começando, temos tanto pra viver e pra aprender. tenho orgulho de você, mesmo te achando um tanto quanto chata e metida a sabichona. mas gosto de olhar nossas conversas e encontrar uma variedade de temas, que nos rende conversa para cada dia da semana. 
sem você, eu não saberia da vida dos artistas. sem você, eu não teria conhecido breaking bad ou got. sem você, quem seria o meu secret? sem você, eu não teria o box da banda mais badalada de meu latfm. sem você, meus bofes não teriam os melhores pseudônimos do universo. sem você, quem iria compartilhar as atualizações de meu signo? sem você, eu não saberia stalkear fotas no facebook. sem você, a vida teria menos graça do que tem. 
obrigada pelos conselhos - mesmo sabendo que não irei segui-los. obrigada pelo apoio e pelo colo. obrigada por jogar a verdade na minha cara e ainda sim me ajudar a sonhar. obrigada pelas dicas de música-filme-seriado. obrigada por me deixar entrar e bagunçar o seu mundo e por ajeitar o meu. 

com amor e com afeto, 
eu amo você, Mc Rebis! ♥

daquela conversa. /3



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'como cetá?' 'indo ...' 'por vontade própria?' 'não, só deixando a vida empurrar' 'pra frente ou pra trás?' 'para os lados' 'direito ou esquerdo?' 'esquerdo' 'só?' 'gosto de andar em círculos' 'assim não se sai do lugar' 'quem disse que quero?' 'me deixa de empurrar' 'por que se importa?' 'deixa?' 'e se você cansar?' 'a vida nunca cansa' 'isso não consola' 'ainda não respondeu' 'ainda tô pensando' 'no que?' 'o que eu tenho a ganhar?' 'nada, só vai perder' 'exemplo, por favor' 'não tenho e não darei' 'e o medo?' 'será uma das perdas' 'segura minha mão?' 'só tenho abraços' 'quando começamos?' 'agora, vire a direita' 'e depois?' 'quem se importa?'.

onde encontrar o amor?



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será no tinder? no badoo? no twitter? num blog qualquer? no adote um cara? numa sala do chat uol? ou do chat terra? num grupo fechado do facebook? ou então numa antiga comunidade de orkut? quem sabe num grupo de whatsapp? será que na fila do banco? ou na do pão? sentado do seu lado no busão? no lastfm? naquele show da sua banda favorita? num bloco de carnaval? numa festa estranha com gente esquisita? no par perfeito? no balcão de um bar? na nova rede ello? dentro de você?

fui na feira e ganhei sorrisos.



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quando o seu amigo começa a namorar é impossível evitar aquele pensamento de cabô-se-o-que-era-doce. mas então a Dai veio e me mostrou que o doce só ficaria mais doce! que sorte a minha, que sorte a de vocês e que sorte a nossa. mesmo sem nenhum contato físico, ela se mostrou tão amável e tão confiável, que logo saquei como ela conseguiu fisgar o coração agitado do Deni. eu não pude acompanhar tão de perto a desenvoltura desse relacionamento, mas eu não podia perder a oportunidade de estar perto num momento tão importante. 
no dia vinte de setembro de dois-mile-catorze vocês deram mais um passo juntos no felizes para sempre. minha oração é para que cada dia seja tão valorizado quanto aquele sábado foi. quero chegar no dia do meu casamento com a mesma calmaria que a Dai e com toda a certeza que o Deni me passou, amém! me orgulho muito de vocês, que se tornaram referências pra mim. 
espero ansiosamente pela visita do casal em minha humilde residência - logo vocês só estão autorizados a vir a partir do ano que vem, sendo assim vão se programando e me dando a prioridade na visita, visse? 
as canjicas expostas só comprovam a felicidade que estava dançando dentro de cada coração. 

eu amo você, Deni. 
eu amo você, Dai.
eu amo muito vocês dois juntos! ♥

Bell(eza) de minha vida.


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no último sábado (vinte de setembro de dois-mile-e-catorze) eu realizei um sonho que nasceu no dia vinte três de junho de dois-mile-dez, quando ela me apareceu como 'Cris Souza' e cheia do afeto em suas palavras. há quem não valorize um comentário, mas há outras tantas pessoas como nós que valorizamos tanto que quando se toca já é parte uma da outra. mas ela não se contentou só em ser a 'Cris Souza' e no dia catorze de agosto, do mesmo ano, ela veio também como 'Bell Souza', porque afeto bom vem em dose dupla - pra minha sorte!
os meses foram se passando e esticando o afeto que nos unia, até chegarmos no dia cinco de março de dois-mil-e-doce e nos tornamos amigas no facebook e estreitarmos os laços criados no antigo blog. eram recados e sms que me fazia perceber que aquela baiana tinha vindo pra ficar e encantar a minha passagem por esse mundo.
foram algumas horas, algumas ótimas e inesquecíveis horas ao seu lado, minha coisinha mais linda do mundo! é tão maravilindo demonstrar e receber afeto sem medo, ser a gente e ao invés de repreensão receber abraço. 
já espero ansiosamente pelos próximos abraços.

eu amo você, minha Bell ♥

consta ações.



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sempre me contentei com pouco, nunca cobrei demais das pessoas por medo delas desistirem de mim. eu não sei quem sou por mim, tenho o mau costume de me misturar com meus relacionamentos. às vezes penso que não passo de uma farsa para conquistar e quebrar corações. 
gosto de carinho e sou uma fã declarada de abraços. acho que é resultado da criação que recebi de minha mãe e minha tia caçula - que me ensinaram que dormir ou só deitar entrelaçada com outra pessoa é muito bom. 
tenho uma atração forte por orelhas, pra mim é o melhor lugar de fazer e receber carinho. só não me lembro onde ou quando a adquiri, mas sempre que tenho oportunidade eu agarro a orelha alheia. 
conservo amor mesmo depois do rompimento. me esforço ao máximo pra aceitar que o outro tem todo o direito de seguir a vida sem minha companhia, mas com aquele sentimento egocêntrico de que minha ausência fará eco em seu coração. 
coleciono datas como se fossem chaveiros. gosto de celebrar as semanas, os meses e principalmente os anos ao lado daqueles que são meus motivos de sorrir. o que pra alguns são meros números, pra mim são constatações de que quanto mais melhor. 
danço com a solidão e perco a linha quando acompanhada. só me mostro quando me sinto segura, só bebo na companhia de quem me passa confiança, só sou eu quando me misturo no outro. 

pontos sem chaves.



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o destino de minhas viagens sempre foram pessoas;
minha motivação se encontra nos sorrisos que estão guardados pra mim;
o que leva minhas mariposas estomacais a dançarem é saber que tem gente a me esperar;
meu coração transborda de felicidade em saber que grande será a quantidade de abraços que irei receber.

do(lo)res.



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mais um sofrimento que chega ao fim e junto com ele um relacionamento. eu gosto de sofrer, gosto de chegar ao fundo do poço e mergulhar na fossa. na vitrola só toca aquelas músicas que fazem o coração murchar feito rosa velha. releio mensagens, textos e analiso milimetricamente cada fota. stalkeio cada passo e cada postagem. levo o sofrimento a sério, valorizo cada minuto de dor e choro. deixo minha saúde se abalar, meu corpo queimar em febre e os hematomas se espalharem.
 assim foram minhas últimas semanas, na verdade foram meus últimos meses. o luto demorou mais do que o previsto, porque meu coração não estava acostumado a se apaixonar de verdade por uma pessoa só. e hoje isso acabou, porque a trilha sonora, as preocupações, os sonhos, os pensamentos e os objetivos trocaram de roupa.
recebi um conselho que dizia: mergulha na fossa, mas saia renovada. então ... eis-me aqui, novinha e quase em folha. 

vide bula.




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a identidade afirma que cheguei na casa dos 24, mas o corpo e a mente pararam na puberdade. café com leite, cerveja gelada e leite queimado. faculdade de matemática e aulas particulares. tpm ao contrário. sentimentalista e dramática de fábrica, acomodada pelo tempo. coleciono paixões, chaveiros, canecas e corações quebrados. uso música pra marcar o tempo, pra passar o tempo e pra melhorar meu tempo. gosto de cheiro de livro novo e sabonete de erva doce. bala mole e chiclete de menta. chocolate ao leite. batata frita com sorvete. pudim antes de qualquer refeição. o abraço mais gostoso da cidade. mania de lavar as mãos e só dormir de meias. não sei rir de nada, porque vim com um dispositivo alterado pra gargalhar alto e escandalosamente. sou canela verde por obrigação e nordestina por escolha do coração. tenho quase que um dialeto próprio e odeio gente que tenta me corrigir. só uso letra maiúscula no papel ou em e-mail para estranhos. escrevo carta de lápis. margaridas e girassóis. tatuagens pra ilustrar o que tem por dentro. dias nublados são meus favoritos e chuva só se não for sair de casa. banho quente sempre. 

ato qualquer.



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tô passando por mais um daqueles momentos em que a vida se bagunça toda. e quando digo isso é porque foi tudo revirado e deixado de qualquer jeito. e como em todas as vezes eu me sento, na verdade eu me deito e fico só observando. porque sempre tem mais alguma coisa pra se soltar do teto e não quero nada caindo na minha cabeça. já me basta o coração que se encontra em farelos e o sangue ralo que me corre nas veias. a gente só repara o estrago quando ele já não cabe mais embaixo do tapete, quando o sorriso amarelo não aparece, quando qualquer motivo é o suficiente pra fazer os olhos lacrimejarem e quando não se tem motivos pra sair da cama. eu sei que é fase, eu sei que vou sobreviver, eu sei que tudo vai melhorar, eu sei ... mas às vezes eu esqueço, enlouqueço e não me reconheço.