sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

pluralidade singular.



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quem me vê sorrindo nem imagina todo o maquinário que há por trás. a maioria só repara na quantidade de dentes que consigo mostrar. nem todos conseguem notar a chama que se acende nos meus olhos, talvez porque não seja qualquer um que consiga fazê-la se acender. só os íntimos conseguem perceber os saltos ornamentais que meus rins dão.
cada sorriso exige voltas e mais voltas de várias rodas gigantes existentes dentro de meu pequeno corpo. uma pra cada órgão do corpo. já que sorriso de verdade vem de dentro pra fora, pois os dentes são meros manequins do que temos no coração.

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