daquela conversa. /3



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'como cetá?' 'indo ...' 'por vontade própria?' 'não, só deixando a vida empurrar' 'pra frente ou pra trás?' 'para os lados' 'direito ou esquerdo?' 'esquerdo' 'só?' 'gosto de andar em círculos' 'assim não se sai do lugar' 'quem disse que quero?' 'me deixa de empurrar' 'por que se importa?' 'deixa?' 'e se você cansar?' 'a vida nunca cansa' 'isso não consola' 'ainda não respondeu' 'ainda tô pensando' 'no que?' 'o que eu tenho a ganhar?' 'nada, só vai perder' 'exemplo, por favor' 'não tenho e não darei' 'e o medo?' 'será uma das perdas' 'segura minha mão?' 'só tenho abraços' 'quando começamos?' 'agora, vire a direita' 'e depois?' 'quem se importa?'.

onde encontrar o amor?



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será no tinder? no badoo? no twitter? num blog qualquer? no adote um cara? numa sala do chat uol? ou do chat terra? num grupo fechado do facebook? ou então numa antiga comunidade de orkut? quem sabe num grupo de whatsapp? será que na fila do banco? ou na do pão? sentado do seu lado no busão? no lastfm? naquele show da sua banda favorita? num bloco de carnaval? numa festa estranha com gente esquisita? no par perfeito? no balcão de um bar? na nova rede ello? dentro de você?

fui na feira e ganhei sorrisos.



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quando o seu amigo começa a namorar é impossível evitar aquele pensamento de cabô-se-o-que-era-doce. mas então a Dai veio e me mostrou que o doce só ficaria mais doce! que sorte a minha, que sorte a de vocês e que sorte a nossa. mesmo sem nenhum contato físico, ela se mostrou tão amável e tão confiável, que logo saquei como ela conseguiu fisgar o coração agitado do Deni. eu não pude acompanhar tão de perto a desenvoltura desse relacionamento, mas eu não podia perder a oportunidade de estar perto num momento tão importante. 
no dia vinte de setembro de dois-mile-catorze vocês deram mais um passo juntos no felizes para sempre. minha oração é para que cada dia seja tão valorizado quanto aquele sábado foi. quero chegar no dia do meu casamento com a mesma calmaria que a Dai e com toda a certeza que o Deni me passou, amém! me orgulho muito de vocês, que se tornaram referências pra mim. 
espero ansiosamente pela visita do casal em minha humilde residência - logo vocês só estão autorizados a vir a partir do ano que vem, sendo assim vão se programando e me dando a prioridade na visita, visse? 
as canjicas expostas só comprovam a felicidade que estava dançando dentro de cada coração. 

eu amo você, Deni. 
eu amo você, Dai.
eu amo muito vocês dois juntos! ♥

Bell(eza) de minha vida.


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no último sábado (vinte de setembro de dois-mile-e-catorze) eu realizei um sonho que nasceu no dia vinte três de junho de dois-mile-dez, quando ela me apareceu como 'Cris Souza' e cheia do afeto em suas palavras. há quem não valorize um comentário, mas há outras tantas pessoas como nós que valorizamos tanto que quando se toca já é parte uma da outra. mas ela não se contentou só em ser a 'Cris Souza' e no dia catorze de agosto, do mesmo ano, ela veio também como 'Bell Souza', porque afeto bom vem em dose dupla - pra minha sorte!
os meses foram se passando e esticando o afeto que nos unia, até chegarmos no dia cinco de março de dois-mil-e-doce e nos tornamos amigas no facebook e estreitarmos os laços criados no antigo blog. eram recados e sms que me fazia perceber que aquela baiana tinha vindo pra ficar e encantar a minha passagem por esse mundo.
foram algumas horas, algumas ótimas e inesquecíveis horas ao seu lado, minha coisinha mais linda do mundo! é tão maravilindo demonstrar e receber afeto sem medo, ser a gente e ao invés de repreensão receber abraço. 
já espero ansiosamente pelos próximos abraços.

eu amo você, minha Bell ♥

consta ações.



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sempre me contentei com pouco, nunca cobrei demais das pessoas por medo delas desistirem de mim. eu não sei quem sou por mim, tenho o mau costume de me misturar com meus relacionamentos. às vezes penso que não passo de uma farsa para conquistar e quebrar corações. 
gosto de carinho e sou uma fã declarada de abraços. acho que é resultado da criação que recebi de minha mãe e minha tia caçula - que me ensinaram que dormir ou só deitar entrelaçada com outra pessoa é muito bom. 
tenho uma atração forte por orelhas, pra mim é o melhor lugar de fazer e receber carinho. só não me lembro onde ou quando a adquiri, mas sempre que tenho oportunidade eu agarro a orelha alheia. 
conservo amor mesmo depois do rompimento. me esforço ao máximo pra aceitar que o outro tem todo o direito de seguir a vida sem minha companhia, mas com aquele sentimento egocêntrico de que minha ausência fará eco em seu coração. 
coleciono datas como se fossem chaveiros. gosto de celebrar as semanas, os meses e principalmente os anos ao lado daqueles que são meus motivos de sorrir. o que pra alguns são meros números, pra mim são constatações de que quanto mais melhor. 
danço com a solidão e perco a linha quando acompanhada. só me mostro quando me sinto segura, só bebo na companhia de quem me passa confiança, só sou eu quando me misturo no outro. 

pontos sem chaves.



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o destino de minhas viagens sempre foram pessoas;
minha motivação se encontra nos sorrisos que estão guardados pra mim;
o que leva minhas mariposas estomacais a dançarem é saber que tem gente a me esperar;
meu coração transborda de felicidade em saber que grande será a quantidade de abraços que irei receber.

do(lo)res.



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mais um sofrimento que chega ao fim e junto com ele um relacionamento. eu gosto de sofrer, gosto de chegar ao fundo do poço e mergulhar na fossa. na vitrola só toca aquelas músicas que fazem o coração murchar feito rosa velha. releio mensagens, textos e analiso milimetricamente cada fota. stalkeio cada passo e cada postagem. levo o sofrimento a sério, valorizo cada minuto de dor e choro. deixo minha saúde se abalar, meu corpo queimar em febre e os hematomas se espalharem.
 assim foram minhas últimas semanas, na verdade foram meus últimos meses. o luto demorou mais do que o previsto, porque meu coração não estava acostumado a se apaixonar de verdade por uma pessoa só. e hoje isso acabou, porque a trilha sonora, as preocupações, os sonhos, os pensamentos e os objetivos trocaram de roupa.
recebi um conselho que dizia: mergulha na fossa, mas saia renovada. então ... eis-me aqui, novinha e quase em folha. 

vide bula.




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a identidade afirma que cheguei na casa dos 24, mas o corpo e a mente pararam na puberdade. café com leite, cerveja gelada e leite queimado. faculdade de matemática e aulas particulares. tpm ao contrário. sentimentalista e dramática de fábrica, acomodada pelo tempo. coleciono paixões, chaveiros, canecas e corações quebrados. uso música pra marcar o tempo, pra passar o tempo e pra melhorar meu tempo. gosto de cheiro de livro novo e sabonete de erva doce. bala mole e chiclete de menta. chocolate ao leite. batata frita com sorvete. pudim antes de qualquer refeição. o abraço mais gostoso da cidade. mania de lavar as mãos e só dormir de meias. não sei rir de nada, porque vim com um dispositivo alterado pra gargalhar alto e escandalosamente. sou canela verde por obrigação e nordestina por escolha do coração. tenho quase que um dialeto próprio e odeio gente que tenta me corrigir. só uso letra maiúscula no papel ou em e-mail para estranhos. escrevo carta de lápis. margaridas e girassóis. tatuagens pra ilustrar o que tem por dentro. dias nublados são meus favoritos e chuva só se não for sair de casa. banho quente sempre. 

ato qualquer.



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tô passando por mais um daqueles momentos em que a vida se bagunça toda. e quando digo isso é porque foi tudo revirado e deixado de qualquer jeito. e como em todas as vezes eu me sento, na verdade eu me deito e fico só observando. porque sempre tem mais alguma coisa pra se soltar do teto e não quero nada caindo na minha cabeça. já me basta o coração que se encontra em farelos e o sangue ralo que me corre nas veias. a gente só repara o estrago quando ele já não cabe mais embaixo do tapete, quando o sorriso amarelo não aparece, quando qualquer motivo é o suficiente pra fazer os olhos lacrimejarem e quando não se tem motivos pra sair da cama. eu sei que é fase, eu sei que vou sobreviver, eu sei que tudo vai melhorar, eu sei ... mas às vezes eu esqueço, enlouqueço e não me reconheço. 

um dedo de prosa. [72]




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ela: bela bunda.
ele: obrigada.
ela: mas eu prefiro a minha.
ele: todos nós!
(risos)

frase. / vinte quatro.



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# se há gosto, foi-se com agosto. 

por fim.



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receber um 'não' é menos doloroso do que receber um 'não sei'. a dúvida vai nos matando aos poucos, vai correndo o otimismo através de pequenas e dolorosas mordidas, te deixa sem saber se vai ou se fica e pior: te faz pensar em dar meia volta e mudar a direção. 
colocar um ponto final em qualquer relacionamento é menos cruel do que pedir um tempo. se a dúvida já chegou a boca é porque o coração já perdeu toda a certeza. você não sabe se aquela pessoa ainda é sua ou se você tá no direito de procurar por outra que lhe queira. 
o meio termo não é lugar de ficar e nem de colocar outro em seu lugar. muros foram feitos para serem pulados, porque ninguém é obrigado a ficar no lado que já não lhe causa mais prazer. 
cortar o mal pela raiz é mais misericordioso do que arrancar somente uma galha ou uma flor. porque se terá certeza de que ali não brotará mais nada, logo estamos livres para cultivarmos outra flor ou fruto.
enfim, é hora de evitar o fim.

um dedo de prosa. [71]




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ela: ~toc toc~
ele: só entrar entrar!
ela: a casa não é minha.
ele: mas pode ser nossa!

sentimental.




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atualmente, o amor da minha vida tem nome composto e reside no nordeste. é daquele tipo de amor que é maior que as regalias que a vida de solteiro proporciona. eu só não sei se ele é pra agora ou para um futuro qualquer. há quem diga que seria melhor desapegar, outros que dizem que devo fugir pra lá e a minha razão que me diz que há tempo para todas as coisas. 
eu sempre desejei casar e compartilhar minhas viagens/filmes/seriados/último-chocolate com alguém, mas com o passar dos anos eu percebi que fazer isso sozinha era mais fácil e prático. gosto da minha solidão, de dormir fora e de conhecer abraços diferentes - claro que nenhum substitui aquele que só recebo quando chego em recife.
tou contando os dias para minhas próximas viagens, que estão com datas marcadas, passagens compradas e pessoas marcadas. claro que eu queria ele do meu lado, mas isso não me abate. relacionamentos nunca foram minha prioridade e acho que nunca serão, o que não quer dizer que qualquer dia eu largue tudo e fuja para os braços daquele que irá me acompanhar em tudo, desde compras no mercado até o desbravamento dos países orientais.
juro que não tenho pressa disso acontecer, pois não quero e nem nunca quis depositar minha felicidade em um único coração.
nada aqui é exato, nada em mim é pra sempre e o amanhã a Deus pertence!

sobre aquela ausência.



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no ano de dois mil meu presente de dia das crianças chegou com um mês de antecedência, tinha um metro e setenta, barriga saliente e pisava no estilo raso-fundo. nosso primeiro abraço rolou num laboratório no centro da capital e eu não consigo lembrar quando foi o último. 
eu estava vivendo os últimos suspiros da infância e ele teve uma participação mais do que essencial na minha vida. na companhia dele eu podia ser a menina que o povo conhecia na rua, que tinha a boca mais suja que os moleques e que sabia cantar quase todas as músicas que tocavam na rádio - ele achava isso um máximo e nunca perdia a oportunidade de contar para os amigos. 
ele foi confidente de minhas brigas escolares, das minhas paixões pelos rapazes mais velhos - que um tempo depois se tornaria por rapazes mais novos -, dos meus questionamentos a respeito de tatuagem e piercings, das minhas teorias sobre como a vida deveria funcionar, dos meus medos, dos meus sonhos e das minhas experiências com o álcool. eu não tinha nenhum medo de contar qualquer coisa pra ele, porque ele esperava eu terminar de falar antes de me condenar e dizia que fazia parte da idade. 
gostava de andar no banco do carona e olhar pro velocímetro do carro e notar que o ponteiro estava chegando a marca do 120 km/h.  acho que essa é a minha maior saudade. (snif)
desde dois mil e nove eu digo para as pessoas que não tenho pai, mas não é porque ele morreu - antes fosse. porque a morte é mais fácil de conviver do que a indiferença ou o abandono. mas durante nove anos eu tive um pai que foi o melhor amigo que eu já tive, que me conhecia melhor que a minha avó, que sabia me agradar como se fosse a coisa mais fácil do mundo e que tinha o melhor colo do mundo. 
domingo eu fui obrigada a ler várias declarações de afeto de filhos para seus pais maravilhosos e me senti com nove anos, me senti sobrando nessa comemoração que alguns só enxergam como data comercial. 
nunca senti inveja de quem tem um pai foda, nunca quis ter um pai igual ao do fulano e nunca me deixei abater pela ausência do meu. vivi meus primeiros dez anos de vida sem e estou há cinco anos revivendo tudo de novo. hoje é mais difícil, mais penoso e chega causar estragos na minha alma, porque uma coisa é tu nunca ter tido algo e outra é tu vê indo embora por vontade própria.

nota mental. /3



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difícil não é encontrar alguém que lhe retribua amor na mesma medida que tu oferece. não vejo complicação nenhuma em tentar e conseguir conquistar um alguém. e não é raro de se encontrar belas histórias de amor porai. 
o caminho se estreita e se arrocha quando temos o coração sapateado, mas não deixamos de acreditar que da próxima vez vai ser diferente. difícil é não perder a fé no amor quando o que só encontramos pelo caminho é indiferença e ausência. complicado mesmo é oferecer o coração remendado pra alguém sem pensar que o remendo pode se partir a qualquer momento. raro mesmo é ter esperança de viver uma bela história de amor quando a vida só lhe conta história de terror.

frase. / vinte três.




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# no meu apreço, não há preço. 

ato cem e dez.



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minhas últimas paixões moram longe, tão longe que me fazem pensar que foi melhor assim. aprendi a cultivar saudade desde cedo e desde então minha plantação só faz aumentar a cada dia. não sei lidar com amores ou paixões que estejam há alguns minutos no busão ou bicicleta. passei tanto tempo ocultando meus sentimentos que às vezes penso que eles de fato não existem, quem é que sabe? eu confesso ter uma lista de preferências e a principal delas é: morar longe. fora do meu alcance, para evitar que de uma forma ou outra eu meta os pés pelas mãos. 
eu passei muito tempo gostando de mim que esqueci de como é gostar e cuidar do outro, pior do que isso é achar que ninguém nunca saberá gostar ou cuidar de mim como eu acho que mereço. mas o que eu mereço se nada tenho pra oferecer? relacionamentos precisam ser vias de mão dupla, mas a minha estrada tem sido cada dia mais uma via de mão única pra solidão. 

evidências.



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a vida e a sua teoria de: vou arrumar outro pra te esquecer. isso acontece com móveis, eletrônicos, imóveis, automóveis e pessoas. estamos sempre substituindo as coisas e as pessoas na tentativa de sufocar o sentimento que cultivamos por ela. eu nunca acreditei nisso, talvez porque comigo isso nunca funcionou. 
você não gosta das coisas ou das pessoas da mesma maneira, logo um sentimento não é capaz de anular o outro. cada coisa ou pessoa te conquista por motivos e razões variadas. você pode deixar cair no esquecimento, tirar da evidência em sua vida e ainda sim ele vai viver eternamente nas sua memória - para servir de martírio nos sábados chuvosos. seu presente não deve ser usado pra apagar o passado, seja ele bom ou ruim. 

ih, sônia!



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nas minhas noites de insônia eu fico a pensar que não estou só nesse bonde do vira pra cá, roda pra lá, tira o lençol do lugar e nada do sono chegar. meu sono vem divido em duas suaves prestações: junto com o sol e depois do almoço. quem foi que inventou que só podemos dormir na ausência do rei sol? a noite e principalmente a senhora madrugada são anfitriões de nossos melhores momentos. talvez pela ausência inibidora da platéia. não se preocupe com as olheiras, elas são charmosas. contemple os detalhes do teto, ouça uma música nova e escreva sobre.