sete.



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Na tela o aviso de que havia uma nova mensagem e uma chamada perdida. Quase que por instinto ela retornou a ligação, mas desligou no segundo toque e foi colocar uma roupa. Não, ela ainda não tinha lido a mensagem.
Enquanto isso, do outro lado da cidade, era a vez dele de perder a hora no banho. O repertório que antes tinha somente três músicas, passou a ter dez, que por coincidência - ou não -  eram todas as músicas que haviam tocado na loja de sucos. Sim, uma memória de elefante!
Mesmo com a curiosidade corroendo seu corpo aos poucos, ela se segurou até chegar na varanda. Jogou as pernas para cima da mesa e deitou na cadeira. Pegou o celular e foi procurar pela nova mensagem.
Depois de quase esvaziar a caixa d'água, ele desligou o chuveiro e enrolou a toalha na cintura - sim, ele era desses! -, foi procurar pelo celular e se tocou de que havia esquecido no carro. Agiu como ela, saiu de casa e foi até o carro, só que de toalha e descalço! 
Antes mesmo de ler a mensagem, ela resolveu mandar uma. Sim, muito atrevida!
Foi então, a vez dele de pegar o celular e sorrir.


r'eleven.

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  • não entro no banheiro sem chinelo - mesmo depois de lavá-lo.
  • ando sem óculos e com fones quando não quero falar com as pessoas na rua - quando não funciona eu finjo que não vi e sigo em frente.
  • sento no ônibus com as pernas para cima - sim, como se estivesse no sofá da minha casa.
  • acredito que a minha avó vai viver para sempre! - ai de quem disser o contrário ¬¬
  • escuto funk quando não tem ninguém olhando - e você não pode me julgar!
  • sou viciada em seriados dramáticos e filmes de animação - de uma ponta a outra.
  • sou apaixonada por homens de mãos grandes e cabelo bagunçado - gosto é gosto!
  • cultivo a síndrome do depois-eu-faço.
  • pareço legal, mas limpo os pés nos tapetes alheios - quem nunca? '-'
  • tenho problemas para continuar as estórias que eu mesma crio.
  • só estou fazendo isso para alegrar a minha paçoca-coruja - o que a gente não faz pela pessoa amada, né?
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1. Qual é o seu maior objetivo para 2012? 
 terminar a faculdade, porque eu cansei de ser estagiária e quero ser ryca! 



2. Qual seu sabor favorito de sorvete? 
 chocomenta - porque não existe outro melhor, se bem que o de graviola também é uma boa pedida.



3. Qual é o objeto que você ainda possui que te traz lembranças fortes?  
 um caderno de perguntas que eu fiz em 2003 - porque naquela época não existia formspring.



4. Qual é a sua definição de respeito? 
  é o ato de aceitar a diferença alheia.



5. Pegando bigu na pergunta anterior, num relacionamento (do tipo namoro/casamento/amancebação) o que vem primeiro: respeito ou amor? 
 vem primeiro para que? pra rolar? acho que respeito não deve entrar nessa competição, porque devemos respeitar a todos, independente de estarmos ou não afim delas. mas também não direi que o amor vem primeiro, porque esse round quem leva é o senhor: interesse, sem ele o amor não tem chances de existir. (sabe?)



6. Qual foi o seu desenho animado favorito na infância? 
 na minha infância existia desenho animado de verdade: o fantástico mundo de bob, banana de pijamas, doug, a vaca e o frango, caio *-*  e acho que era pra dizer só um, né? ._.


 
7. Qual é a sua música favorita atual e a favorita de todos os tempos? 
 atualmente: Ainda Bem de Marisa Monte - me faz acreditar que ainda vou arrumar alguém!

 forevemente (?) : Faroeste Caboclo do eterno Renato Russo - foi a primeira música que eu aprendi a cantar.


8. Eu coleciono trechos de livros, e você, coleciona alguma coisa? 
 eu coleciono colecionar coisas, tipo: chaveiros, tirinhas de jornal, latas de nescau, letras de música, embalagens de doces, notas fiscais, ingressos de cinema, provas (...)



9. Qual é o livro mais merda que você já leu? 
 tô em dividida entre: o diário de anne frank e felicidade clandestina de Clarice.



10. Qual é o conselho que você dá para os outros, mas que não serve para você? 
 todos? ._.



11. Qual você prefere ter como bicho de estimação? a)gato b)cachorro c)peixinho dourado d)cobra/lagarto/iguana e)caixinha de fósforo.
eu posso escolher a alternativa C e trocar a cor do peixe? 

um dedo de prosa [53]



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Ela: às vezes, eu acho que gosto de você.
Ele: e nas outras vezes?
Ela: eu tenho certeza!
(oun)

love me or leave me.



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você já gostou tanto de algo a ponto de imaginar que sem ele seria impossível continuar a viver?! pois então, isso acontece todos os dias e com todos os humanos.
você se apaixona e se entrega de tal forma, que esse algo se torna a sua razão de viver e o motivo pra você abrir os olhos de manhã. tudo que você faz gira em torno dele. acaba de tornando um vício. uma parte do seu corpo.
as horas passam. os dias passam. as semanas passam. os meses passam. os anos passam.
daí, como a vida/o destino gosta de uma sacanagem, esse tal algo se vai ou se perde pelo caminho.
é o momento em que pensamos que vamos morrer, que já não existe motivo pra viver e muito menos pra sair da cama. 
os dias são sem cor e sem graça. tudo ganha um tom escuro e sombrio. 
achamos que o nosso lugar é no fim do poço e que ao chegarmos lá iremos morrer.
de fato, tudo é só um drama.
novamente, as horas passam. os dias passam. as semanas passam. os meses passam. os anos passam.
quando menos esperamos já estamos vivendo novamente. é o nosso momento. momento de fazer novos planos. desejar novos sonhos. cuidar da gente e da mente.
daí, como a vida/o destino gosta de uma sacanagem, coloca novamente em nossas mãos algo novo, pelo qual nós iremos nos entregar e nos apegar loucamente. 


faixa 103.



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-  e eu tive tudo sem saber quem era eu...  (♪)




casos e há casos.


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Um encontro pra lá de casual. Ela perdeu o ônibus e ficou criando raízes no ponto-de-ônibus. Ele chegou minutos depois, todo cheiroso; descabelado e sem camisa. Ela não disfarçou a satisfação que teve ao olhar aqueles cachos úmidos, pregou os olhos e não tirou mais! Ele pareceu ter ficado acanhado, então vestiu a camisa, do uniforme, que estava dentro da mochila - a qual trouxe outra satisfação: ele era mais novo! Foi golpe baixo, ela ficou tão inquieta e para sua sorte o ônibus, finalmente, apareceu. Ela chegou bem perto dele e sussurrou:
- me permite?
A vergonha e a timidez ficaram estampadas na cara do rapaz. 
- sinta-se à vontade.
Ela não perdeu tempo, meteu a mão na nuca dele e ajeitou a etiqueta. Rodou a roleta e foi se sentar no último banco.

frase. /quinze



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# não sei muito sobre o futuro, mas uma coisa é certa: você já faz parte dele.


good life.



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eu te amo.
te amo na primavera e te amo no outono. te amo no frio e te amo no calor. te amo na quarta-feira e te amo no sábado. te amo no feriado. te amo em março e te amo em outubro. te com sol e te amo com chuva. te amo em pé e te amo sentada. te amo ontem e te amo hoje. te amo no baixo e te amo no alto. te amo com música e te amo no silêncio. te amo com beijo e te amo com abraço. te amo no começo e te amo no meio. te amo no escuro e te amo no claro. te amo com verde e te amo com cinza. te amo de salto e te amo de tênis. te amo de terno e te amo de bermuda. te amo na china e te amo em roma. te amo de tarde e te amo de madrugada. te amo dormindo e te amo acordada. te amo pra cima e te amo pra baixo. te amo feliz e te amo triste. 
só, te amo.
♥





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foi por saber que não duraria para sempre que ela aceitou, não que ela fosse do tipo que fugia do compromisso, esse era o jeito dela e fim. aceitou de coração e alma aberta, ignorou todas as feridas e espantou todos os fantasmas! não arrumou bagunça e nem separou um lugar especial, queria que tudo fosse acontecendo no seu natural. recusou todo e qualquer conselho, àquele era o seu momento e de mais ninguém. em vez de ter um sorriso estampado, ela derramava lágrimas! lágrimas doces, que faziam seus olhos brilharem. lágrimas que demonstravam satisfação e realização. sabia que não iria durar para sempre, fazia questão de sempre se lembrar disso e por nunca se esquecer é que nunca acabou!


seis.



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Antes dele fazer qualquer piadinha ou comentário, ela se virou e entrou. Enquanto isso, sua consciência e sua emoção dialogavam dentro de sua mente: 'quando será que ele vai ligar?' 'se é que ele vai ligar, né?', para colocar fim naquela conversa ela abriu a porta e e correu para o banheiro, precisava de um banho.
Mesmo acreditando na ousadia dela, ele resolveu conferir e procurar o número dela. Pesquisou por 'Dora' e não encontrou nada, por alguns minutos perdeu a esperança e chegou até imaginar que ela havia mentido para ele. 
A água morna caia pelo seu corpo e ela repassava repetidamente as cenas daquela tarde insólita por sua mente. Aproveitou que estava sozinha e colocou a banheira para encher, não tinha a menor pressa de sair do banheiro.
Ele por sua vez jogou o celular no banco do carona e seguiu rumo. O som da gargalhada dela não saia da sua cabeça, então ele resolveu ligar o som no máximo!
Entre espumas e patinhos de borracha, ela se divertia no banho. Criando diálogos e evitando as expectativas.
E lá estava ele, com o carro estacionado e o celular na mão. Foi quando finalmente a sua ficha caiu.
Suas mãos e seus pés pareciam pertencer a uma mulher de 101 anos, então ela se enrolou na toalha e foi para o quarto. Antes de procurar uma roupa, ela foi procurar pelo celular e quando o encontrou, sorriu.


aviso [4]:


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 A folia rola do outro lado da avenida!
:*

cinco.



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Dizem que quando a coisa é boa, a gente não percebe a correria dos ponteiros pelo relógio. Foi exatamente o que aconteceu com eles naquela tarde. 
- Eu nunca tomei tanto suco na vida!
- Aconselho a senhorita a dormir de fraldas hoje.
- É o que você faz?
- Às vezes.
Entre sucos e risos, eles foram se conhecendo. Ela descobriu que ele era filho único e três anos mais velho. Já ele percebeu que ela sempre batia nos joelhos ao sorrir e mordia o canto dos lábios quando ficava em silêncio.
- Você sempre sai com estranhos?
- Você sempre convida estranhas pra sair?
- Só as que eu encontro descalças pelos elevadores.
- Sei ... sei.
- Acho que a senhorita bebeu demais, vamos pra casa?
- Só mais um e nós podemos ir.
A verdade é que ela acabou tomando mais quatro sucos, faltou pouco pra ela experimentar todos os sucos do cardápio. Enquanto ela foi no banheiro - pela nona vez - ele foi pagar a conta.
Enquanto ela fechava a porta do carro, ele não se aguentou e perguntou:
- Não vai me passar seu número?
- Ele já tá salvo no seu celular.

um dedo de prosa [52]



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Ele: wow.!
Ela: o que?!
Ele: como você cresceu.!
Ela: é o sutiã novo.
(risos)

já é sensação!



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viajei dentro de um balão,
com você segurando a minha mão.

viajei dentro de um balão,
levando comigo a esperança e o coração.

viajei dentro de um balão,
comendo açúcar e mamão.

viajei dentro de um balão,
precisava tirar os pés do chão.


quatro.



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Mil coisas se passaram na cabeça dela. Ela não sabia o que responder, porque pensava não saber do que ele estava falando. 
- Andou pesquisando a minha vida na internet?
Soltou um sorrisinho, porque não queria nenhum clima ruim.
- Quase. A verdade é que eu ouvi sua mãe gritar seu nome completo, segundos antes de você entrar no elevador.
Ele também riu, porque não queria deixá-la constrangida.
- Touché. Vinhemos aqui pra beber ou pra conversar?
- Podemos fazer os dois, se você não se importar.
- Você vem sempre aqui?
- Só todos os dias.
- Alguma dica?
- Você seria capaz de confiar em um estranho?
- Surpreenda-me!
Uma piscadela e a garçonete já estava de prontidão para anotar os pedidos. 
- Pronto, agora a gente pode conversar?


faixa 85



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- I dare you to let me be your, your one and only. (♪)


ato noventa dois.



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É, mais uma noite estou indo para cama sem a sua companhia. Me pergunto até quando será assim? Até quando o travesseiro irá ocupar o lugar que é só seu?
Ah, como eu te quero aqui comigo. Aqui no lado esquerdo da minha cama, porque o lado esquerdo do meu peito você já ocupa faz meses! 
Eu não sei explicar o que é o amor, mas com certeza ele tem alguma coisa a ver com isso que eu sinto quando lembro de você. Ele deve ser a mistura desse cheiro bom que vem de você. 
Não se preocupe, meu querido. O que é nosso o tempo não pode levar!

A nossa noite vai chegar e quando ela chegar seremos só nós três: eu, o amor e você!



três.



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O paraíso, na verdade, era uma loja de sucos. Era o lugar que ele mais frequentava, depois da livraria.
- Primeiro as damas.
Era a primeira vez que ela entrava naquele lugar, apesar de conhecer a fama dos bons sucos que eram vendidos ali. Sempre que passava em frente dizia que iria voltar no dia seguinte, mas nunca voltou.
Uma garçonete apareceu e o abraçou calorosamente e disse:
- Pedro, sua mesa está vaga.
Ele agradeceu e lhe ofereceu um sorriso.
- É por ali.
Quando eles se sentaram, ela não perdeu tempo.
- Afinal de contas, qual é o seu nome?
- Como assim?
- Aquela moça te chamou de Pedro e você se apresentou como Guilherme pra mim.
- Do mesmo jeito que você se apresentou como Dora.
- O que você quer dizer?
- Que eu não sou o único a esconder o nome completo.

frase. /catorze



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# às vezes, não é o sentimento e sim a necessidade que nos leva à certos relacionamentos.


dois.



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Na verdade, ela demorou dezesseis minutos - sim, ele cronometrou o tempo.
Foi o tempo de procurar uma blusa qualquer e calçar o mesmo tênis de sempre.
- Onde você pensa que vai, senhorita?
- Mãe, o cara do elevador me chamou pra sair.
- Que cara?
- O que eu encontrei no elevador, enquanto fugia de você.
- VOCÊ FICOU NO ELEVADOR COM O RAPAZ? SÓ DE SUTIÃ?
- E descalça!
Ela respondia tudo com uma naturalidade tão grande, que sua mãe ficou sem saber se acreditava ou se lamentava. O motivo da fuga foi esquecido, ela bateu a porta e entrou no elevador. Assim que saiu, seus olhos o localizaram e ela foi em sua direção.
- Prazer, me chamo Dora.
Um sorriso amarelo e uma mão estendida, essa era a cena capturada por quem passava pela praça.
- Me chamo Guilherme e  na minha terra a gente cumprimenta as pessoas assim.
Ele estendeu a mão e a puxou pra perto, deu-lhe um abraço e três beijos nas bochechas. Antes dela ficar com vergonha, ele abriu a porta do carro.
- Onde vamos?
- Ao paraíso!