rá!



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motivo não faltará.
razão te sobrará.
circunstância virá.
o tempo dirá.
e o nós sobre viver irá!

frase. /vinte.



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# procurando lembrar do que eu preciso esquecer. 

foice.



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meu ex-futuro-amor,
perdi as contas de quantas vezes idealizei nosso encontro. quantas e quantas vezes acordei sorrindo porque tinha me encontrado contigo no meu sonho. criei diálogos na minha cabeça. escrevi textos e cartas-que-jamais-serão-postadas-no-correio. montei e desmontei playlist que poderiam embalar nossos passeios. selecionei filmes que eu queria assistir deitada ao seu lado. fiz de tudo, só esqueci de te avisar.

um dedo de prosa [61]



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Ela: vou te contar.
Ele: diga lá.
Ela: você levou meu coração.
Ele: e seus sentimentos?
Ela: escorreram para as pontas dos dedos.

F5!




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daí que tô morando em um novo lar, apesar de ter vivido nele durante meus primeiros dezeoito anos de vida. digo que é novo porque as coisas já não são como antes, a começar por mim. tô em fase de adaptação ainda e tenho uma leve certeza de que não terei tempo suficiente para me adaptar.
também tô de emprego novo, conhecendo um outro lado do mercado de trabalho e me dando a oportunidade de aprender um pouco mais. só pra constar: não abandonei minha paixão de dar aula, só diminui no ritmo, pra depois voltar com tudo!
e é claro, tô de namorado novo ... NÃO PERA! (risos)
algumas coisas continuam do mesmo jeito, é que tem coisas que não cabe a gente mexer ou trocar de lugar. vi minha vida rodar, ficar de cabeça pra baixo e num passe de milagre voltar a se ajeitar, não do jeito que era antes, mas de um forma melhor. de fato o mundo gira gira, volta pro mesmo lugar e não deixa nada no mesmo lugar. é,

faixa 107



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- sem perder o rumo, vou me encontrar também! (♪)

prima vera, vem aí!



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tentando organizar a zona que o verão passado causou, respondendo as dúvidas que o outono deixou e levando embora o medo que o inverno esqueceu pra trás. 
aquecendo o coração que congelou no último verão, curando as feridas que foram abertas no outono e trazendo de volta a esperança que o inverno levou por engano.
limpando as sujeiras do verão passado, encaixotando as memórias do outono e navegando no rio torto deixado pelo inverno.


sinto, mas.



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o grito estava preso, entalado na garganta e fazendo o ar parar de circular. o peso nas costas  estava se tornando cada vez mais desagradável. as perguntas ao invés de serem respondidas estavam se multiplicando mais rápido que coelho no cio. mesmo com sol cada amanhecer era sombrio e solitário. o doce se tornou salgado e o salgado insípido. o café perdeu o aroma e o leite azedou. placas mandavam seguir em frente, mas o caminho era só de volta. e foi quando a música perdeu a melodia que acabou-se o dia.

ri, mas.



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filó,
que rima com dó,
mas não é só.

miné,
que rima com chulé,
mas tem aroma de café.

sofia,
que rima com pia,
mas tem cara de bacia.

rebeca,
que rima com boneca,
mas é uma moleca.

joão,
que rima com sabão,
mas tem gosto de feijão.

maria,
que rima com companhia, 
mas mora na bahia.

mário,
que rima com armário,
mas tem pinta de canário.

gabriela, 
que rima com canela,
mas tá mais pra cinderela.

tadeu,
que rima com romeu,
mas não é meu.


complica e dados.



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evitar o amor por medo de se machucar é tão eficaz quando morrer de fome por medo de sair na rua pra comprar pão. temos como base de que o que nos causa dor/sofrimento é o outro e não a gente. nos esquecemos que somos nós quem alimentamos as expectativas e estamos sempre tentando converter o outro aos nossos padrões. nos frustamos com nós mesmos e ainda sim jogamos a culpa no outro por não aceitar ou realizar todas as nossas vontades. quando cansamos de colocar a culpa no parceiro, a gente culpa a mídia, dizendo que ela nos engana e nos ilude com suas reportagens. a culpa é sua, é nossa e é minha. o amor não dói, não faz sofrer e muito menos fode com a gente - tô me cansando de ler isso por aí. se você amou alguém e tá sofrendo, a culpa é toda sua. não por ter amado ou se entregado pra alguém, a culpa é sua por achar que aquilo deveria durar pra sempre e não fazer nada para que isso realmente acontecesse. eu sei, às vezes, não depende só da gente, a outra pessoa também tem o direito de não aceitar e você não pode fazer nada a respeito, na verdade você pode sim, deixar o seu amor trocar de roupa, sentar no banco e ir procurar viver amor com outro ser, porque não há pecado nisso, somos livres para amarmos quantas vezes o nosso coração quiser. 
sim, amor dura pra sempre e quem foi que disse que os relacionamentos seguem a mesma receita?


um dedo de prosa [60]



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Ele: tá fazendo o que aqui?
Ela: vá cuidar da sua vida!
Ele: é justamente o que tô fazendo!
Ela: oi?
Ele: você é minha vida!

ato cem e trinta.



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minha saúde física nunca foi das melhores, os resultados de meus exames sempre deixaram minha Santinha preocupada e minha cabeça cheia dos medos. mas ainda sim eu nunca segui nenhuma dieta médica, sempre comi doce no lugar do feijão e ao invés de legumes eu comia pão. daí, há um ano eu decidi dar um giro de 90º na minha rotina alimentar: aboli o refrigerante! sim, até a coca-gelada-de-vidro. desde então minha Santinha incluiu o refrigerante na refeição de domingo, porque a vida gosta de testar nossos limites e nossas decisões. confesso que tive não uma e sim várias recaídas, porque não assinei nenhum contrato e não tenho nenhuma doença grave. mas entre uma queda e outra eu continuo longe daqueles líquidos gasificados. 
minha saúde mental também não fica atrás. já dizia os sábios antigos: mente vazia é oficina do capiroto. a minha nunca tá vazia, porque sô paranoica e tô sempre tendo diálogos que nunca acontecerão. invento estórias para escrever e por lá mesmo elas permanecem. tô sempre pensando em alguma coisa que eu deveria e queria fazer. monto planos e destruo sonhos. daí, que há algum tempo eu passei a me controlar. deixei de criar conspirações auto-destrutivas (isso existe?) e foquei mais nas músicas que gosto. hoje minha mente tá sempre ocupada por alguma trilha sonora, na dúvida eu ando de fones. é claro que tenho recaídas, porque né. o importante é não desistir, porque um sábio me ensinou que basta cada dia o seu próprio mal.
e o que dizer da minha saúde sentimental? há quatro anos eu me joguei num mar de pseudos-relacionamentos que se tornaram a minha zona de conforto e a minha desculpa-pronta. não assumo meu medo de compromisso e me escondo atrás de relacionamentos que só existem por algumas poucas horas. não entrarei no mérito de que isso acontece porque ainda não encontrei o carinha certo e blábláblá. foi então que resolvi abrir mão de toda essa bagunça. deixar que esses rapazes tirem a solidão pra dançar e encontrar um par. confesso que nem eu tô me dando muito crédito, porque já tentei fazer isso antes, mas agora tenho um motivo maior que me faz acreditar que agora vai! é hora de seguir em frente, de fato sozinha. chega de me esconder atrás de falsos sentimentos. tá na hora de fazer esse velho coração de barro bombear dores e amores!

uau, Berg!



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então, você já deve tá rindo do título e ao mesmo tempo suspirando 'oun' por causa da fota.
sua cabeça deve tá girando feito carrossel no dia de hoje, agradecendo a Deus por mais um ano e preocupado que o tempo tá passando e as coisas, aparentemente, continuam do mesmo jeito. como sempre te digo: RE LA XA! aproveite o dia de hoje, comemore tudo que você tem pra comemorar e me guarde um pouco de chá! seria muito maravilindo se a gente pudesse comemorar juntos, nem que fosse via skype que nem da outra vez, mas os tempos são outros. só quero que você saiba que estou daqui dando graças ao Autor da vida por ter colocado você nesse mundo, mesmo que ele tenha exagerado um pouco na distância. 
é tão lindo poder acompanhar o homem maravilhoso que você tá se tornando, mesmo com todas as dúvidas, dias de preguiça e procrastinação. minha prece é pra que você cresça e apareça, como deve ser! 
te desejo os melhores filmes, as melhores danças, as melhores músicas, todos os milagres, os maiores sorrisos, todos os girassóis, os melhores abraços, o melhor casamento, a melhor esposa (sei que Day irá cumprir bem esse papel!) e não desejarei as melhores amigas, porque isso você já tem! ~bico-do-berg~
felicidades, meu peixinho dourado! 

amo você, VEM BERG! <3
(riaria)

frase. /dezenove



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#  há diferenças que veem para o bem, só não se sabe de quem.

ato cem e vinte.



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você se gaba da sua independência e eu me deixo ser cuidada por quem quiser cuidar. você se tornou adulto antes mesmo de chegar a maior idade e eu sou apenas uma jovem adulta que se comporta como uma pré-adolescente. você é completamente resolvido e eu estou sempre me perguntando quem sou. você se apressa quando tem que atravessar a rua e eu fico aguardando o sinal parar. você faz da sua diversão uma profissão e eu quero só me divertir. você se acha suficiente e eu me apoio na fé pra seguir em frente. você disfarça os sentimentos e eu finjo que eles nem existem. você é assim e eu sem suín. 

capítulo um.



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emília chegou na cidade com um pensamento diferente da grande maioria, ela não veio atrás de um emprego ou de uma faculdade. ela queria era fugir da realidade que existia dentro de sua casa, estava cansada de viver entre o fogo cruzado dos pais, não aguentava mais ter suas coisas reviradas por sua irmã mais velha e o ar puro estava lhe estragando os pulmões. emília não queria amor, não queria dinheiro e muito menos sossego. ela queria a poluição sonora da cidade, queria sentir as narinas arderem diante da fumaça que vazava dos canos de cada veículo que passava na avenida, ansiava pela loucura de passar um terço do dia dentro de um ônibus lotado, procurava pela correria do dia-a-dia que impede a qualquer um de notar a flor nova que brotou no jardim da praça. ela parecia louca, mas sabia bem o que queria e como queria. era seu primeiro dia na selva de concreto e com certeza não seria o último!

com amor e com afeto.



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obrigada, 
obrigada por voltar, bagunçar e aumentar o buraco que estava na minha alma.
obrigada por sempre fazer isso.
obrigada por me prender e me afogar junto com você.
obrigada por só aparecer quando quer e não quando eu preciso.
obrigada por ignorar minhas mensagens e sinalizações. 
obrigada por me amar em silêncio e de um jeito egoísta. 
obrigada por essa merda toda que tô sentindo.
obrigada por sumir e me deixar nos braços da saudade.
obrigada, querido.
óh, 
briga
da.

nu com a mão no bolso.



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é que quando a gente chega nesse mundo, não nascemos pelados somente pela falta de roupa, a nossa nudez ela é completa, chegamos aqui completamente despidos! despidos de: roupa, preconceito, vergonha, timidez, inveja, ciúme, pudor, soberba, orgulho, vaidade, hipocrisia, vício, mania, preguiça, fome, sono, recalque, cobiça, medo, trauma, estilo, religião, problema, cacoete, desejo, luxúria, avareza, prepotência e etecetera/et cetera/ ... então os dias vão se passando e cada um traz consigo uma dessas roupas e cabe a nós a escolha de usá-las ou não, anota aí.


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Ele já chegou dizendo:

-Tá usado, lambuzado, abusado, descartado, remendado, xingado, humilhado, sujado e é só que eu tenho para te oferecer, o que me diz?!

Ela não perdeu tempo pensando numa resposta comprada, respondeu prontamente:

- Digo que você deveria comprar um novo.

há braços.



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ela o ama, já até o confessou isso. ele também cultiva um certo sentimento por ela. juntos eles são como promoção-de-farmácia, pegue um e leve o outro. a saudade começa a palpitar logo quando a porta se fecha. mas não é o tempo deles ficarem juntos juntos, vai vê esse tempo nunca há de chegar. entre idas e vindas lá estão eles abraçados. o abraço até trocou de significado depois que ela o conheceu. ambos são carentes e ambos possuem um carinho que não se encontra em qualquer lugar. assim são eles: carinhos, beijinhos, abracinhos e sozinhos ...