mais cedo e menos tarde.



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por favor, não tente me possuir. 
mais cedo ou tarde irei sumir. 

por favor, não tente me aprisionar,
mais cedo ou tarde vai me sufocar.

por favor, não tente me deter,
mais cedo ou mais tarde não vou te querer.

por favor, não tente me afastar,
mais cedo ou mais tarde isso vai se realizar.

por favor, não tente me comprar,
mais cedo ou mais tarde os recursos vão esgotar.

por favor, não tente me esconder,
mais cedo ou mais tarde irei aparecer.

por favor,  não tente me negar,
mais cedo ou mais tarde a verdade aparecerá. 

ato mile dezessete.




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e como mágica algumas coisas deixam de incomodar, aliviando aquele pesinho que puxava nosso coração para o poço da amargura.
não sabemos explicar, talvez seja realmente o agir do sinhô tempo ou então do vento. sentimos um leve impulso que nos faz seguir em frente e não para os lados, como se fossemos caranguejos.
nessa virada de ano um grande amigo me lembrou do 70x7 e hoje eu sinto que esse será um dos lemas de dois mile dezessete. se não for, ao menos eu já comecei com o coração direito.
fazemos tantos planos e esquecemos de limpar nossos pântanos.
sim, devemos agradecer antes de querer. organizar antes de comprar. limpar antes de arrumar. e principalmente perdoar antes de conquistar, me ajuda Senhor.
e lá se vamos nós, prontos ou não o avião já saiu do chão.

efeitos colaterais.



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senta aqui, vamos conversar um pouco. sabe por que o ciúmes deve ser carta fora do nosso baralho? porque ele envenena nosso coração, fazendo a gente alucinar e ver macaco em cima do poste. pode parecer exagero, mas se você parar pra pensar tudo faz muito sentido. quando o ciúmes ocupa espaço no nosso coração, mudamos nossas atitudes com o outro, como se ele fosse culpado pela nossa própria paranoia. tratamos nosso ser amado como réu culpado por algo que só existe na nossa imaginação. já não agimos com a razão e sim com uma emoção cega. e o único antídoto capaz de nos livrar dos efeitos colaterais desse maldito veneno é o amor. sim, porque quando a gente ama não há espaço para ciúmes, acredite. 

vim ter.



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poderíamos ser aquele casal que se conheceu na fila do pão e então se entregou a paixão. mas nós somos aquele tradicional match do tinder que saiu pra tomar qualquer drink. 
poderíamos ter continuado no somos-só-amigos. porém nós escolhemos adicionar outras sensações na nossa relação. 
poderíamos ter abandonado o barco há tempos. entretanto nós resolvemos enfrentar os maus ventos.
poderíamos estar usando contas conjuntas nas redes sociais. no entanto sabemos que só faz isso pessoas com distúrbios mentais. (ho ho ho)

poderíamos ser tanta coisa diferente do que somos, todavia a gente seguiria rumo aonde estamos. somando mais um mês na nossa somatória de vitórias. (tô um arrazo nas rima hoje)
eu agradeço ao nosso pai celestial por nos ajudar nessa jornada, por nos orientar a sermos melhores um com outro e com os outros. 💚
amo você, passarin. 
🐦

att,
sua namorada linda.

em poder e andamento.



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que mulher nunca disse ou nunca ouviu outra dizer que prefere amizade masculina? mulher é sempre vista como falsiane, como concorrente, como vagabunda, como oferecida e como aquele ser que não deve ser mencionado. confesso, que já fui assim e até hoje luto pra evitar meus instintos machista opressor. 
de fato eu nunca tive muitas amizades femininas, mas isso foi acontecendo sem que eu me desse conta, a começar pela minha casa que não havia meninas com quem brincar. dei preferência para os carrinhos e gol-a-gol. a infância passou, porém as preferências e preconceitos se mantiveram por anos a fio. 
se teve algo que aprendi nesse ano de dois mil e dezesseis foi que: MULHER É UM SER MARAVILHOSO! (insira aqui vários corações verdes) 
de modo algum nego a complexidade que envolve qualquer ser humano. o segredo tá em parar de tentar entender a mulher e aceitá-la como é. defeitos todos temos, mas se tu não dá uma chance nunca irá conhecer o perfume por trás do nosso mecanismo de defesa. nunca haverá um manual de instrução, pelo simples fato de que não somos objetos! tempos TPM sim, quem não tem? atire a primeira pedra aquele que nunca esteve sob o controle dos hormônios, é claro que precisamos mostrar que o controle não os pertence. 
uma desconstrução de cada vez e assim fazemos auto-revolução.

com (in)sulta - o retorno.

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- senhor Robert, favor comparecer a recepção.
(...)
- SENHOR ROBERT, FAVOR COMPARECER A RECEPÇÃO.
- opa, opa, opa, opa ...
- cansou?
- quem parece cansada é tu, encontrou o caminho de casa quando?
- isso mesmo, debocha mais que eu espero.
- é um deboche com saudade, batatinha.
- podemos ir ao que interessa?
- tudo aqui interessa, a começar pelo sumiço.
- pensei que o papel de maria-do-bairro fosse meu.
- itu não pode emprestar um pouco?
- não hoje.
- já deitou?
- ficarei de pé.
- então não escuto.
- eita que anda muito marcriado (olhos revirados)
- deitou?
- deitada, esticada e só faltou uma coberta.
- pronto, não falta mais.
- obrigada.
- veio reclamar do final do semestre na faculdade?
- sempre adivinhando as coisa.
- não me enrola que eu sei que tem mais caroço no angu.
- se sabe, tá perguntando por quê?
- porque é divertido.
- não vejo diversão alguma.
- tive uma ideia!
- pode contar, não sou de adivinhar como você.
- vamos na praça tomar sorvete e deixa os problemas pra mais tarde.
- mais tarde quando?
- quando tu quiser voltar de novo.
- vamos e tento não demorar.
- trato feito.

jardim inteiro.




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vamos deixar rolar, escorrer pra fora aqueles sentimentos floridos que estão causando superlotação no pulmão.
 não esconda os cravos, não oculte os espinhos e nada de cortar os raminhos. venha como girassol, como margarida ou orquídea. 
sou analfabeta no ramo da floricultura, mas me admira vossas alturas. pode até parecer devaneio, mas sei que você tá até imaginando o cheiro. 
seja pra cultuar, seja pra enfeitar ou então enlutar. 
guarde apenas os brotos e que sejam como sementes nossos dentes.

primeiro parágrafo.




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se você procura alguém pra passar a vida junto porque tem medo de ficar SÓ, quando a velhice chegar, eu venho lhe dizer que a solidão vai te abraçar com unhas e dentes. porque o outro não pode preencher um vazio que somente a gente pode preencher. solidão é um estado de espírito e talvez seja por isso que eu sempre caguei quando eu ouvia alguém dizer que eu iria acabar sozinha. pior do que procurar um relacionamento afetivo por medo da solidão é parir um filho na esperança de que ele nos cuide quando a nossa vitalidade escorrer pelas fraldas geriátricas. porque não podemos depositar em outro aquilo que fazemos por eles, não é ingratidão é apenas o curso da vida. talvez, com sorte ou alinhamento certo dos astros você chegue nessa situação com o coração tão cheio e com a alma tão plena que ao quase final da vida você terá alguém do seu lado, quem sabe uma outra mão tremula e memória de dory ou então braços repletos de vitalidade e graça. fato é que a nossa solidão só precisa da nossa companhia para não causar vazios existênciais nossos companheiros precisam ser aquele bônus extra que a gente encontra no pacote de biscoito e não mais uma necessidade que compramos no mercado.

com texto.




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é tanta coisa pra contar que já nem sei como começar. 
o que vale a pena relatar?
 e que deixarei pra lá. 

tem coisa que realmente não muda,
 como minhas rimas absurdas.

há algumas novidades,
como as fotos tiradas em outra cidade.

um passo,
um pré texto
sem fugir do contexto.


ré.



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repetidamente, 
repentinamente, 
repete a mente.

de visão.



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maio.
maiô.
má í ô.
maí ô.
mái iô iô ...

sapatilha 37.




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o que relacionamento tem a ver com calçado? TU-DO!
você nem estava precisando ou procurando, mas a vida vem e te apresenta aquele calçado que faz seu coração coçar da alegria. claro que você não vai metendo os pés pelas mãos e agarrando ele de vez pois tem medo de que não seja seu número. então aos poucos você resolve se aproximar, vai se deixando usar por uns dias sim e nos seguintes também, até perceber que lhe cabe por completo. 
então, você percebe que já não consegue mais andar descalço, porque dói o pé - ou coração, mas eu tô falando de sapato. mas também não é bacana só conseguir usar seu sapato favorito se estiver usando band-aid. porque sapato bom mesmo é aquele que você usa todos os dias e não se cansa, nem mesmo depois de anos. sapato bom mesmo é aquele que não importa qual moda a galera tá usando, ele sempre será a sua escolha. sapato bom mesmo é aquele que não importa a distância percorrida, seus pés sempre estarão confortáveis. caso contrário, é melhor jogar fora e esperar por outro ou então ficar descalço e sentir novas sensações.

divina comédia.





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às vezes tenho a sensação de que já faz tanto tempo e em outros momentos eu percebo que ainda estamos no começo. naquele começo que todos dizem que tudo são flores, mas eu acho que já superamos tantos medos, tipo: o meu de compromisso ou o seu de se apegar demais. tantas diferenças que se juntam numa sincronia tão perfeita que não consigo imaginar como seria ter que lidar com as coisas sem você. 
você tem sido a minha companhia favorita, aquela que eu sempre quero por perto - até mesmo quando falo que tu deveria passar uns dias em casa. você é aquela pessoa em que eu penso e escapa um sorriso frouxo dentro do transcol lotado. você é a primeira pessoa que me vem a mente quando tenho alguma ideia. você é a pessoa com quem eu sempre quero comentar as notícias e bafões. 
a saudade tem feito morada no nosso coração desde o princípio, mas eu notei que ela veio pra ficar porque eu a sinto mesmo quando sei que posso levantar e te encontrar na cozinha. eu sei existir sozinha, desde que sua perna esteja ao alcanço da minha. 
obrigada por me ajudar a ser melhor, obrigada por não ter se acomodado na minha bagunça, obrigada por ter me tirado da zona de conforto e segurado a minha mão, obrigada pelas suas surpresas criativas, obrigada por sempre comprar nescau quando eu vou te visitar, obrigada por sempre trazer um bombom na volta da padaria, obrigada por me deixar te cuidar,obrigada por sempre fazer o café quando eu preciso levantar 5:50 da manhã, obrigada por sempre gostar da minha comida - mesmo quando tá sem sal, obrigada por me ajudar a não deixar a peteca cair, obrigada até pelas sms à cobrar, obrigada por sempre demonstrar seu imenso amor, obrigada por sempre me olhar com afeto e desejo, obrigada por ser esse companheiro maravilhoso.

eu amo muito você, Eric Coutinho e quero continuar a escrever nossa história todos os dias. ♥♥

att,
sua amada.

seja, como flor.




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o dia das mulheres está dando seus últimos suspiros e assim como toda e qualquer data comemorativa eu tive que ler/ouvir alguém dizer que deveria ser todo dia e não só numa data específica. e eu só tenho algo a dizer: CALEM! SE CALEM, SE NÃO VOCÊS ME DEIXAM DOIDA.!
eu gosto de datas comemorativas! foda-se que alguns se aproveitam pra ganhar dinheiros com isso, afinal de contas sempre tem gente querendo ganhar algum trocado em cima de qualquer coisa mesmo. será que isso é suficiente para tirar a graciosidade que certas datas possuem? será que são só os comerciantes que paganizam as celebrações? 
o mundo não tá mais ou menos chato, o mundo tá mudando! tem tradição que precisa ser quebrada sim, tem piada que não tem graça mesmo, tem machismo entre nós sim, tem racismo em muitos corações sim e é preciso falar sobre isso. não só quando nos dão uma data especial, mas principalmente nelas. 
há tantas coisas que deveríamos fazer todos os dias e não fazemos, seja por culpa da correria ou pela mente esquecida. celebrar algo em um dia especial não quer dizer que nos outros ele será banal.

in capacidade.




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a dor que te assola o coração, infelizmente, eu não posso conter. o medo que te atormenta a mente, infelizmente, eu não posso deter. as preocupações que te tiram o sono, infelizmente, eu não posso evitar. as incertezas que tiram o chão, infelizmente, eu não posso calçar. as garantias que você está a procurar, infelizmente, eu não posso dar. o avesso que sua alma está, infelizmente, eu não posso consertar. a aflição que abraça seu espírito, infelizmente, eu não posso soltar.
mas eu posso ficar, te escutar e te preparar um café ou quem sabe um chá. ❤

vi adultos.


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assim como a construção de uma casa, nossos relacionamentos também precisam de uma base, vigas fortes e paredes sólidas. nada acontece do dia para a noite, é necessário algum tempo para que tudo fique em seu devido lugar, mesmo que esse tempo seja de uma semana. os próximos passos são cuidados, manutenções e zelo. assim como ninguém suporta por muito tempo uma casa com goteira, nossos relacionamentos também não podem continuar com baldes espalhados pelo chão só porque não temos tempo de consertar o telhado. as rachaduras nas paredes no coração comprometem a estrutura e quando o vento vir mais forte, tudo poderá vir ao chão. 
todos sabemos dos riscos que corremos dentro de uma casa condenada pela defesa civil, mas às vezes optamos por um lar condenado do que pela frieza dos viadutos. o mesmo ocorre com os relacionamentos, é melhor ter o coração rachado do que vê-lo se partir por completo. (será?)

daquela conversa. /4




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'nada vai mudar' 'e nada ficará do jeito que tá' 'isso é ruim?' 'não, só não é mais a mesma coisa' 'e por que o tom triste?' 'porque sinto saudade' 'eu também sinto' 'então podemos voltar pra antes da mudança?' 'não, mas podemos mudar alguns nadas' 'como assim?' 'assim, desse jeito' 'eu não entendo' 'não precisa entender, só sentir e aceitar' 'vai doer?' 'não mais do que já tem doído' 'doer menos não extingui a dor' 'é o que tenho pra oferecer' 'mas não é o seu melhor'.

só lar.



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Joaquim fazia o mesmo trajeto todos os dias e em todos eles parava para brincar com uma gatinha que morava há duas quadras de sua casa. fazia questão de sempre levar um pedaço de chocolate amargo, era o favorito dela. às vezes ele cogitava a ideia de adotá-la, mas tinha medo das responsabilidades vindouras e então deixava as coisas como estavam, afinal não se mexe no time que tá ganhando. 
certo dia, Joaquim acordou e teve toda certeza de que seus dias poderiam ser melhores com a gatinha acordando na sua cama. a ficha de que já era tempo deles serem felizes juntos caiu naquela manhã. então ele tomou banho, comeu metade de um pão dormido e saiu com dois pedaços de chocolates amargos. porém, antes mesmo de virar a segunda esquina ele a viu. sua pelagem estava diferente, parecia que ela tinha tomado banho e quando se aproximou mais ele notou que havia algo na garganta dela: uma coleira! o susto foi tão grande que ele até esqueceu dos chocolates que estavam derretendo em seu bolso. ele se abaixou pra fazer um carinho, mas antes que a mão chegasse no pescoço dela, alguém gritou:
- MIÁ, VAMOS!
ela olhou pra Joaquim e se foi.
até hoje ele fica a pensar naquele olhar que dizia mais do que adeus, dizia: você me perdeu.

comé isso.



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Joana morava num pequeno apartamento que ficava no meio da rua sem nome e num edifício que não tinha nome. ela já havia perdido as contas de quanto tempo já fazia daquele lugar sua morada, porque lar era uma palavra tão significativa que ela tinha receio de usar e se arrepender. mas o comodismo impedia qualquer ideia de mudança, imagina arriscar sair dali e se tornar uma sem teto? melhor um lugar qualquer do que lugar nenhum. todos os dias eram sempre os mesmo, a mesma vizinhança, o mesmo mercado, a mesma moça aborrecida no caixa e o zelador do prédio que fazia questão de não notá-la. a vida seguia e Joana já tinha desisto até de reclamar de sua situação, porque todos sempre perguntavam a mesma coisa: por que não se muda? mas Joana tinha um apego tremendo por aquele apartamento, atualmente ele não era o melhor lugar do mundo, mas já tinha sido recinto de muitas histórias e lembranças doces. apenas ela sabia o que aquelas paredes guardavam de segredo, aquelas paredes por muito tempo foram seu abrigo e porto. como ela ousaria a pensar em abandonar tudo e correr atrás de um imóvel fosse ele novo ou então usado por estranhos?
(...)

meta fora.




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a vida vai seguindo de boas na lagoa, num marasmo e comodismo tão grande que nenhuma marola é avistada por dias. então ... começa a rolar uma tempestade no nosso copo d'água e a açúcar que tinha se afogado no fundo se agita e salga a água, fazendo com que não haja ingestão e só obrigação. a luz no fim do túnel é realmente um trem, que vem em velocidade máxima e só há espaço para duas decisões: sobreviver ou viver. pra alguns não há diferença, mas quando você só escolhe sobreviver, qualquer tremor será visto como um terremoto de grande escala e todos seus sensores de é-o-fim estarão constantemente ligados, te tornando uma pessoa paranoica e hipocondríaca. já tem outros que escolhem viver, viver como se estivessem nascendo de novo e recebendo de volta fichas novas e dados não viciados. fazem valer a reconquista do sabor daquela lagoa azul.