quarta-feira, 11 de novembro de 2015

comé isso.



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Joana morava num pequeno apartamento que ficava no meio da rua sem nome e num edifício que não tinha nome. ela já havia perdido as contas de quanto tempo já fazia daquele lugar sua morada, porque lar era uma palavra tão significativa que ela tinha receio de usar e se arrepender. mas o comodismo impedia qualquer ideia de mudança, imagina arriscar sair dali e se tornar uma sem teto? melhor um lugar qualquer do que lugar nenhum. todos os dias eram sempre os mesmo, a mesma vizinhança, o mesmo mercado, a mesma moça aborrecida no caixa e o zelador do prédio que fazia questão de não notá-la. a vida seguia e Joana já tinha desisto até de reclamar de sua situação, porque todos sempre perguntavam a mesma coisa: por que não se muda? mas Joana tinha um apego tremendo por aquele apartamento, atualmente ele não era o melhor lugar do mundo, mas já tinha sido recinto de muitas histórias e lembranças doces. apenas ela sabia o que aquelas paredes guardavam de segredo, aquelas paredes por muito tempo foram seu abrigo e porto. como ela ousaria a pensar em abandonar tudo e correr atrás de um imóvel fosse ele novo ou então usado por estranhos?
(...)

Um comentário:

Eric Souza disse...

Amor de neném! Escreves tão bem s2