vi adultos.


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assim como a construção de uma casa, nossos relacionamentos também precisam de uma base, vigas fortes e paredes sólidas. nada acontece do dia para a noite, é necessário algum tempo para que tudo fique em seu devido lugar, mesmo que esse tempo seja de uma semana. os próximos passos são cuidados, manutenções e zelo. assim como ninguém suporta por muito tempo uma casa com goteira, nossos relacionamentos também não podem continuar com baldes espalhados pelo chão só porque não temos tempo de consertar o telhado. as rachaduras nas paredes no coração comprometem a estrutura e quando o vento vir mais forte, tudo poderá vir ao chão. 
todos sabemos dos riscos que corremos dentro de uma casa condenada pela defesa civil, mas às vezes optamos por um lar condenado do que pela frieza dos viadutos. o mesmo ocorre com os relacionamentos, é melhor ter o coração rachado do que vê-lo se partir por completo. (será?)

daquela conversa. /4




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'nada vai mudar' 'e nada ficará do jeito que tá' 'isso é ruim?' 'não, só não é mais a mesma coisa' 'e por que o tom triste?' 'porque sinto saudade' 'eu também sinto' 'então podemos voltar pra antes da mudança?' 'não, mas podemos mudar alguns nadas' 'como assim?' 'assim, desse jeito' 'eu não entendo' 'não precisa entender, só sentir e aceitar' 'vai doer?' 'não mais do que já tem doído' 'doer menos não extingui a dor' 'é o que tenho pra oferecer' 'mas não é o seu melhor'.

só lar.



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Joaquim fazia o mesmo trajeto todos os dias e em todos eles parava para brincar com uma gatinha que morava há duas quadras de sua casa. fazia questão de sempre levar um pedaço de chocolate amargo, era o favorito dela. às vezes ele cogitava a ideia de adotá-la, mas tinha medo das responsabilidades vindouras e então deixava as coisas como estavam, afinal não se mexe no time que tá ganhando. 
certo dia, Joaquim acordou e teve toda certeza de que seus dias poderiam ser melhores com a gatinha acordando na sua cama. a ficha de que já era tempo deles serem felizes juntos caiu naquela manhã. então ele tomou banho, comeu metade de um pão dormido e saiu com dois pedaços de chocolates amargos. porém, antes mesmo de virar a segunda esquina ele a viu. sua pelagem estava diferente, parecia que ela tinha tomado banho e quando se aproximou mais ele notou que havia algo na garganta dela: uma coleira! o susto foi tão grande que ele até esqueceu dos chocolates que estavam derretendo em seu bolso. ele se abaixou pra fazer um carinho, mas antes que a mão chegasse no pescoço dela, alguém gritou:
- MIÁ, VAMOS!
ela olhou pra Joaquim e se foi.
até hoje ele fica a pensar naquele olhar que dizia mais do que adeus, dizia: você me perdeu.

comé isso.



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Joana morava num pequeno apartamento que ficava no meio da rua sem nome e num edifício que não tinha nome. ela já havia perdido as contas de quanto tempo já fazia daquele lugar sua morada, porque lar era uma palavra tão significativa que ela tinha receio de usar e se arrepender. mas o comodismo impedia qualquer ideia de mudança, imagina arriscar sair dali e se tornar uma sem teto? melhor um lugar qualquer do que lugar nenhum. todos os dias eram sempre os mesmo, a mesma vizinhança, o mesmo mercado, a mesma moça aborrecida no caixa e o zelador do prédio que fazia questão de não notá-la. a vida seguia e Joana já tinha desisto até de reclamar de sua situação, porque todos sempre perguntavam a mesma coisa: por que não se muda? mas Joana tinha um apego tremendo por aquele apartamento, atualmente ele não era o melhor lugar do mundo, mas já tinha sido recinto de muitas histórias e lembranças doces. apenas ela sabia o que aquelas paredes guardavam de segredo, aquelas paredes por muito tempo foram seu abrigo e porto. como ela ousaria a pensar em abandonar tudo e correr atrás de um imóvel fosse ele novo ou então usado por estranhos?
(...)

meta fora.




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a vida vai seguindo de boas na lagoa, num marasmo e comodismo tão grande que nenhuma marola é avistada por dias. então ... começa a rolar uma tempestade no nosso copo d'água e a açúcar que tinha se afogado no fundo se agita e salga a água, fazendo com que não haja ingestão e só obrigação. a luz no fim do túnel é realmente um trem, que vem em velocidade máxima e só há espaço para duas decisões: sobreviver ou viver. pra alguns não há diferença, mas quando você só escolhe sobreviver, qualquer tremor será visto como um terremoto de grande escala e todos seus sensores de é-o-fim estarão constantemente ligados, te tornando uma pessoa paranoica e hipocondríaca. já tem outros que escolhem viver, viver como se estivessem nascendo de novo e recebendo de volta fichas novas e dados não viciados. fazem valer a reconquista do sabor daquela lagoa azul. 

frase./ vinte cinco.



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# todavia, nem toda via se via.

juntos soma mais.



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mais um mês pra nossa conta. mais uma data pra gente comemorar. mais uma contagem regressiva ligada. mais saudade pra cultivar. mais beijo pra esperar. mais abraços demorados vamos dar. mais um tijolinho pro nosso lar. mais tempo pra se amar.

♥♥

navega dor.





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daí então você pensa que conseguiu tudo. que o controle finalmente se encontra em suas mãos. a carreira profissional vai bem, o salário cai religiosamente na conta no final de cada mês. o coração se encontra preenchido com um relacionamento afetivo que tange a perfeição, tudo dentro das metas e objetivos. as contas estão dominadas e quitadas. sua casa se torna efetivamente o seu lar, mobiliado detalhadamente de acordo com as revistas de decoração. não há contradição, não há dúvidas de que a vida finalmente começou a te tratar como você (acha que) merece. o seu maior esforço é somente acordar, vestir a rotina e passar o dia. nenhum vento de eventualidade ... até que um furacão fora de escala te alcança e você começa a dar valor aquela velha e clichê frase que dizia: mar calmo nunca fez bom marinheiro.

extrato



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eu já cai de bicicleta. já misturei doce com salgado. já vendi trabalho escolar. já troquei resposta por bala. já conversei no chat terra. já cantei na hebecam. já beijei no primeiro encontro. já sai de casa pra conhecer estranhos. já fui dormir na casa de amigos virtuais. já tive coleção de casinhos virtuais. já me apaixonei no coletivo. já fui traída. já me vinguei. já fui em boate gay. já dancei até o chão. já fiquei bêbada com vinho barato. já beijei menina. já sonhei com famosos. já cai da escada/do sofá/da cama/da calçada. já consegui comer 3 pastéis com 3 caldos de cana. já entrei no mar de roupa. já vi o sol nascendo. já virei noite no msn/no skype/no celular. já recebi carta que nunca respondi. já escrevi carta que nunca enviarei. já anotei minha vida numa agenda. já contei segredo pra estranhos. já fiz amizade com motorista de ônibus. já pulei no colo dozoto. já fui no shopping de chinelo e meia. já fui na padaria com a toalha na cabeça. já mandei sms errada. já entrei em site pornô. já desliguei telefone na cara. já deixei de sair por causa da menstruação. já rolei de cólica. já peguei em algumas bundas. já guardei segredos alheios. já chorei em show de sandy e júnior. já me declarei. já quebrei a cara. já fiz hora com a cara alheia. já sai do mercado sem pagar pelo biscoito. já li livro pela capa. já queimei a língua com brigadeiro. já mergulhei a batata frita no sundae. já colecionei folha de fichário. já catei caneta em recepções. já dei bolo nozoto. já fui no cinema sozinha. já namorei sozinha. já dancei no terminal de ônibus. já viajei sozinha. já vivi em mundos paralelos criados por mim. já escrevi sobre mim na terceira pessoa. já trabalhei por meio expediente. já chorei de alegria. já gargalhei sozinha. já passei horas na cama vendo seriado. já devorei um livro em uma tarde. já chorei com propagandas. já xinguei a mãe dozoto. já perdi dinheiros. já xavequei meus amigos. já pedi rapazes em namoro. já quebrei promessas. já fugi de mim pra me tornar quem sou. 

escoar pensamento.



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entrei no coletivo lotado e já fui gritando:
- NÃO VOU ME DESCULPAR POR ATRAPALHAR A VIAGEM DE VOCÊS, PORQUE HOJE É TERÇA E ELE NÃO É PERMITIDO SER BOM.
os olhares que estavam voltados para seus celulares ou colos foram voltados para mim. me sentei na roleta e avisei que só passariam por mim depois que toda minha dor fosse escoada. as pessoas pensaram que aquilo era parte de alguma publicidade nova, que no ponto seguinte iria subir uma pessoa que solucionaria o meu problema e assim todos ganhariam luz para seus próprios problemas, porque todos temos algum sofrimento em comum. 
tomei um gole de água e continuei a me lamuriar, como se estivesse no twitter, mas sem limite de caracteres. meu tempo era ilimitado, porque aquela viagem de ônibus não tinha destino certo. eu poderia ter ligado para minha mãe, para uma tia ou algum amigo, mas desabafar com estranhos sempre foi mais sincero. eles não podem me julgar, pois só conhecem um lado da moeda e esse lado era a minha coroa.
 com o balançar das curvas e a cada palavra proferida, eu ia me sentindo melhor e mais leve. os olhares eram variados. havia para todos os gostos e sentimentos. até um lenço me foi oferecido, apesar deu não marejar nenhum olho. a solidariedade alheia me comoveu mais do que meus próprios problemas. comecei a pensar que todos ali mereciam uma oportunidade de cuspir para fora aquele catarro de sentimento que lhe entupiam o peito.
- DECLARO ABERTA A ROLETA DO DESABAFO, ALGUÉM MAIS QUER SENTAR AQUI?
a primeiro instante todos ficaram paralisados e fingindo não ouvir minha proposta indecente. até que o trocador se levantou se sua acolchoada cadeira e tomou meu antigo lugar. ele não fez cerimônia e gritou logo:
- QUERO CAFÉ QUENTE, CANSEI DE CAFÉ MORNO TODAS AS MANHÃS.
alguns risos foram esboçados nos rostos próximos. até uma pessoa lá de trás gritar:
- QUERO PÃO COM MANTEIGA E NÃO COM MARGARINA. 
outra disse:
- QUERO ANDAR SEM SUTIÃ E SEM JULGAMENTOS.
aos poucos todos fomos nos aliviando, aos gritos, aos choros, aos berros e a gargalhadas. foi quando dei sinal. não olhei para trás, não agradeci, não me desculpei. apenas parti, antes de deixar qualquer lágrima cair.

um dedo de prosa. [75]



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ele: te amo!
ela: sorte a minha.
ele: e você, me ama?
ela: sou obrigada?

para quedas.




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entrar em um relacionamento pode ser comparado a uma viagem de avião - de ônibus, de trem, de navio e do que mais você quiser, porém eu quis enfatizar o avião e fim. 
quando estamos embarcando pela primeira vez, nossos corações e ações são todos voltados para as saídas de emergências e para-quedas disponíveis. o barulho da turbina acelera os batimentos cardíacos e a velocidade necessária pra decolagem nos faz respirar lentamente, como se ficássemos mais leves. quando estamos lá no alto e olhamos pra baixo sentimos uma leve tensão e ao mesmo tempo um tesão. então começamos a nos ~soltar~, vamos deixando as válvulas de segurança em segundo plano e começamos a aproveitar nossa viagem - lembre-se de que a viagem aqui é sinônimo de relacionamento. reclinamos as poltronas, colocamos os pés pra cima e relaxamos tanto que até ousamos sonecar e sonhar. deixamos o medo de lado, mas isso não anula nossos para-quedas. qualquer turbulência ou pane-no-sistema nos remete rapidamente à todas saídas de emergência, nosso instinto de sobrevivência se sobrepõe aos prós da viagem vigente. e depois do susto passado é necessário paciência e compreensão para voltarmos ao acolhimento e afago de nossos assentos. em outros casos talvez o único afago e acolhimento esteja na saída de emergência. 
valendo lembrar de que só se pode viajar se tiver alguém pra te acompanhar.

sobra tanta falta. [3]




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se saudade fosse um verbo, eu o conjugaria de todas as formas possíveis e aceitáveis pela senhora gramática. eu posso ter quem for do meu lado, mas sempre haverá saudade pra contar e falta pra sobrar. saudade de glee, saudade de todos os covers que no meu coração sempre ficavam melhores que as versões originais. saudade do meu namorado. saudade de chorar com os episódios inéditos e repetidos de one tree hill. saudade da intimidade que eu tinha com o jean. saudade de abraçar o heitor. saudade de viajar com mais frequência. saudade das declarações do vinícios. sinto falta do abraço do meu namorado. saudade das trilhas sonoras que o nilton me indicava. sinto falta da sessão da tarde ser antes de malhação. saudade de pular no colo da grazi. saudade de tirar foto com a família swan, mesmo que ainda não possua uma fota com todos reunidos. saudade de ouvir o marcos cantando no skype. saudade de receber carta da parenta. saudade de beijar meu namorado. saudade de tomar banho de mangueira com o antonio. sinto falta de deitar no sofá com minha mãe e meu irmão hyago. saudade da época que o lucas só me chamava de irmã. saudade de ir para os protestos com o eder e de quando ele me visitava depois da aula. sinto falta de ter a casa só pra mim e minha avó. saudade das confissões e aconselhamentos do kleber. saudade de dormir com o pessoal da jubac. (já falei que tô com saudade do meu namorado?). saudade de dar aula na escola. saudade da minha vida de leitora. saudade de ir tomar açaí no paul. saudade de andar de moto com bruno. saudade do pedro, ainda mais agora que começou a terceira temporada de hannibal. saudade de trocar emails com a haya. saudade das músicas que o nathan me mandava. sinto falta de passar o carnaval em marechal floriano. saudade de sápaulo. saudade de passar as cartas de amor da marcelle à limpo. saudade da monitoria no inglês. saudade de um usuário do twitter que eu nunca soube o nome. saudade de conseguir transformar em palavras os meus sentimentos. e claro: saudade do meu namorado!

sugar.



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e cá estamos, comemorando nossa maravilhosa bodas de açúcar! (nem comecei e meus olhos já estão lacrimejados)
quando alguém me pergunta o que eu procuro num outro alguém, sempre respondo: cumplicidade. e logo em seguida me lembro de você. que desde o início sempre foi meu cúmplice. nunca guardou suas discordâncias, mas nunca deixou o meu lado vazio. 

"enquanto houver você do outro lado ... de cá eu consigo me orientar!"

eu acabei de reler um texto que te escrevi em dois mile onze, como eu me orgulho da gente! todos procuramos ou esperamos por um relacionamento que seja completo e nós temos isso! você sempre soube guardar meus segredos sem me julgar, sempre me amou acima de meus pecados e ainda me surpreende com mensagens de amor. 

"se eu tiver sua mão, eu vou retirar meu coração daquele leilão da cidade."

sua mão não só retirou meu coração da solidão, como me deu abrigo e me deixou ser seu abrigo. nosso sentimento ninguém além da gente entende bem, alguns podem olhar e achar bonito/fofo/doce, mas não possuem fôlego suficiente para chegarem até nossas águas profundas. 

"o que temos é maior, o que temos é só nosso!"

Deus me ajude e me dê saúde pra sempre te lembrar o quão importante você é. que Ele nos conceda mais e mais encontros. que nosso relacionamento seja sempre remetente de bons frutos e sentimentos. amém.

com amor e com afeto, 
para o meu jardineiro predileto: uau-Berg! ♥ 

é cê.




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o dia amanhece e só há uma única prece: que hoje seja melhor do que ontem.
o dia amanhece e a preguiça de se levantar prevalece.
o dia amanhece e pouca coisa acontece.
o dia amanhece e só uma tristeza desaparece.
o dia amanhece e o sonho desfalece.
o dia amanhece e a utopia se fortalece.
o dia amanhece e de pessoas se esquece.
o dia amanhece e que os jogos comece.

raio-x




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parece que o coração ficou tão apertado, tão amassado, que se tornou uma bola e eu começo a achar que subiu e se tornou aquele nó preso na garganta. os olhos estão tão rasos que não conseguem conter uma lágrima sequer, não há barreira de contenção e escorre toda emoção. os pensamentos voam longe, formulando auto-sabotagem e fantasias utópicas.  

um dedo de prosa. [74]




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ela: tem novidade?
ele: tenho.
ela: então conta.
ele: tô namorando.
ela: mas isso não é novidade.
ele: então é o que?
ela: UM ACONTECIMENTO HISTÓRICO.
(risos)

sem título.




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parei de escrever e fui viver. fui praticar minhas prosas e conjugar meus atos. quis praticar minhas próprias teorias. espalhar minhas rimas. encontrar novas frases. conhecer faixas novas. em cada encontro um novo ponto. exercer a memória pra alembrar as notas que antes eram apenas mentais. andei sorrindo com o corpo, com abraços e gritos. olhei a vida como ela é e voltei pra escrever com fé.

faces e fases.




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no começo dos relacionamentos o slogan é: deixa o tempo rolar. não depositamos total confiança de que ele possa ser nossa última tentativa, que o bilhete do amor finalmente veio premiado e que nosso happy end finalmente chegou.
os meses se passam e ainda estamos naquele relacionamento, então achamos que está na hora de mudar o slogan para: te quero pra mim. a saudade dói tanto que não queremos mais nos despedir. nos misturamos tanto ao outro que não há mais necessidade de cada um ter seu próprio teto. vamos juntar as escovas, compartilhar as contas e dividir a mesma cama.
e agora o slogan é: dois em um. o tempo se torna relativo, tendo a eternidade como objetivo. as decisões não são deixadas na mão do senhor tempo, elas são tomadas em conjunto. o futuro pode até ser incerto, mas que será em dose dupla isso é certo.

há gentes.




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tenho profunda admiração e uma certa dose de inveja por quem não espera pra amar e se declarar. por gente que não segue a lei do tempo determinado pela grande maioria. gente que ama intensamente e não se importa se será eternamente. gente que ama hoje e não se preocupa se haverá um amanhã para tal sentimento. gente que demonstra afeto nas atitudes mais cotidianas. gente que canta música de tio Roberto até para os cachorros da rua. gente que exala amor no sorriso. que conjuga o verbo amar com ações. gente que não deixa o medo encobrir o que há por dentro. gente que ama no começo, no meio e depois do fim. gente que ama porque sim.