terça-feira, 30 de junho de 2015

para quedas.




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entrar em um relacionamento pode ser comparado a uma viagem de avião - de ônibus, de trem, de navio e do que mais você quiser, porém eu quis enfatizar o avião e fim. 
quando estamos embarcando pela primeira vez, nossos corações e ações são todos voltados para as saídas de emergências e para-quedas disponíveis. o barulho da turbina acelera os batimentos cardíacos e a velocidade necessária pra decolagem nos faz respirar lentamente, como se ficássemos mais leves. quando estamos lá no alto e olhamos pra baixo sentimos uma leve tensão e ao mesmo tempo um tesão. então começamos a nos ~soltar~, vamos deixando as válvulas de segurança em segundo plano e começamos a aproveitar nossa viagem - lembre-se de que a viagem aqui é sinônimo de relacionamento. reclinamos as poltronas, colocamos os pés pra cima e relaxamos tanto que até ousamos sonecar e sonhar. deixamos o medo de lado, mas isso não anula nossos para-quedas. qualquer turbulência ou pane-no-sistema nos remete rapidamente à todas saídas de emergência, nosso instinto de sobrevivência se sobrepõe aos prós da viagem vigente. e depois do susto passado é necessário paciência e compreensão para voltarmos ao acolhimento e afago de nossos assentos. em outros casos talvez o único afago e acolhimento esteja na saída de emergência. 
valendo lembrar de que só se pode viajar se tiver alguém pra te acompanhar.

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