um dedo de prosa [44]


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Ela: é, tem coisa que não muda.
Ele: mudar pra que?!
Ela: sei lá, pra variar.
Ele: se mudar perde a graça.
Ela: com tanto que eu não perca você.
(oun)

rascunho.

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Sou do tipo covarde, que sempre precisa de afastar do problema para conseguir resolvê-lo. Seja na matemática ou seja na vida. As coisas vão apertando de tal jeito, vão acontecendo numa velocidade absurda e quando dou por mim já estou isolada num canto. Daí, tudo a minha volta reflete o meu estado, principalmente o blog. Tem gente que pensa que as trocas de layout e nome são só fogo no rabo, mas eu te garanto que não. O blog é só o reflexo de mim, um reflexo embaçado e inventado por mim.
Talvez o meu luto tenha começado quando eu voltei da minha fuga, mas eu resolvi trocar de roupa assim mesmo. 
A vida sem problemas não teria graça. As dificuldades são todas bem vindas e as guerras são como cereja do bolo-da-vida. Tudo nessa vida tem um fim ou um intervalo, seja para coisas boas ou para coisas ruins. 


aviso:



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- ar(es) de minas \o/

faixa 07.



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- Eu te escolhi,
Você me escolheu, eu sei (♪)


ato cinquenta quatro.

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Tomei uma decisão e desde então perdi a razão. As pessoas pensam que eu estou louca e caminhando para o abismo. Parece que irei cometer o pior pecado do mundo e que será o fim de tudo.
Eu confesso que não tenho certeza de nada, mas por enquanto é o que eu quero, dá pra ser ou tá difícil?!
Não estou pedindo o apoio de ninguém, apoio eu irei precisar quando tudo acabar. Não estou pedindo a ajuda de ninguém, ajuda eu irei precisar quando o fim chegar. Só queria uma dose de respeito e de confiança.
Assim como a maioria eu também tenho meus medos e meus receios, mas tem coisas que só saberemos ao tentarmos e é isso que eu tô querendo.
Sofrimento eu terei de qualquer jeito, então porque não sofrer por algo vivido e aproveitado?! Talvez o sofrimento seja menos sofrido.
Não, eu não gosto de aprender com os erros dos outros, eu gosto de ter as minhas dores, as minhas cicatrizes, e não me condene porque todos somos assim.

# Agora me dê licença, porque o jogo vai começar.

exit.



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Você já desejou tanto uma coisa que só de pensar na realização dela o seu rim sorria?! Você já sonhou tanto com uma coisa que parecia ser real mesmo que seus olhos estivessem fechados?!
Era assim que eu estava, sorrindo e comemorando, antes mesmo de tudo acontecer. Uma alegria invadia o meu corpo só de lembrar que a cada pôr do sol, meu sonho estava mais perto de se tornar real.
Planejei, replanejei e voltei ao plano original.
Foi quando as coisas começaram a escurecer ... Os postes das ruas da imaginação foram se apagando um por um. Tornando aquele caminho que dantes era florido num breu.  
Cada luz que se apagava trazia uma dor profunda na minha alma. Restavam umas três ou quatro, mas que mais do que de repente se apagaram. Me deixando no meio do caminho, me deixando se ação, sem forças ou vontade. Fiquei perdida, chorosa e quase entrei tive um colapso. 
Foi quando, me apareceu uma luz. Ela não vinha do poste ou de uma casa, ela era viva, respirava e tinha um ótimo aroma. Se achegou pra mais perto, me esquentou, ofereceu um sorriso e me disse que tudo iria ficar bem. Eu acreditei, não sei porque, mas acreditei e senti que aquela era a melhor coisa a se fazer.

# não sei quando, nem sei a hora, mas te espero sem demora.

ato sessenta sete.



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Quem diria que eu iria demorar dezessete meses pra perceber que gosto realmente de você?! Sim, aquele gostar de gostar, sabe?! De te querer por perto, de querer te abraçar e de ficar sentindo o seu cheiro. Me sinto tão boba diante disso tudo. Promete que não vai rir ou zombar de mim?!
Depois de tanto tempo esperando por alguém, tenho quase certeza de que dificilmente eu iria encontrar alguém melhor que você.
Me falaram que namorados precisam ser amigos, e acho que esse requisito nós preenchemos muito bem. Você me traz tanta segurança, me deixa sempre a vontade e raramente reclama do meu jeito.
Ontem eu estava lendo o primeiro texto que fiz pra ti, foi no dia 26 de fevereiro do ano passado e de lá pra cá eu já escrevi vários outros - que com alguma sorte eu poderei te mostrar.
Vamos lá, pode entrar. Abaixei a guarda, deixei meus medos de lado e estou disposta a tentar fazer tudo isso dar certo.

# in love.

um dedo de prosa [43]



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Ela: o que você tem?!
Ele: não tô bem.
Ela: pode contar comigo.
Ele: um, dois, três ...
(risos)

re partir.


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Depois de pouco pensar, cheguei a conclusão de que vocês me tornaram carente. Quando digo vocês, eu não cito nomes e nem faço acusações, até mesmo porque tudo que permanece na nossa vida é responsabilidade nossa, certo?! 
Fato é, que a gente se apega, se apaixona e se torna quase um único ser com outra pessoa. Não preciso lembrar daquela coisa chamada 'alma da laranja e metade da gêmea', né?!
As pessoa estão sempre indo embora da minha vida, do mesmo jeito que eu tenho ido embora da vida de outras, é um (maldito) ciclo sem início e muito menos com fim. Já compartilhei com vocês, que nossos corações são tipo estações-rodoviárias-aeroportos-portos e que em lugares assim ninguém faz morada permanente. 
Até aí tudo aceitável, o problema sempre vem depois. Porque quando alguém se vai, fica um vazio na gente, mesmo que por motivos de orgulho a gente tente berrar aos quatro ventos: "EU TÔ MELHOR SEM VOCÊ". E acredite, o problema não começa aí, tenha certeza. Sabe quando ele começa?! Quando você conhece outra pessoa, porque você tem medo de se abrir pra ela e então ela partir - seja o seu coração ou partir do verbo ir. Querendo ou não, tu abaixa a guarda, acolhe a pessoa dentro de você e então se prende a ela. Fica com medo dela ir embora, fica com medo de sofrer e às vezes esquece de aproveitar aquela oportunidade com ela.
Eu sei, teorias entram por um ouvido e saem pelo outro, eu sei.

# a gente só lembra da saudade quando perdemos.

faixa 13.


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- Eu descobri o que é amar, pelo toque dos seus beijos (♪)

demonstra ativos.


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Parei com isso.
Isso de querer as pessoas pra mim.
Isso de sentir ciúmes das pessoas que nem lembram o meu nome.
Parei com essa.
Essa de querer controlar tudo a minha volta.
Essa carência sem freio.
Parei com aquela.
Aquela história de príncipe encantado.
Aquela ambição de morar na lua.
Parei com aquele.
Aquele sonho de casar e procriar.
Aquele desejo insaciável de desejar.

# mais comum que final de ano na globo.

sua pressa e sua prece .


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Ela voltava de mais um dia de trabalho, como sempre jogando no celular e com as pernas pra cima do banco, foi quando ouviu uma voz dizer:
- sua mãe não te deu modos não?!
Já estava quase mandando a pessoa pra casa do baralho, quando viu de quem era a voz.
- isso só pode ser sacanagem do destino.
- também estou feliz em te encontrar.
- não, não venha se sentar aqui. tem vários lugares vagos.
Ele não se deu ao trabalho de responder, sentou-se do lado dela e pegou um fone pra colocar nos ouvidos.
- cadê a música?!
- acabou.
- uê, cadê a fita do outro dia?!
- comi.
- e foi difícil pra sair?!
- VOCÊ É UM IDIOTA, SABIA?!
- eu não sou surdo, sua louca.
O silêncio foi a resposta dela.
E assim seguiram viagem, ele sem saber pra onde ir e ela louca pra chegar em casa. Cada um com um fone no ouvido e sem música. Treze minutos se passaram e o silêncio foi quebrado pelo som da campainha que avisa que alguém queria saltar. Ela puxou o fone que estava na orelha dele e se levantou.
- prazer, Martina Eva.
Logo em seguida, ela jogou uma fita no colo dele e saltou.

O último encontro.

por em canto.



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Eu te quero. Essa é verdade nua, real e crua.

Te quero hoje. Te quero pra ontem e pra já. Te quero também pro jantar.

Te quero, quero pra me fazer companhia. E quero-te de dia.

Quero-te pra espantar a solidão. Te quero pra segurar a minha mão.

Querer-te é só um jeito de te querer.

Sim, eu te quero agora e sem demora.

Te quero no calor, no frio e no rio.

Quero você sem nenhum porque.

Só não te quero pra sempre, porque daí é querer demais.



falta de assunto.


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não enxergo de longe. sou constante com as minhas mudanças aparentes. gosto de agradar, mas estou sempre recebendo olhares de reprovação. julgo as pessoas pelas minhas atitudes e pelos meus sentimentos. acho que escrever vai além de juntar palavras e conjugar verbos. gosto de demonstrar afeto e de inventá-lo também. sou egoísta e machista. odeio lavar panela de pressão e não limpo fogão. compro livro pela capa. organização eu só tenho na hora de fazer contas. por mais estranho que possa parecer, faço faculdade de matemática e sou professora. sou louca pra ser tia e não pretendo parir nenhum/a filho/a, mas quero adotar uns três. estou sempre procurando por vestido e por bolo de casamento. tenho preguiça de texto grande, mas alguns ganham a minha atenção e o meu comentário. troco e-mail e demoro pra responder recado no orkut. conto a vida no twitter e na minha agenda. gosto de beber leite puro e não tomo chá gelado. só vou na praia quando o sol vai embora. gosto de telefone e trocar sms é um esporte. não tenho um gosto musical definido. já tive caso (?) com meninos de vários lugares do país. só conheço a região sudeste e em breve vou pro nordeste. tenho uma família e já morei num ovopartamento. o único animal de estimação que eu posso ter é peixe. faço caras e bocas quando leio alguma declaração. tenho fé em Deus e acredito que em breve vou me mudar pro céu. exagero é meu nome do meio e drama é meu codinome. escrevo cartas pra não enviar. sou viciada em tic-tac. sempre me dá vontade de mijar quando estou no cinema. gosto de tatuagens e tenho medo de agulha. marco o tempo com música e é isso aí.


# certa companhia. companhia certa.



um dedo de prosa [42]



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Ele: como você tá?!
Ela: indo ...
Ele: pra onde?!
Ela: pra onde a vida me levar.
Ele: bem que ela poderia te trazer cá pra casa.
(risos)

ato cinquenta cinco.



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Quando ficamos longe, perdemos tempo ensaiando o que vamos dizer (escrever) na nossa volta, tudo perda de tempo e de palavras, não sei você, eu nunca digo (escrevo) nada do que ensaiei em frente ao espelho. 
Às vezes, dá vontade de falar sobre o que aconteceu, sobre o que deixou de acontecer, sobre as músicas que você conheceu, sobre as paixões que passaram pelo seu coração, sobre as separações, sobre as festas, sobre as cores, sobre filmes, sobre seriados e mais uma infinidade de assunto. Quando na verdade, tudo o que precisamos dizer é: voltei.
Talvez, não tenha ninguém a minha espera, talvez eu vá chegar e a solidão é quem vai me buscar. Tudo pode acontecer, todos podem ter cansado de esperar, porque esperar dói e causa queda-do-cabelo-do-suvaco. 
Voltamos, cheios de expectativas, fazendo promessa até pro cachorro da rua. Garantimos tudo será diferente, tudo será valorizado, menos as besteiras e picuinhas. Voltamos trazendo a esperança de que um novo começo aguarda por nós. Voltamos e voltamos a ser o que éramos e sempre seremos.

# mudamos a roupa e a cara ainda é a mesma.

ato cinquenta nove.



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Ridículo não é assumir o sentimento e sim tentar escondê-lo. Dizem que a gente não pode escolher de quem gostar, eu não sei se é bem assim que a banda toca, mas no campo do sentimento todos os lances são aceitáveis. A verdade é que eu sempre gostei de pessoas-não-indicadas - fazer o que?! Com isso, me tornei uma jogadora do time dos ridículos, porque na tentativas de ser bem vista eu negava e escondia os meus sentimentos.
Ainda bem que com o passar do tempo a gente aprende a trocar de time e a jogar em outras posições.
Hoje, eu assumo bem os meus sentimentos, mesmo quando eles só são existentes na minha mente e no blog. Será que sentimento inventado é válido?! E quando se inventa um sentimento por alguém-não-indicado?!
Sim, sou estranha e comum, quem não é?!
Fato é que sentimento é sentimento, real ou inventado, deve ser demonstrado.

- o nosso amor a gente inventa.


um dedo de prosa [41]


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Ela: acho que ...
Ele: que o que?!
Ela: só acho.
Ele: eu tenho certeza.
Ela: de que?!
Ele: que você só acha.

frase. /sete



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# o fim foi total que levou até a saudade.