faixa 34.



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- Eu não nego
Eu me entrego 
Você é meu grande amor (♪)


closer.


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O tempo pareceu voar e então alguém veio acordá-los. O coletivo havia chegado no ponto final e com isso ela tinha perdido a hora de saltar. Como ele tinha o sono mais leve, logo acordou e percebeu que ela nem se mexia. Então, disfarçadamente ele soltou a mão dela e a cutucou.
- Por alguns instantes pensei que você fosse a encarnação da bela adormecida.
- Obrigada pela elogio.
- Acho que sonhei com você.
- Nem venha com essa, eu sonhei com você.
Daí, um grito veio do banco do motorista. Os dois saltaram e então ela gritou:
- COMO VIM PARAR AQUI?!
- Quem mandou dormir demais?!
- Você é um inútil.
- No meu sonho você era mais gentil.
- No meu sonho você era de mentira.
Ela então saiu andando e nem disse 'tchau'. Precisava entrar dentro de outro coletivo pra voltar, já que o ponto final ficava muito longe de sua casa. Ele não se mexeu, ficou olhando ela ir embora. Daí, ele lembrou de que precisava de informações sobre a tal cantora e correu atrás dela.
- Onde eu consigo uma cópia dessa fita?!
- Em lugar nenhum.
- Então me empresta a sua?!
- De jeito nenhum.
- Prefiro você dormindo.
- Pra ficar segurando minha mão e pesquisando sobre minha vida?!
Logo depois dela dizer isso, o coletivo veio e ela entrou sem olhar pra trás.

Haveria um próximo encontro (...)

em fim.



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Em fim, a gente percebe a verdade.
Enfim, a realidade.

Em fim, a gente perde a vontade.
Enfim, a fatalidade.

Enfim em fim.

um dedo de prosa [37]



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Ela: eu gosto de você.
Ele: eu gosto muito mais de você.
Ela: tem certeza?!
Ele: absoluta.!
Ela: melhor pra mim.

ato cinquenta quatro.



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de fato eu precisava desse tempo.
um tempo longe.
pra só observar e ignorar certas coisas e alguns atos.
sim, é ótimo poder participar da peça, mas algumas vezes, o que precisamos é só assistir.
reparar nos erros e acertos. 
olhar com outros olhos. 
ver por outro ângulo ou então fechar os olhos.
foi o que eu fiz, ou melhor, me levaram a fazer isso.
agradeço desde já.
às vezes, a ficha demora pra cair, mas sempre vem ao chão.
não vou dizer que sou outra, pois continuo a mesma - eu acho. 
fato é, que alguns não vão achar isso.
pois é na ausência que o tempo trabalha. é na ausência que tudo é (des)feito.
tudo bem, talvez eu tenha mudado aqui ou ali. 
acontece.

(23/06/10)

ps: esse texto foi copiado por algumas/ns e até jogado no pensador.info, mas só pra constar: é meu (:


aviso [3]:

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Pois bem, eu estou viva, com saúde e derretida de saudade de alguns.
Volto em breve, façam o favor de não me esquecer, obrigada.

# fim.

pois é.


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Olivia era magra e tinha por codinome: palito. Não, ela não era magra, pelo contrário, era do tipo com carne nos lugares certos: coxas, barriga, seios e bunda. Usava aparelho fixo com elásticos coloridos e um óculos de sol - até mesmo de noite e na chuva. Poucas pessoas, melhor dizendo, só as de casa, conheciam a cor de seus olhos, os quais nem eu conhecia. Estava sempre com fone e carregava um sorriso largo. Caminhava pela rua dançando e só atravessava a rua contando os passos. 
Olivia era do tipo desligada, mas que prestava atenção tem tudo. Quando ela passava pela praça, sempre pulava uma cerca e quebrava os vasos de flores, não que ela fosse uma má menina, ela só acreditava que flor e planta foram feitas pra terem raízes e não pra ficarem presas em vasos ridículos com desenhos cafonas. Quando fazia isso, sempre vinha alguém gritando e mandando ela sair, mas nunca respondeu aos xingamentos. Sorria e acenava, depois seguia seu trajeto. Todos achavam isso estranho, porque ela não tinha cara de quem leva angu-com-caroço pra casa.
A resposta veio numa tarde de quarta feira, três de março de um ano qualquer. Olivia estava dançando na calçada, quando desceu pra contar seus passos e atravessar a rua, na metade do caminho ela perdeu as contas e resolveu voltar, foi quando se ouviu um silêncio e logo depois o barulho de uma sirene. Pela primeira vez, os olhos de Olivia foram vistos - eram cor-de-folha-seca e parecia uma represa, represa que se arrebentou, quando um de seus segredos foi revelado: ela era surda e usava os fones pra disfarçar.

- onde o destino não previu.

ato quarenta cinco.



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Toda tentativa de evitar um desejo ou um pensamento é inválida. Só de pensar em não pensar já me pego pensando. E por ficar pensando, o desejo é despertado e tudo vira bagunça. Uma bagunça bem arrumada e desordenada. Desordenada porque a ordem dos fatores não altera o produto. Produto esse que a cada dia se encontra mais valorizado. Valor que veio com o passar dos dias. Os dias vão passando, eu vou tentando não pensar, mas daí começa tudo de novo.

# amores diferente, medidas desiguais.

um dedo de prosa [36]


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Ela: posso fazer um pedido?!
Ele: quantos você quiser.
Ela: fica comigo hoje?!
Ele: só hoje?!
Ela: quero que cada dia seja o primeiro, outra vez.

visto por mim.


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ele é um pão de mel, o mais doce que você pode encontrar. ele é a calmaria no meio da tempestade. ele é o abrigo no deserto. ele é a certeza de que tudo dará certo. ele é a minha convicção de dias melhores. ele é o fogo que faz derreter o coração de gelo que possuo. ele é o sol forte nos dias de chuva. ele é o brilho que tenho nos meus olhos. ele é o sorriso sincero em meio as lágrimas. ele é a mão que nunca se recolhe. ele é o ar que eu respiro. ele é o mais belo. ele é a flor que nasce no meio do sertão. ele é a fonte de água viva. ele é a minha motivação diária e contínua. ele é o ombro certo. ele é a resposta exata. ele é pra toda vida. ele é o remédio. ele é a minha força. ele é o meu escudo. ele é o milagre vivo. ele é o lembrete escrito: você é especial. ele é a prova de que tenho jeito. ele é meu desejo. ele é o meu alvo. ele é o meu exemplo. ele é o meu melhor sentimento. ele é a parte perfeita que eu tenho. ele é o passo certo. ele é o único caminho. ele é o meu sonho. ele é a minha vida. ele é a parte que faltava em mim.

# Jesus Cristo.

faixa 35.


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- sem pressa, do jeito que tem que ser. (♪)

ato três.

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Sei lá, me deu vontade de querer e só querer. Não espero receber ou conhecer, só querer. Simples assim.
Quero um abraço daquele moço que eu encontro no ônibus, quero um pote de sorvete com todos os sabores, quero um pedaço da lua, quero aprender recitar poema e poesia, quero saber nadar até Fernando de Noronha, quero uma companhia desconhecida, quero dançar em cima da mesa da praça, quero perder a vergonha de usar biquini, quero sair de pijama para um casamento, quero o meu casamento, quero conhecer aquele moço que mora no Tocantins, quero sair com aquela gente que reside em Brasília, quero um cheiro das pessoas que habitam o nordeste, quero o calor o humano daquele que se esconde no sul, quero meu anonimato de volta, quero ... , quero uma melodia, quero dizer que tudo é só imaginação, quero voltar no tempo, quero me adiantar, quero mais acaso e menos atraso, quero esconder a teoria e bailar com a pratica, quero ser menos preguiçosa e passar mais tempo na cama, quero conseguir desenhar um boneco de pau, quero tocar violão até meus dedos sangrarem, quero escrever cartas pra gente estranha, quero continuar do mesmo jeito e com direito a mutações, quero jornal e revista de fofoca, quero mais seriado e menos comerciais, quero mais lágrima e menos sorrisos tristes, quero mais mentiras do que verdades inventadas, quero renovar a minha fé a cada nascer do sol, quero tempo pra ler e tempo pra ouvir, quero conhecer gente de perto, quero acordar e falar francês, quero só um pouco de atenção e querer.

passo a passo.



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o tempo corre,
a poeira escorre
e
finalmente as coisas se descobre.


atenta mente.



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E a música começa tocar, já é centésima vez que tu a escuta. de repente, algo em você se movimenta, pode ser o coração ou talvez o espírito querendo se libertar. A música, aquela que você já sabe cantar de trás pra frente e vice-versa, faz seu corpo inteiro se arrepiar e seus cabelos dançarem. qualquer um poderia dizer que é a primeira vez, o seu primeiro encontro com aquela melodia e aquela letra. Como algo tão rotineiro e do seu cotidiano é capaz de causar tamanho reboliço interno e externo?! a resposta é tão obvia que a gente se nega a acreditar. É sempre assim, a coisa se encontra diante de nossos ouvidos e a gente nem nota ou valoriza. 
hoje é a música que te causa isso, amanhã ou depois poderá ser seu/sua vizinho/a ou então aquele rapaz que passa por ti todos os dias e tu não percebe. Sou feliz por experimentar isso todos os dias, claro que estou falando da música, principalmente se for de John Mayer. não, não fique a pensando que as pessoas também não me causam isso, porque elas causam, mas eu não sou de alarmar sentimentos. 
Não é necessário atenção dobrada, não é preciso uma seleção nova, não é válido olhar pros lados ou aumentar o volume. tem coisa que só acontece no momento errado, pra gente se tocar que nem tudo na vida precisa de hora e lugar marcado.

# o significado do meu sorriso é o seu nome.

planta ação.


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meu limão,
meu pé de laranja lima,
faça com que essa junção
pareça uma rima.

senti mental.


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às vezes, o julgamento alheio me leva a trancar as coisas e os sentimentos dentro de mim. não gosto de olhares de reprovação pro meu lado e muito menos de dedos apontados em minha direção. só que, eu aprendi que pior do que gostar daquele garoto que me traiu com a minha melhor amiga ou então querer aquele guri cheio de problemas, é fingir que nada existe. trancar dentro de mim a minha vontade e o meu real desejo. fui percebendo que enquanto eu juntar essas coisas dentro de mim, por vergonha, eu não terei espaço pra coisas boas e novas. não sou um poço sem fundo e tenho certeza de que você também não é. 
se você gosta daquela menina que já passou na mão de todos os rapazes da rua, e daí?! se você cobiça o seu vizinho que tem namorada, e daí?! esconder os atos não acaba com os fatos. jogue a verdade pra fora, porque talvez assim alguma coisa poderá ser feita. enquanto você fingir e fugir, tudo que você terá dentro de si será lixo e dor. a sua reputação ou a sua imagem não valerá de nada, não aliviará em nada o seu sofrimento. jogue-os fora, compre uma roupa nova ou então fique nu/a. lembrando que o novo só vem quando o velho vai embora. a dor só existe, porque escondemos o sentimento.

# quem anda na linha é trem, eu sou avião. (rá!)


trans parente.



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primeiro: o olhar.
segundo: o desejo.
terceiro: a vontade.
quarto: a realização.
quinto: a satisfação.
sexto: o arrependimento.
sétimo: a vontade de realizar o mesmo desejo, que começou com o olhar e que além do arrependimento trouxe satisfação.


curiosidade.



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Como é possível?! Como é possível você gostar dos meus dentes e do meu sorriso torto?! Como é possível você me achar linda?! Como é possível você gostar da minha voz?! Como é possível você gostar do som da minha risada?! Como é possível você admirar meus rabiscos?! Como é possível você ser tão paciente comigo?! Como é possível você ter sempre um assunto?! Como é possível sermos só amigos?!

# só rindo. sorrindo.

plural singular.



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Meu amor tem

vários cheiros,
vários molejos,

vários gostos,
vários rostos

várias melodias
vários dias

e

o mesmo nome.

ato vinte três.


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se tem uma coisa nessa vida que eu gosto pra (muito) caramba é o tal: telefone. gosto não, eu amo telefone, sou apaixonada pelo ser brilhante e iluminado que o inventou e a paixão aumenta ainda mais pelo outro ser que inventou o telefone móvel - vulgo celular.
lembro-me quando o telefone chegou na minha casa, minha gente, nunca imaginei que aquele aparelho estranho fosse me trazer tanto prazer. acho que eu tinha uns sete ou oito anos - (que seja!). mesmo que eu estivesse no quintal brincando, eu saía correndo com o primeiro toque. era mais forte do que os berros da minha avó me chamando pra comer.
daí, um tempo depois a minha mãe chegou lá em casa com outro aparelho, era branco e maior. vinha com secretária eletrônica, e daí tínhamos que gravar a mensagem, pra quando alguém ligasse, só sei que foi um carnaval, porque a telefonista da casa - eu - queria ter a honra de gravar, mas não consegui. criança nunca consegue nada, sacanagem.! como minha mãe e a minha avó trabalhavam fora, eu gravava música com o meu irmão e a mensagem que fosse pra casa-do-chapéu. sempre que o telefone tocava, eu corria pra perto e deixava cair na secretária, gostava de ouvir a gravação mal feita e a pessoa deixando um recado. daí, quando era alguém importante (?) eu interrompia a gravação e tirava o telefone do gancho.
será que eu preciso comentar que também era chegada em passar trote?! 
quando eu fiz doze anos, ganhei o meu primeiro celular, do meu pai. é isso mesmo, ele não durou muito. infelizmente. era de conta e eu era uma descontrolada. antes do meu pai ter o nome jogado na lama, ele passou a mão no telefone e eu fiquei triste. fiz promessas de que nunca iria acontecer de novo, mas ele não deu ouvidos, só ganhei outro no meu aniversário de treze anos. 
de lá pra cá eu já tive vários celulares. mas nenhum mais foi de conta.
quando eu estava com catorze anos comprei um chip da tim só pela promoção de não sei quantos torpedos. eles deveriam ser gasto num prazo e muita gente achou que eu ía perder meus torpedos, preciso dizer que essa gente se enganou e eu gastei tudo antes do prazo?!  além de tirar todo proveito dos torpedos, eu ganhei um namorado com eles. pois é, não foi só a tim que me deu prazer com os vários torpedos, a claro também me fez um agrado, se eu colocasse o DDD na frente das sms's eu não pagava. eu virei noites e mais noites trocando sms's com o povo.
hoje em dia, tudo ficou por minha conta. se quero um celular novo, tenho que economizar meses se não quiser dividir em leves parcelas. se quero créditos, eu tenho que meter a mão no bolso. e assim por diante, é a tal vida adulta.
eu troco qualquer internet por um telefone ilimitado, sem pensar.
sou apaixonada por vozes, gosto de ouvir a risada alheia, o suspiro, o afeto que atravessa a linha telefônica e coisas derivadas.

- não alimento amor por telefone, isso é ilusão.