quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ato vinte três.


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se tem uma coisa nessa vida que eu gosto pra (muito) caramba é o tal: telefone. gosto não, eu amo telefone, sou apaixonada pelo ser brilhante e iluminado que o inventou e a paixão aumenta ainda mais pelo outro ser que inventou o telefone móvel - vulgo celular.
lembro-me quando o telefone chegou na minha casa, minha gente, nunca imaginei que aquele aparelho estranho fosse me trazer tanto prazer. acho que eu tinha uns sete ou oito anos - (que seja!). mesmo que eu estivesse no quintal brincando, eu saía correndo com o primeiro toque. era mais forte do que os berros da minha avó me chamando pra comer.
daí, um tempo depois a minha mãe chegou lá em casa com outro aparelho, era branco e maior. vinha com secretária eletrônica, e daí tínhamos que gravar a mensagem, pra quando alguém ligasse, só sei que foi um carnaval, porque a telefonista da casa - eu - queria ter a honra de gravar, mas não consegui. criança nunca consegue nada, sacanagem.! como minha mãe e a minha avó trabalhavam fora, eu gravava música com o meu irmão e a mensagem que fosse pra casa-do-chapéu. sempre que o telefone tocava, eu corria pra perto e deixava cair na secretária, gostava de ouvir a gravação mal feita e a pessoa deixando um recado. daí, quando era alguém importante (?) eu interrompia a gravação e tirava o telefone do gancho.
será que eu preciso comentar que também era chegada em passar trote?! 
quando eu fiz doze anos, ganhei o meu primeiro celular, do meu pai. é isso mesmo, ele não durou muito. infelizmente. era de conta e eu era uma descontrolada. antes do meu pai ter o nome jogado na lama, ele passou a mão no telefone e eu fiquei triste. fiz promessas de que nunca iria acontecer de novo, mas ele não deu ouvidos, só ganhei outro no meu aniversário de treze anos. 
de lá pra cá eu já tive vários celulares. mas nenhum mais foi de conta.
quando eu estava com catorze anos comprei um chip da tim só pela promoção de não sei quantos torpedos. eles deveriam ser gasto num prazo e muita gente achou que eu ía perder meus torpedos, preciso dizer que essa gente se enganou e eu gastei tudo antes do prazo?!  além de tirar todo proveito dos torpedos, eu ganhei um namorado com eles. pois é, não foi só a tim que me deu prazer com os vários torpedos, a claro também me fez um agrado, se eu colocasse o DDD na frente das sms's eu não pagava. eu virei noites e mais noites trocando sms's com o povo.
hoje em dia, tudo ficou por minha conta. se quero um celular novo, tenho que economizar meses se não quiser dividir em leves parcelas. se quero créditos, eu tenho que meter a mão no bolso. e assim por diante, é a tal vida adulta.
eu troco qualquer internet por um telefone ilimitado, sem pensar.
sou apaixonada por vozes, gosto de ouvir a risada alheia, o suspiro, o afeto que atravessa a linha telefônica e coisas derivadas.

- não alimento amor por telefone, isso é ilusão.

3 comentários:

Inercya disse...

Adoro telefone também. É tão bom esperar pra ouvir a voz de quem a gente quer ouvir. *----*
;***

Marcelo R. Rezende disse...

Ai que delícia de crônica.
Super divertida.

Eu também adoro um telefone, mas nenhum dos meus amigos tem paciência pra isso.
Qualquer dia te ligo, rs.


beijo.

Fil. disse...

Olha, eu passei anos e anos odiando esse aparelho.
Hoje eu passei horas e horas conversando com minha amiga no telefone.

HAHA'

É gostoso ouvir a voz *--*