terça-feira, 11 de junho de 2013

ato cem quatro.



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a primeira vez que conheci o amor eu tinha oito anos, ele era moreno/magrelo/alto/sorriso largo/mãos grandes/criativo/romântico. eu recebia flores e cartas quase todos os dias, lembretes e cartões eram como o banho-de-cada-dia. a gente brigava e se amava constantemente. nosso amor era de verdade, puro e sincero, daqueles que se envergonham só de segurar a mão um do outro. 
então o tempo passou, quatro anos pra ser mais exata, e lá estava eu me reencontrando com o amor. dessa vez ele era branco/olhos verdes/baixinho/mãos e pés pequenos/sorriso radiante. não havia cartas, cartões e muito menos flores. a única coisa que eu recebia era carinho e de um jeito disfarçado. foi daquele tipo de amor que rola secretamente entre amigos (mas que toda a sociedade tem conhecimento). trabalhar era legal só porque 90% do meu tempo era no telefone com ele e quando era hora de ir embora eu sabia que ele estaria na esquina me esperando (é, eu também lembrei da música ~parado na esquina~). assim foi até deixar de ser.
o calendário correu mais uma vez e me colocou de frente com outro amor. barrigudinho/alto/cabelos cacheados/sobrancelhas grossas/sorriso maroto/amarelo/mãos grandes/aspirante ao cargo de cantor/sinistro violeiro e guitarrista. pratiquei todo o romance que eu havia aprendido com o primeiro amor. cartas/bilhetes/cartões/bombons. foi a minha fase mais romântica, pra não assumir que foi a única. telefonemas, saudades, mensagens e vários carinhos-com-beijinhos. 
já se passaram sete anos desde o meu último encontro convencional com o amor. nesse meio tempo eu encontrei, há cinco anos, um amor que veio pra ser o último. aquele que permanece intacto dentro de mim mesmo quando me pego apaixonada por estranhos na fila do mercado. aquele que é todos os amores em um. às vezes eu chego  perder a fé e penso que esse amor nunca vai se concretizar, mas daí ele vem e me mostra que é necessário manter a esperança acordada. não estamos firmados no contato físico, a nossa base é a fé e o amor. é pela certeza de que você será meu futuro que o medo se vai. obrigada por nunca desistir de mim e por me amar tanto assim. 

- you'll be mine and i'll be yours!

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