quarta-feira, 13 de outubro de 2010

em-cena-ação.


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Vou aproveitar a situação e jogar mais uma teoria-barata no ventilador, e se pegar em você, lembre-se que a culpa não é sua e nem minha. 
Hoje, quando cheguei da casa do meu aluno e olhei pra mesa do computador, sentir um beliscão na alma e no coração. O que eu mais temia aconteceu: Carlos Eduardo, morreu. (a rima saiu sem querer)
Pra quem não sabe, Cadu era meu peixe de estimação. Pra quem sabe menos ainda, eu prefiro ter um peixe do que um gato ou um cachorro. Tem quem diga que peixe é sem graça, mas eu vejo toda graça naqueles seres pequeninos e coloridos, afinal criança vê graça em tudo, né?!
Por mais que eu tente negar, a culpa foi minha, porque deixei o egoísmo e o depois-eu-faço tomar conta da situação. Não cuidei de Carlos como devia, e faço o mesmo com alguns relacionamentos.
Quando um relacionamento acaba, não sei você, mas a primeira coisa que faço é jogar a culpa pra cima do/a outro/a, só que a verdade sempre aparece pra estragar a festa da ilusão e da mentira. Vou reconhecendo cada passo em falso que dei, cada palavra de conforto que guardei, cada beijo e abraço que eu deixei pra depois, cada erro e cada defeito.
O pior papel, no teatro da vida, é o de vítima. Preciso dizer que esse papel não combina com o tom da minha pele?! Não direi que é preferível ser vilão ou até mesmo herói, a verdade é que ninguém pode ocupar um mesmo papel o tempo todo. 
Fato é, que precisamos aceita que se hoje somos alvos de elogios e aplausos, amanhã os aplausos podem virar pedras e os elogios podem se transformados em críticas. Não se preocupe, todos nascemos prontos para isso, basta descobrir.

# é um ciclo vicioso, impossível de segurar.

7 comentários:

JaqueFonseca; disse...

Se não é culpa minha, nem tua, é de quem?
Do ventilador?

Bell Souza disse...

Coitado do Cadu...

Kivia Nascentes disse...

Acho que em várias situações nosso primeiro papel é se colocar em vítima, só depois que começamos a ver cada passado errado que demos. Muitas vezes me coloco no papel de vítima do primeiro momento, seja em relacionamento, em situações de trabalho, enfim, acho bem humano esse tipo de atitude. Mas claro, isso no primeiro momento. Assumir o erro, a parcela de culpa é importante e ético.

Natália Salles disse...

Por isso que blog é bom! Sempre pensamos que somos os unicos que sofrem e passam por situações tragicas, e lendo filosofias simples e reais de vida, vemos que a gente só muda a situação, porque as razões são sempre as mesmas!

Megabjs.

dear sarah disse...

Sabe o que é mais interessante e delicioso disso tudo? Sempre vamos ter algo a aprender. Seja com um erro, seja com um acerto.

A vida é assim, nunca estamos satisfeitos, porque muitas das vezes o "eu" predomina mais que o "outro".
Mas acontece, e comos humanos sabemos tirar de letra cada acontecimento da vida.

Um beijo!

Gabriela disse...

é preciso saber cuidar. com o tempo agente aprende... ;)

Natália disse...

Sempre quis ter um peixe quando pequena, mas nunca consegui. só tive passarinhos. beijo