domingo, 1 de junho de 2014

devagar ações.



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sempre que alguém me pergunta o motivo da minha solteirice eu oscilo em duas desculpas: não tá na hora ou não encontrei uma pessoa que me faça mudar de ideia. (atire a pedra no telhado do vizinho quem nunca as usou). 
hoje, enquanto eu estava observando a paisagem pela janela do coletivo eu comecei a refletir minhas desculpas e percebi que elas são fatalidades. tudo bem que há segunda não é bem verdade, porque eu encontrei alguém que me fez mudar de ideia mas esbarrei na primeira desculpa e fiquei no zero a zero novamente. 
não acredito que haja uma pessoa certa e separada pra mim ou pra qualquer um/a. a vida é como um jogo de probabilidade e as combinações são as mais diversas possíveis. não há matemática ou porcentagem que vá lhe garantir um/a companheiro/a perfeito/a. querer e esperar por isso é tolice com passagem comprada pro destino da solidão. 
claro que chega um momento da sua vida que você então percebe que encontrou uma pessoa que te faz esquecer as outras possibilidades, as outras bocas, os outros carinhos, os outros abraços e todos os outros. quer uma pessoa e ser dela também, não por obrigação ou certidão, mas por simples e puro desejo. 
o amor e suas outras drogas não são complicados, não precisam de planejamento ou orçamento. só esperam por uma chance de acontecer pra nascer. 

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