domingo, 8 de dezembro de 2013

ato cem e dezoito




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às vezes eu tento caminhar fora dos meus padrões, tento alargar e ao mesmo tempo encurtar alguns passos. desejo dar oportunidade para o novo, procuro um jeito prático de exercitar a paciência, tento esperar as coisas acontecerem naturalmente, mas não consigo. minha pressa sempre me impede, quero pra ontem e quero pra daqui dez anos. não é a demora dos acontecimentos que me irritam e sim a incerteza, não gosto de coisas mais vulneráveis do que eu. algumas decisões precisam ser sólidas, mesmo que durem alguns dias. seja pra relacionamento, emprego, estudo ou a cor da roupa de baixo que tu vai usar na virada do ano. minhas decisões são tão momentâneas quanto de um camelão desfilando num arco-íris, mas eu aprendi a assumir e dar a cara pra bater - tô apanhando pra burro, só pra constar. sei que não posso ficar esperando uma garantia e então fazer algo, mas todo mundo precisa de uma brecha e se a brecha fica embaçada, eu já pulo pra janela que tá sempre aberta me esperando, é.

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