terça-feira, 21 de maio de 2013

ato trezentos.



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É como se tudo fosse ganhando forma, fazendo sentindo e a nuvem que cobria o passado se afastou. Hoje é claro perceber que o presente é apenas um reflexo do passado e se não for cuidado continuará se refletindo no futuro. Todos ao redor só julgam o que acham que conhece, é sempre assim. As pessoas não se lembram que cada ação gera uma reação, elas só pegam  a segunda parte e querem ir na janela tomando fresca. 
Durante muito tempo eu tentei dar sentido para esse quebra-cabeça (é com ou sem hífen? quem se importa?) que chamo de vida, faltavam peças e ... PIMBA! Hoje eu consigo entender melhor as minhas reações, na verdade eu sei as ações que deram início a tudo. Agora eu preciso reassumir o controle, mudar essa rota, curar minhas feridas e dar um jeito na vida (rimas-off). 
Tudo se acendeu tão depressa que tô com aquela cegueira passageira que rola quando a gente olha pro celular no meio da noite, sabe? Não consigo enxergar direito e muito menos pensar no que farei com minhas informações. Preciso colocar pra fora, me livrar desse grito mudo que eu carrego no peito há quase duas vidas. Eu deveria chorar, dizem por aí que alivia as dores, mas cadê que consigo? Estou mais seca que as terras do agreste e mais carente que um gato de três patas (tenho pra mim que essa raça é a mais carente do universo, na verdade eu não entendo de gatos e só queria enfatizar minha carência).
... (encontre aqui todas as palavras que eu não encontrei).

2 comentários:

renatocinema disse...

Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.
Shakespeare.´

PARA REFLETIRMOS. KKK

- berg dantas disse...

e mesmo depois de tanto tempo, e mesmo agora que conversamos menos, eu ainda me sinto muito próximo de você! já te falei que tô passando pelas mesmas coisas? claro que não exatamente, mas tô numa fase/vibe parecida. é mudança, desapego, reflexão e essas coisas clichês todas. mas bom mesmo é ver que tem gente que te entende, mesmo a quilômetros de você. <3

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa)

amo você, fran!