quarta-feira, 4 de abril de 2012

ato cem e cinco.



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e de repente é hora de dizer 'adeus'. isso mesmo, nada de tchau ou até breve, é o fim. alguns iludidos dizem que todo fim pode ter um recomeço, mas sabemos que isso é uma exceção e não a regra. o coração parece ficar menor que um grão de mostarda, a garganta mais seca que o deserto do Saara, uma malemolência afeta as nossas pernas, enquanto nossas mãos tremem como se estivéssemos com parkinson. temos a sensação de que o controle saiu das nossas mãos, sendo que na verdade ele nunca chegou até elas. 
e de repente é hora de dizer 'adeus' ...

5 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Texto delicioso!

Gabriela Freitas disse...

adeus é tão forte, tão difícil de se dizer...

gabriela m. four disse...

principalmente quando temos que nos despedir do que ainda nem começou^^

Renan Mendes disse...

Às vezes é preciso.

Inercya disse...

e de repente essa hora se torna a mais difícil. ;~