terça-feira, 12 de outubro de 2010

ato treze.

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Minha amiga diz que eu sempre aparento tá bem, de fato é verdade. Procuro manter o sorriso colado no rosto e sempre tenho uma piadinha idiota pra fazer, mesmo quando o momento é o mais crítico. Talvez você não tenha prestado atenção numa palavra, a qual é a mais importante de todas: aparento. Aparências enganam e todos estamos carecas e cabeludos de saber isso, né?! 
Você pode chegar aqui, lê um, dois ou quatro textos, sair daqui com a sensação de que a autora é uma adolescente que está descobrindo a arte de viver, a arte de se apaixonar e que vê o mundo através de um óculos-cor-de-rosa, talvez você esteja certo/a, mas não tem razão. Tá certo que meu óculos é rosa, mas não quer dizer que ele mude a realidade das coisas, infelizmente. 
Sempre gostei de falar de mim, dos meus estranhos e bizarros gostos, das minhas preferências, de músicas, da vida alheia e sobre novela/seriado/filme/livro. O problema é que eu não me resumo nisso, não sou só isso. Tenho família, tenho raíz e tenho origem, mas que pra alguns são como se eu não tivesse. Nunca gostei de falar da minha família, não por ter vergonha ou coisa do tipo - confesso que na minha adolescência rolou isso, mas hoje em dia não -, mas acho que família é assunto particular e só meu. Às vezes, compartilho algumas coisas com meus amigos e com estranhos também, são poucas se comparadas aos tantos acontecimentos.
Família é meu ponto fraco, aquele que se alguém tocar de qualquer jeito faz um buraco enorme na minha alma, na minha carne e no meu coração. Vejo tanta gente reclamando da família, falando mal do pai ou do tio, xingando a avó ou a tia que mora longe. Cara, isso é ridículo e nojento, tenho nojo de pessoas assim, pois só quem não tem família sabe o valor que uma tem. Mesmo quando ela é cheia de problemas e mazelas. Quem é perfeito?! Quem faz tudo direito e na hora certa?!
Nos últimos anos eu tenho aprendido muito, eu tenho vivido e sentido coisas inéditas e exclusivas minhas. Já perdi as contas de quantas vezes comecei a chorar no meio da rua, assim, sem motivo aparente. Nem me lembro qual foi a última semana em que dormi totalmente em paz, vivo preocupada, vivo sem saber o que fazer e se tenho algo pra fazer. 
O fato de não reclamar sempre, o fato de querer enxergar o lado bom das pessoas, o fato de me apaixonar todos os dias por estranhos e conhecidos, o fato de criar teorias, atos e prosas, não fazem de mim uma pessoa sem problemas.
A vida é feita de escolhas, algumas vezes, você tem duas opções e em outras você tem três ou cinco, cabe a você escolher. Estou sempre fazendo escolhas erradas, estou sempre escolhendo o lado errado e estou sempre voltando. Voltar não é sinal de vergonha, pra mim, é sinal de coragem. Começar de novo, tentar de novo é necessário. E eu escolhi viver assim, não de aparências, pois isso aqui é só uma ponta da minha moeda. 
Já vemos tantas desgraças por aí, tantas histórias tristes, tantas reclamações e tantas revoltas, não me darei ao luxo de ser só mais uma. Não gosto de gastar as pessoas com problemas que são meus. E enquanto eu pensar assim, vou continuar procurar postar textos bregas e apaixonados, dedos de prosas reais e fictícios, teorias baratas e vividas. Porque, quando a casa é sua, as regras também são suas.
Espero de coração que ninguém perca tempo lendo isso aqui, por isso fiz questão de deixá-lo bem grande, mas se você chegou até aqui, sem pular nenhuma frase, parabéns e pegue seu prêmio na saída.

2 comentários:

Luciana Matos disse...

Cadê o meu prêmio? rs!
Eu sou até suspeita família é t.u.d.o pra mim!
beijosssssssssssss

Monique disse...

Se o premio for doce, eu aceito. (:
HIUDASHIUDAHS.
Obrigada, tava precisando de umas coisinhas que você escreveu...
Um beijo!