domingo, 14 de julho de 2013

roots before branches.



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e você planeja com todo cuidado e amor os detalhes do seu futuro, que começou a partir da doce convivência, que em breve será a dois. escolhe flores da decoração, a cor da maquiagem e como será a lua de mel. sonha em viver o romance que foi de seus avós, que tiveram filhos e então chegaram a sua geração. pensa em como serão os almoços de domingo ou os feriados. almeja todo amor e afago que um casal possa ter. crê de todo coração que a solidão será só mais uma palavra avulsa do dicionário. perde o fôlego e até o sono só de lembrar que a data querida está chegando. borboletas e mariposas festejam dentro do corpo. está tudo quase pronto. e assim continuará, o quase felizes-para-sempre, o quase dia perfeito, o quase desejo realizado, o quase sempre antes de tudo que um dia viria. porque a morte veio e não pediu licença, jogou para o vento todos os planos e desejos, não se preocupou com o que viria. veio sem demora e em silêncio. e a única pergunta é: e agora, José?

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