segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ato dezessete.


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Não sei você, mas eu tenho o (mal) costume de sempre colocar fones quando coloco o pé na rua, seja pra caminhar ou pra passear de ônibus. Talvez seja o alto nível de egoísmo existente dentro de mim ou talvez seja pelo fato de que gosto de ter sempre uma trilha sonora. (que seja)
Fato é, que por conta disso estou sempre presa no meu mundinho (musical), ouvindo só o que me agrada e livre dos barulhos indesejáveis que os outros fazem ao meu redor.
Sexta, eu resolvi abrir uma janela - tirar um dos fones - e comecei a conversar com um estranho, quer dizer, com o vendedor de paçoca/jujuba - eu resisto a qualquer liquidação de shopping, mas quando o assunto é jujuba/paçoca sou capaz até de fazer um empréstimo pra comprar, afinal de contas 6 paçocas ou 4 pacotes de jujubas por R$1,00 é uma tentação que eu não resisto. Não, ele não era bonito e tinha cara de pai de família. Falamos sobre o calor que estava fazendo por aqui - mesmo sem a presença, visível, do sol -, comentei com ele que eu era um bicho-do-mato - ele gentilmente disse que eu era apenas caseira -, ele disse que não gostava do horário-de-verão - diz que o dia passa rápido demais -, lhe contei que eu estava afim de ir na praia - ele riu e disse que eu realmente estava precisando -, e por fim o assunto foi eleição - confessei que odeio o assunto e ele disse que gostaria de ver o país sendo governado por uma mulher.
Logo em seguida, ele deu sinal e me desejou 'bom final de semana'.
Talvez ele nem se lembre mais de mim, talvez eu tenha sido só mais uma consumidora ou talvez o contrário tenha acontecido. Em diálogo de ônibus não rola mentira, ninguém precisa sair do anonimato, ninguém precisa provar e comprovar nada.
Às vezes, quando aqui dentro faz frio e chuva, lá fora podemos encontrar um sol ou então um guarda-chuva, necessário é só abrir um pouquinho da janela.

# na matemática-da-vida, menos é sempre mais.

7 comentários:

tati_nanda disse...

[o certo hihi =X]
que bela experienciaa
gostei.
eu nao converso muito, mas converso..
amo ficar com fones, mas tenho medo do perigo de assalto na rua,e de nao ouvir um carro doido prestes a me atropelar businando (paranóia ne??)
heuehuehueeheu
mas é normal...
cada um com sua mania..
eu gosto de tu, mesmo sem te conhecer pessoalmente...
mas tuas palavras dizem muito de tua pessoa, às vezes. quase sempre..não sei, suponho.
heuehuehuehu
bejo

dear sarah disse...

adoro jujubas, paçocas e fones de ouvido.

GF disse...

Segue-me|
Selinho para ti no meu blog:
http://retalhinhosgf-gf.blogspot.com/2010/10/selo-oferecido-por-angels.html
Beijinho GF

JhonSiller disse...

Gosto de caminhar com fone de ouvido pra que meu dia sempre seja um clipe musical. Cisa de doido como eu.

- JÉSSICA LOUREIRO; disse...

As vezes é bom escutar a voz do mundo, ele nos ensina coisas simples e perfeitas, mesmo que não se passem de um certo 'bom dia' . beijos fran ♥

Kivia Nascentes disse...

Geralmente sempre ando com fone de ouvido também, acho que o caminho fica mais interessante com uma trilha sonora, as pessoas pela rua, os carros, tudo ganha um novo movimento. Geralmente assim que tiro o fone começa aquela barulhera de buzinas, o trânsito, as máquinas.
Nas últimas semanas até aposentei o fone para ficar lendo dentro do ônibus, ultimamente não tenho passado mal quando leio dentro do mesmo, coisa que sempre acontece. Nessa semana voltei com o fone, e bom, atravessando a rua ontem quase fui atropelada.

beijos (:

Luís disse...

Eu gosto de sair com fones de ouvido também. Principalmente quando tou no ônibus pra faculdade. Parece que o caminho fica mais curto. Além disso, não vejo empolgação pra sair conversando assim.

Quem quer conversar mesmo, me cutuca e eu tiro o som. Isso aconteceu umas duas vezes... e, olha, foram conversas até agradáveis (:

De resto, as pessoas não costumam ser muito gentis. Fico magoado fácil e... deixa pra lá.

Beijo!