I'm still so strange and wild ♫



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há pouco tempo eu percebi porque eu demorei tanto para me enxergar como adulta - sim, a raiz desse problema nasceu no meu núcleo familiar, como (quase) todas as outras questões da minha existência. mas fato é que nossos traumas só vão prolongar suas amarras se a gente não tomar as rédeas da situação - algo que demanda um processo longo, sofrido e corajoso. 

mas quando meus olhos-adultos se abriram, eu percebi que não precisava mais das vergonhas que me acompanharam durante a adolescência. acho que esse é o melhor aprendizado: se permitir gostar do que te deixa feliz e não se importar com as opiniões externas. 

eu sou completamente não crítica com filmes/séries, se me prendeu o suficiente para eu não perceber a passagem do tempo, se teve uma trilha sonora condizente com as cenas, se me atravessou em algum lugar, se me fez fugir da realidade: eu gostei, ponto final. eu consigo gostar de trocentos gêneros musicais e me entregar ao vício que surgi quando eu adoto um/a cantor/a novo e obrigo o Eric a ouvir as músicas num loop infinito. (claro que não esqueço dos meu favoritos, que eu escuto como se fossem a primeira vez). devoro livros do gênero gemidão-do-zap e compartilho com pessoas próximas e estranhos na internet, porque ler romances é minha religião como leitora - mesmo que eu intercale com thrillers, mistério, fantasia, distopia, drama ou biografia. 

o meu entretenimento poderia ser apenas isso, mas a minha mente gosta de mergulhar nas coisas. buscar sentido - mesmo que ele nem exista de modo explícito -, às vezes, um livro "bobinho" me atravessa de tal maneira, que só falar dele com Eric não é suficiente e eu preciso levar pra terapia - sim, eu uso minhas leituras como pauta orientadora no meu processo terapêutico. músicas duvidosas me fazem questionar o sistema social que vivemos e como os preconceitos são alimentados diariamente. 

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