end of beginning.



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eu gosto muito de escrever, sempre gostei. seja copiando estórias infantis no caderno de caligrafia (sim, eu era obrigada pela minha mãe a fazer isso quase que diariamente) ou então gastando os cadernos da escola copiando as letras de músicas que eu gostava de ouvir na rádio. a minha letra é muito bonita e eu me orgulho de vê-la em papeis, confesso. 

mas houve um momento que eu cansei de apenas copiar e passei a criar minhas próprias narrativas: contos, crônicas, testemunhos, resenhas literárias, diálogos imaginários, teorias baratas de como o mundo funciona (pelo menos na minha cabeça), desabafos, declarações - de amor e ódio -, entre outras categorias.

ao passo que ia permitindo que outros lessem o que se passava aqui dentro, o medo veio surgindo numa velocidade um pouco maior. por muito tempo eu pensei que o medo era do julgamento e das críticas alheias, foi quando percebi que nenhum estranho poderia me subjugar mais do que eu mesma. a verdade é que eu sou (e acredito que sempre serei) a minha maior algoz, não consigo olhar com misericórdia para meus fracassos - principalmente àqueles que estão no passado e eu nada posso fazer para mudá-los. apesar de todo esse clima pesado, eu comecei a buscar novas respostas para tanto medo e fui percebendo que talvez eu não tenha tanto orgulho de quem eu já fui. sim, aqui nesse site é possível encontrar uma outra versão minha, que eu poderia apagar e fingir que ela nunca existiu e eu nunca consegui porque foi essa versão que me permitiu chegar onde estou hoje. grata pelo processo terapêutico que me abriu novas perspectivas de vida, possibilitando novas criações pelas quais eu sou completamente apaixonada. eu gosto de me ler (mesmo quando não consigo acreditar que já fui uma pessoa que odiava gatos rs), e eu sou muito boa nisso.

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